Danielbiologo's Blog

“Cobra Coral” em casa.

Hoje (09/10) enquanto arrumava o pátio e limpava minha Bicicleta na garagem, no momento que fui buscar uma ferramenta, dei um passo e rapidamente um serpente Coral passa rápido, levei um susto não pela Coral e sim pelo movimento da mesma. Peguei uma vareta e a empurrei com cuidado para não ferir a Coral, para dentro de uma caixa plástica (Clique para ver a fotos). Perto aqui de casa, a algumas centenas de metros está o Parque Municipal do Maciço da Costeira (Lei Mun. 4605/95 Dec. 154/95) “A criação do Parque, em 1995, teve como objetivo preservar os 1456 hectares do relevo montanhoso que forma o Maciço da Costeira que abriga rica flora, fauna e importantes mananciais de abastecimentos. O Parque está inserido na região central da Ilha de Santa Catarina” e aqui nesta área estarei soltando este magnífico animal neste remanescente de Mata Atlântica na Ilha de SC.

Família Elapidae – Micrurus corallinus – (Cobra Coral de cabeça preta)

Um dos pontos de reconhecimento das Corais verdadeiras ou venenosas são os dentes inoculadores de veneno, posicionados anteriormente no maxilar, são fixos e com sulco condutor de veneno, dentição Proteróglifa. Devido ao pequeno tamanho da cabeça, boca e dos dentes os acidentes são raros, mas com consequências gravíssimas e se não for aplicado o soro “Antielapídico”, quase que instantaneamente fatais.

Esta espécie  possui habitos diurnos e, é bem ativa durante o dia, sendo frequente de ser avistada, fato que ocorreu hoje comigo enquanto arrumava minha Bicicleta. Com tamanho variando entre meio metro a um metro e com massa de  100 a 250g. A cauda é bem curta, menor que 15% do comprimento total. São ovíparas, ou seja põe ovos e vivem no solo entre as folhas, gravetos e meio enterradas nesta camada superficial do solo. Alimentan-se de outras cobras, lagartixas que habitam as folhagens no solo. Quando se sentem ameaçadas, como defesa realizam achatamento de partes do corpo aumentando o tamanho visual e evidenciando as cores, realizam movimentos bruscos e repetidos de postura, escondem a cabeça enrolando-se e ainda levantam a cauda exibindo a mesma com movimentos rápidos.

Tem como característica fugir sempre que podem, acidentes podem ocorrer quando as pressionamos como, por exemplo, ao vestir uma bota e a Coral poderá estar dentro, ao arrumar áreas externas, entulhos, telhas, folhagens e  com as mãos desprotegidas, ao vestir um casaco ou calças e a serpente escondida dentro. Os esconderijos são muitos, necesitamos então ter cuidado e evitar destruir seus habitats, pois grande a grande maioria dos animais só saem das matas em busca de alimento, com a destruição de seus ambientes naturais eles podem vir a aparecer em nossas casas.

Não é a primeira vez que encontro uma serpente em casa, e espero que não seja a última. Pois todos os animais tem o mesmo direito de viver, a conservação da Biodiversidade é fundamental, inclusive para nossa sobrevivência.

Sustentabilidade é isso, a natureza em equílibrio …
Durante a noite fui verificar como estava e preparar sua soltura no remanescente da Mata Atlântica perto aqui de casa, surpresa! Ela fugiu, peguei a lanterna e fiz uma busca, sabendo que seria quase impossível encontrar. Dito e feito, sumiu, minha preocupação é que alguém a encontre e simplesmente a assassine sem razão. Construímos nossas casas sobre a “casa”de todos os outros animais e conforme “avançamos” com as cidades sobre seus habitats, a flora e fauna vão desaparecendo e os sobreviventes acabam entrando em um contato mais frequente e, o ser humano sem conhecimento acaba matando seus “irmãos”(Biodiversidade), os quais são interdependentes do equilíbrio para a sobrevivência!!!

ps.infelizmente não estou conseguindo postar as fotos, este blog não permite mais carregar fotos.
WordPress é muito limitado! 

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Floripa já passou do limite …. faz tempo ….

5 de setembro de 2011

Florianópolis está no limite 

Se o crescimento populacional continuar alto e nada for feito para melhorar a mobilidade urbana, Florianópolis pode perder o status de “capital da qualidade de vida” para a do estresse no trânsito, como ocorre hoje com São Paulo. Para o professor da UFSC Elson Manoel Pereira, a Ilha já sofre com os problemas de trânsito pela falta de conectividade, ou seja, ligações estratégicas entre as vias.

De acordo com Pereira, as ruas de Florianópolis foram mal planejadas e a maioria desemboca nas mesmas saídas. Ele dá o exemplo da Avenida Beira-Mar Norte, onde qualquer acidente costuma parar o trânsito, como ocorreu com o tombamento de um caminhão no Elevado Vilson Kleinübing, na quinta-feira. Das 15h30min até o início da noite, o trânsito ficou lento em toda a região.

Além disso, para o professor, a cidade precisa de modais alternativos, com mais linhas de ônibus, metrô de superfície e mais ciclovias.

– Quanto mais pessoas, mais se ocupa o solo e mais mobilidade precisa – observa.

Um estudo desenvolvido pelo pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Valério Medeiros, divulgado em 2009, aponta que Florianópolis tem o segundo pior índice de mobilidade do mundo e o deslocamento mais complicado entre 21 das principais capitais brasileiras. Foram levadas em consideração a organização e a conexão das ruas.

Publicado no DC, ver aqui.

E mesmo com todos os problemas advindos da priorização do transporte individual motorizado, a total falta de visão inteligente quer uma quarta ponte.
Floripa não tem falta de espaço, tem um absurdo excesso de carros nas ruas.
Mobilidade Urbana é o cidadão ter opção de escolher o modal para seu deslocamento, sendo o carro a ultima opção. Em vez de investir em elevados, pontes e outras obras que só aumentam os congestionamentos, que se invista em transporte coletivo eficeintes e no transporte ativo, principalmente com o único veículo atualmente, realmente sustentável, a BICICLETA !!!

Mudanças Climáticas (LEIA este artigo)

09/08/2011     –   Fonte: Revista Fórum

Mitos sobre o aquecimento global desmentidos pela ciência

O site científico americano Skeptical Science elaborou uma lista de mitos utilizados por céticos que tentam negar o aquecimento global. A lista traz o mito e o que a ciência diz sobre ele, em 140 caracteres. Cada uma dessas respostas está fundamentada com um link a uma explicação científica, como o leitor poderá ver no original aqui, ou traduzido para o português aqui.Segue abaixo a lista dos argumentos, traduzidos por Déborah Danowski.

Argumento cético versus Ciências:

1 – “O clima já mudou antes” – O clima reage a tudo que o força a mudar naquele momento; os humanos são agora a força dominante.

2 – “É o sol” – Nos últimos 35 anos de aquecimento global, o sol e o clima têm caminhado em direções opostas.

3 – “Não é ruim” –Os impactos negativos sobre a agricultura, a saúde e o meio ambiente ultrapassam de longe os positivos.

4 – “Está esfriando” – A última década, 2000-2009, foi a mais quente já registrada.

5 – “Não há consenso” – 97% dos especialistas do clima concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

6 – “Os modelos não são confiáveis – Os modelos reproduzem com sucesso as temperaturas globais desde 1900, em terra, no ar e no oceano.

7 – “Os registros de temperatura não são confiáveis” – A tendência de aquecimento é a mesma nas áreas rurais e urbanas, medida por termômetros e satélites.

8 – “Os animais e as plantas conseguem se adaptar” – O aquecimento global causará a extinção em massa das espécies que não conseguirem se adaptar num curto intervalo de tempo.

9 – “O clima não esquentou desde 1998″ – Pelos registros globais, 2010 foi o ano mais quente já registrado, empatando com 2005.

10 – “O gelo da Antártica está aumentando” – As medições por satélites mostram que a Antártica está perdendo gelo terrestre em velocidade crescente.

11 – “Nos anos 70 se previu uma Idade do Gelo” – A grande maioria dos artigos publicados por climatologistas nos anos 1970 previa um aquecimento.

12 – “Há defasagem cronológica entre o aumento de CO2 e o aumento da temperatura” [i.e.: as mudanças no CO2 se seguem às mudanças na temperatura, e com uma defasagem de 600 a 1000 anos] – Nos intervalos entre as Idades do Gelo do passado o CO2 não iniciou o aquecimento, mas o amplificou

13 – “Estamos caminhando para uma Idade do Gelo” – A preocupação deve ser com os impactos do aquecimento global nos próximos 100 anos, e não com uma Idade do Gelo daqui a 10 mil anos.

14 – “A acidificação dos oceanos não é um problema sério” – A história passada mostra que, quando o CO2 subiu rapidamente, houve extinção em massa de recifes de corais

15 – “Os gráficos em forma de taco de hockey estão desacreditados” – Os estudos recentes concordam que as recentes temperaturas globais não têm precedentes nos últimos 1000 anos.

16 – “Os furacões não estão ligados ao aquecimento global” – Há evidência crescente de que os furacões estão ficando mais fortes devido ao aquecimento global.

17 – “As geleiras estão crescendo” – A maioria das geleiras está diminuindo, criando um sério problema para milhões de pessoas que dependem delas para obter água.

18 – “A sensibilidade climática é baixa” – A quantidade líquida de retroalimentação positiva é confirmada por muitas linhas diferentes de evidências.

19 – “Al Gore errou” – O livro de Al Gore é bastante preciso, muito mais preciso que os argumentos dos que negam o aquecimento.

20 – “São os raios cósmicos” – Os raios cósmicos não mostram uma tendência nos últimos 30 anos e tiveram pouco impacto sobre o aquecimento global recente.

21 – “1934: o ano mais quente já registrado” – 1934 foi um dos anos mais quentes nos EUA, mas não globalmente.

22 – “Climategate: Os emails do Climatic Research Unit (Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia) sugerem que há uma conspiração” – Investigações independentes mostraram que não houve má conduta dos cientistas nesse incidente dos emails explorado pela mídia.

23 – “Está um frio de rachar” – Um dia frio em uma localidade particular não tem nenhuma relação com a tendência de longo prazo de aumento global na temperatura.

24 – “Eventos climáticos extremos não são causados pelo aquecimento global” – Eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e fortes por causa do aquecimento global.

25 – “A elevação do nível do mar está sendo exagerada” – Vários métodos diferentes de medição mostraram que houve uma elevação regular do nível dos oceanos no século passado.

26 – “É efeito das ilhas urbanas de calor” – As regiões urbanas e rurais mostram a mesma tendência de aquecimento.

27 – “Marte está esquentando” – Marte não está esquentando globalmente.

28 – “O derretimento do gelo do Ártico é um ciclo natural” – O espesso gelo marinho do Ártico está sofrendo uma rápida diminuição.

29 – “O efeito do aumento do CO2 é pequeno ou nulo” – O forte efeito do CO2 tem sido observado em diferentes medições.

30 – “O Período Medieval Quente era mais quente” – A temperatura global média atual é mais alta que a temperatura global na época medieval.

31 – “É um ciclo de 1500 anos” – Os ciclos naturais antigos são irrelevantes para a atribuição da causa do aquecimento global recente aos humanos.

32 – “Os oceanos estão esfriando” – As medições mais recentes nos oceanos mostram um firme aquecimento.

33 – “O CO2 produzido pelos humanos é uma minúscula fração das emissões de CO2″ – O ciclo natural adiciona e remove CO2 para manter um equilíbrio; os humanos adicionam CO2 extra sem remover nenhum.

34 – “O vapor d’água é o mais poderoso dentre os gases de efeito estufa” – O aumento do CO2 aumenta a quantidade de vapor d’água na atmosfera, o que torna o aquecimento global muito pior.

35 – “O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) é alarmista” – O IPCC resume a pesquisa recente dos mais importantes cientistas.

36 – “A Groenlândia era verde” – Outras partes da terra esfriaram quando a Groenlândia esquentou.

37 – “O gelo da Groenlândia está aumentando” – A Groenlândia como um todo está perdendo gelo, o que é confirmado pelas medições por satélite.

38 – “O número de ursos polares está aumentando” – Os ursos polares estão em perigo de extinção, assim como muitas outras espécies.

39 – “Não está acontecendo” – Há muitas linhas de evidência que indicam que o aquecimento global é inequívoco.

40 – “Outros planetas estão esquentando” – Marte e Júpiter não estão esquentando, e, de todo modo, o sol nos últimos tempos tem esfriado levemente.

41 – “Não há evidências empíricas” – Há diversas linhas de observação direta de que os humanos estão causando o aquecimento global.

42 – “A limitação das emissões de CO2 irá prejudicar a economia” – Os benefícios da taxação do dióxido de carbono ultrapassam em muito os custos.

43 – “O gelo marinho do Ártico já se recuperou” – O gelo marinho espesso do Ártico está encolhendo rapidamente.

44 – “Estamos saindo da Pequena Idade do Gelo” – Os cientistas concluíram que os fatores que causaram o resfriamento na Pequena Idade do Gelo não estão causando o atual aquecimento global.

45 – “O CO2 não é um poluente” – Por seus impactos no clima, o CO2 representa um perigo para a saúde e o bem-estar públicos, e por isso satisfaz à denominação de poluente do ar.

46 – “Houve um resfriamento em meados do século XX” – O resfriamento em meados do século XX foi devido aos aerossóis e é irrelevante para o recente aquecimento global.

47 –  ”Não há correlação entre CO2 e temperatura” – Há uma correlação de longo prazo entre o CO2 e a temperatura global; outros efeitos são de curto prazo.

48 – “O CO2 é alimento para as plantas” – Os efeitos de um aumento do CO2 sobre as plantas terrestres são variados e complexos, dependendo de inúmeros fatores.

49 – “Já esquentou antes de 1940, quando a taxa de CO2 era baixa” – O aquecimento no início do século XX se deveu a causas diversas, inclusive o aumento de CO2.

50 – “Os satélites não mostram aquecimento na troposfera” – Os dados de satélite mais recentes mostram que a terra como um todo está esquentando.

51 – “A quantidade de CO2 era maior no passado” – No passado, quando a quantidade de CO2 era maior, o sol era mais frio.

52 – “São os aerossóis” – Os aerossóis têm mascarado o aquecimento global, que de outro modo estaria pior.

53 – “É o El Niño” – O El Niño não apresenta uma tendência, e por isso não é responsável pela tendência do aquecimento global.

54 – “A perda de gelo do Monte Kilimanjaro se deve ao uso da terra” – A maior parte das geleiras do mundo estão encolhendo rapidamente, embora haja alguns casos complexos.

55 – “Não há ponto quente [hot spot] na troposfera” – Vemos claramente a existência de um “ponto quente de curto prazo”, e há várias evidências de um “ponto quente de longo prazo”.

56 – “O inverno de 2009-2010 teve ondas de frio recordes” – Um dia frio de inverno em Chicago não tem nada a ver com a tendência de aquecimento global.

57 – “É a Oscilação Decenal do Pacífico” – A ODP não mostra uma tendência, e, portanto não é responsável pela tendência de aquecimento global.

58 – “Os cientistas não conseguem nem prever o tempo” – Tempo e clima são coisas diferentes. Previsões climáticas não necessitam dos detalhes do tempo.

59 – “É um ciclo natural” – Nenhum forçamento natural conhecido é capaz de explicar os níveis de aquecimento observado, exceto os gases de efeito estufa antropogênicos.

60 – “A 2ª lei da termodinâmica contradiz a teoria do efeito estufa” – A 2ª lei da termodinâmica é coerente com o efeito estufa que é diretamente observado.

61 – “O IPCC estava errado sobre as geleiras do Himalaia” – As geleiras estão encolhendo rapidamente no mundo todo, apesar de 1 erro em 1 parágrafo do relatório de 1.000 páginas do IPCC.

62 – “Limitar as emissões de CO2 será prejudicial para os pobres” – Aqueles que menos contribuem para as emissões de gases de efeito estufa serão os que sofrerão os maiores impactos das mudanças climáticas.

63 – “São os oceanos” – Os oceanos estão esquentando e, mais ainda, estão se tornando mais ácidos, o que ameaça a cadeia alimentar.

64 – “O IPCC estava errado sobre a Floresta Amazônica” – As afirmações do IPCC sobre a Floresta Amazônica estão corretas, e foram incorretamente reproduzidas por alguns meios de comunicação

65 – “Não somos nós” – Diversos conjuntos de observações independentes mostram uma influência humana nas mudanças climáticas.

66 – “O manto de gelo da Groenlândia não irá derreter” – Quando a Groenlândia era de 3 a 5 º C mais quente que hoje, uma grande parte do Manto de Gelo derreteu.

67 – “As previsões de elevação do nível do mar são exageradas” – A elevação do nível do mar está agora aumentando mais rápido que o previsto porque o gelo está derretendo mais rápido que o esperado.

68 – “O efeito estufa do CO2 está saturado” – Medições diretas constatam que o CO2 continua armazenando mais calor, o que mostra que o efeito estufa do CO2 não está saturado.

69 – “Os corais são resistentes ao branqueamento” – Aproximadamente 1% dos corais estão morrendo a cada ano no mundo todo.

70 – “As nuvens atuam como uma retroalimentação negativa” – Acumula-se evidências de que a retroalimentação das nuvens é provavelmente positiva e é improvável que seja fortemente negativa.

71 – “Os vulcões emitem mais CO2 que os humanos” – Os humanos emitem 100 vezes mais CO2 que os vulcões.

72 – “O efeito estufa já foi refutado” – O efeito estufa é física básica, e é confirmado pelas observações.

73 – “É o metano” – O metano tem um papel menor no aquecimento global, mas pode piorar muito se o permafrost (solo e subsolo permanentemente congelados) começar a degelar.

74 – “O CO2 tem uma permanência curta na atmosfera” – O excesso de CO2 das emissões humanas tem uma permanência longa, de mais de 100 anos.

75 – “A umidade está baixando” – Diversas linhas independentes de evidência indicam que a umidade está subindo e que causa uma retroalimentação positiva.

76 – “Netuno está esquentando” – E o sol está esfriando.

77 – “As primaveras não estão se antecipando” – Centenas de espécies de flores no Reino Unido estão florescendo mais cedo do que há 250 anos.

78 – “Jupiter está esquentando” – Jupiter não está esquentando, e de todo modo o sol está esfriando.

79 – “É o uso da terra” – O uso da terra tem um papel menor nas mudanças climáticas, embora o sequestro de carbono possa ajudar a mitigá-las.

80 – “A ciência não está estabelecida” – O conhecimento de que o CO2 antropogênico está causando o aquecimento global possui um alto nível de certeza e é confirmado pelas observações.

81 – “As medições de CO2 são suspeitas” – Os níveis de CO2 são medidos por centenas de estações espalhadas pelo mundo, e todas relatam a mesma tendência.

82 – “O aquecimento global parou em 1998, 1995, 2002, 2007, 2010, ???” – A temperatura global ainda está subindo, e 2010 foi o ano mais quente já registrado.

83 – “500 cientistas refutam o consenso” – Aproximadamente 97% dos especialistas em climatologia concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

84 – “O CO2 não está aumentando” – O CO2 está aumentando rapidamente, e está alcançando níveis que há milhões de anos não são vistos na terra.

85 – “O recorde na precipitação de neve desmente o aquecimento global” – O aquecimento leva a um aumento na evaporação e na precipitação, o que significa mais neve no inverno.

86 – “O CO2 está vindo dos oceanos” – Os oceanos estão aborvendo enormes quantidades de CO2, e como resultado disso estão se tornando mais ácidos.

87 – “Os cientistas tentaram ‘esconder o declínio’ na temperatura global” – O ‘declínio’ se refere à diminuição na largura dos “anéis das árvores” do hemisfério norte, não à temperatura global, e foi abertamente discutido em artigos e relatórios do IPCC.

88 – “Plutão está esquentando” – E o sol vem esfriando nos últimos tempos.

89 – “O comprimento dos ciclos solares prova que é o sol” – O sol não esquenta desde 1970, e por isso não pode estar causando o aquecimento global.

90 – “O Ártico era mais quente em 1940″ – Os dados reais mostram que as altas latitudes no hemisfério norte estão mais quentes hoje que em 1940.

91 – “O gelo marinho antártico está aumentando” – O gelo marinho da Antártica aumentou nas últimas décadas apesar de um concomitante aquecimento no oceano antártico.

92 – “O IPCC está superestimando o aumento de temperatura” – Lord Monckton (um dos principais céticos que tem contestado o aquecimento em palestras pelo mundo) usou a equação do IPCC de maneira inapropriada.

93 – “O CO2 não é a única causa do clima” – A teoria, os modelos e as medições diretas confirmam que o CO2 é atualmente a principal causa das mudanças climáticas.

94 – “É influência dos microsítios” – A influência dos microsítios sobre as mudanças de temperatura são mínimas; sítios bons e ruins mostram a mesma tendência.

95 – “É o albedo” – A alteração no albedo do Ártico, devida ao encolhimento do gelo, está aumentando o aquecimento global.

96 – “A largura dos anéis das árvores divergem das temperaturas após 1960″ – Este é um detalhe complexo, local e irrelevante para a tendência de aquecimento global observada.

97 – “É a fuligem” – A fuligem fica na atmosfera durante dias ou semanas; o dióxido de carbono causa um aquecimento que dura séculos.

98 – “Os humanos são insignificantes demais para afetar o clima global” – Os humanos são pequenos, mas poderosos, e as emissões humanas de CO2 estão causando um aquecimento global.

99 – “Limitar as emissões de CO2 fará pouca diferença” – Se todos os países concordarem em limitar as emissões de CO2, poderemos conseguir cortes significativos em escala global.

100 – “As estações desconsideradas introduziram um desvio de aquecimento” – Se os dados das estações desconsideradas tivessem sido mantidos, as temperaturas na verdade seriam levemente mais altas.

101 – “Lindzen e Choi encontraram uma baixa sensibilidade climática” – Outros climatologistas consideram que o artigo de Lindzen e Choi contém erros inaceitáveis.

102 – “Energia renovável é cara demais” – Se contarmos todos os custos associados com a queima de carvão e outros combustíveis fósseis, como poluição do ar e efeitos sobre a saúde, na verdade eles são bem mais caros que a maioria das fontes de energia renováveis.

103 – “É o aumento da intensidade global da luz” – Esse é um efeito complexo dos aerosóis, e seu significado para a temperatura não está claro.

104 – “Phil Jones diz que não há aquecimento global desde 1995″ – Não foi isso o que Phil Jones disse.

105 – “A previsão que Hansen fez em 1988 estava errada” – Jim Hansen fez previsões para vários cenários possíveis; suas previsões para o cenário de nível médio B estavam corretas.

106 – “Mudaram o nome de aquecimento global para mudanças climáticas” – “Aquecimento global” e “mudanças climáticas” significam coisas diferentes e ambas as expressões têm sido usadas há décadas.

107 – “É a alternância de regimes climáticos” – Não há evidências de que o clima tenha “regimes” caóticos de longo prazo.

108 – “O processo de revisão interpares era desonesto” – Uma sindicância independente concluiu que as ações da CRU (Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia) foram normais e não ameaçavam a integridade da revisão interpares.

109 – “Menos da metade dos cientistas com publicações endossam o aquecimento global” – Aproximadamente 97% dos especialistas do clima concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

110 – “A perda do gelo marinho ártico é equivalente ao ganho de gelo marinho antártico” – A perda de gelo marinho no Ártico é três vezes maior que o ganho de gelo marinho na Antártica.

111 – “Não é urgente” – Um alto grau de aquecimento está latente, e se não agirmos agora, podemos ultrapassar os pontos críticos.

112 – “Os ciclos solares causam o aquecimento global” – Durante as últimas décadas, o sol tem esfriado levemente, e é irrelevante para o recente aquecimento global.

113 – “O gelo não está derretendo” – O gelo marinho do Ártico já perdeu uma área equivalente à Austrália oriental, e o gelo marinho de verão ou plurianual pode desaparecer em menos de uma década.

114 – “A Terra não esquentou tanto quanto se esperava” – Esse argumento ignora o efeito de resfriamento dos aerossóis e a inércia térmica do planeta.

115 – “A elevação do nível do mar está desacelerando” – Os dados globais mostram que a elevação do nível do mar tem aumentado desde 1880, e as previsões da elevação futura baseiam-se na física, não na estatística.

116 – “Pedidos baseados na lei de Liberdade de Informação (FOI) foram ignorados” – Uma investigação independente revelou que a CRU é um centro de pesquisas pequeno, com recursos limitados, e não há dúvidas sobre seu rigor e honestidade.

117 – “Mais de 31.000 cientistas assinaram a petição organizada pelo OISM (Oregon Institute of Science and Medicine) – A petição do OISM só foi assinada por alguns poucos cientistas.

118 – “É difícil demais” – Estudos científicos determinaram que a tecnologia atual é suficiente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em grau suficiente para evitar mudanças climáticas perigosas.

119 – “É o ozônio” – O ozônio tem um efeito pequeno.

120 – “O IPCC ‘sumiu’ com o Período Quente Medieval” – O IPCC simplesmente atualizou seus gráficos de histórico da temperatura para mostrar os melhores dados disponíveis na época.

121 – “O estudo de Naomi Oreskes sobre o consenso estava errado” – Benny Peiser, que criticou Oreskes, acabou retirando sua crítica.

122 – “Trenberth não consegue explicar a ausência de aquecimento” – Trenberth está se referindo a detalhes do fluxo de energia, e não a se o aquecimento global está ou não acontecendo.

123 – “O clima é caótico e não pode ser previsto” – O tempo é caótico, mas o clima é influenciado pelo desequilíbrio energético da Terra, que é mais previsível.

124 – “O derretimento do gelo não está aquecendo o Ártico” – O derretimento do gelo faz com que mais luz solar seja absorvida pela água, o que esquenta o Ártico.

125 – “A perda dos mantos de gelo está sendo superestimada” – Diversas medições independentes encontraram uma extensa perda de gelo na Antártica e na Groenlândia.

126 – “Uma queda na atividade vulcânica causou o aquecimento” – Os vulcões não tiveram um efeito de aquecimento no recente aquecimento global – se houve algum efeito, foi de resfriamento.

127 – “Os renováveis não são suficientes para fornecer energia de base” – Uma combinação de fontes renováveis complementada por gás natural pode fornecer energia de base.

128 – “Erros nas medições por satélites inflaram as temperaturas dos Grandes Lagos” – Os erros das medições por satélites na região dos Grandes Lagos não são usados em nenhum registro das temperaturas globais.

129 – “A respiração contribui para o acúmulo de CO2″ – Na expiração, nós apenas devolvemos para o ar o mesmo CO2 que estava lá antes.

130 – “O consenso do IPCC é forjado” – 113 países assinaram o relatório do IPCC de 2007, o qual apenas resume o corpo atual de evidências na ciência da climatologia.

131 – “Soares descobriu que não há correlação entre o CO2 e a temperatura” – Soares analisou tendências de curto-prazo altamente influenciadas pelas variações naturais, e ignorou a correlação de longo-prazo.

132 – “O CRU manipulou os dados  da temperatura” – Uma investigação independente checou as fontes primárias de dados e conseguiu reproduzir os resultados do CRU.

133 – “O vapor d’água na estratosfera parou o aquecimento global” – Essa possibilidade significa apenas que o aquecimento global futuro pode ser ainda pior.

134 – “As emissões de CO2 não têm correlação com a concentração de CO2″ – Que os humanos estão causando o aumento de CO2 na atmosfera é confirmado por muitas análises isotópicas.

135 – “O sol está esquentando” – O sol acabou de passar pelo período de mais baixa atividade nos últimos 100 anos.

136 – “Mauna Loa é um vulcão” [ou seja, os dados da estação de Mauna Loa estariam sendo influenciados pelas emissões do vulcão] – A tendência global é calculada a partir de centenas de estações de medição de CO2 e é confirmada por satélites.

137 – “É calor residual” – O aquecimento causado pelo efeito estufa está adicionando 100 vezes mais calor no clima do que o calor residual.

138 – “Um aumento exponencial de CO2 resultará num aumento linear da temperatura” – Os níveis de CO2 estão subindo tão rápido que, a menos que se reduzam as emissões, haverá uma aceleração do aquecimento global neste século.

139 – “A cobertura de neve bateu o recorde no inverno de 2008/2009″ – A cobertura de neve no inverno 2008/2009 ficou dentro da média; a tendência de longo prazo na primavera e verão e a cobertura anual estão em rápido declínio.

140 – “O nível do mar não está subindo” – A alegação de que o nível do mar não está subindo se baseia em gráficos escandalosamente adulterados, e são refutados pelas observações.

141 – “Estamos nos aproximando de um resfriamento – Não têm fundamento científico as afirmações de que o planeta vai começar a esfriar num futuro próximo.

142 – “Esquentou na mesma velocidade nos períodos 1860-1880 e 1910-1940″ – A tendência de aquecimento de 1970 a 2001 é maior que o aquecimento de 1860 a 1880 e de 1910 a 1940.

143 – “Venus não tem um efeito estufa extremo” – Muito provavelmente Venus já sofreu antes uma fase de efeito estufa galopante ou “úmido”, e hoje  é mantido quente por uma atmosfera densa em CO2.

144 – “A Antártica é fria demais para perder gelo” – As geleiras estão derretendo mais rápido para o oceano porque os mantos de gelo estão ficando mais finos devido ao aquecimento dos oceanos.

145 – “O nível dos oceanos tem relação com as manchas solares” – Esse detalhe é irrelevante para a observação do aquecimento global causado pelos humanos.

146 – “O nível de CO2 era mais alto no período Ordoviciano tardio” – O sol era bem mais frio durante o Ordoviciano.

147 – “São os CFCs” – A contribuição dos CFCs (clorofluorocarbonetos) é pequena.

148 – “Os cientistas voltaram atrás na alegação de que o nível do mar está subindo” – Os autores do artigo de Siddall escrito em 2009 voltaram atrás porque a elevação do nível do mar que previam estava baixa demais.

149 – “O aquecimento é que causa o aumento de CO2″ – O aquecimento recente se deve ao aumento de CO2.

150 – “Os atóis de corais crescem com a elevação do nível do mar” – Milhares de atóis de corais se “afogaram” porque foram incapazes de crescer rápido o bastante para sobreviver à elevação do nível do mar

151 – “A Groenlândia só perdeu uma pequena porção de sua massa de gelo” – A perda de gelo na Groenlândia está se acelerando e contribuirá com alguns metros para a elevação do nível do mar nos próximos séculos.

152 – “O DMI (Danish Meteorological Institute) mostra que o Ártico está esfriando” – Embora as máximas no verão tenham mostrado uma baixa tendência de aumento, a média anual das temperaturas no Ártico subiu fortemente nas últimas décadas.

153 – “Os céticos ficaram de fora do IPCC?” – Os registros oficiais, os editores e os emails sugerem que os cientistas do CRU agiram dentro do espírito, se não da letra, das regras do IPCC.

154 – “A retroalimentação positiva significa um aquecimento descontrolado” – A retroalimentação positiva não levará a um aquecimento descontrolado; os estágios subsequentes nos ciclos de retroalimentação serão cada vez mais fracos, limitando a amplificação.

155 – “São só alguns graus” – Um aquecimento de alguns graus terá um enorme impacto sobre os mantos de gelo, o nível dos mares e outros aspectos do clima.

156 – “Limitar a emissão de CO2 não vai esfriar o planeta” – Limitar o CO2 não vai esfriar o planeta, mas fará a diferença entre um aquecimento global contínuo em níveis catastróficos e uma diminuição e até uma paralização do aquecimento em níveis talvez seguros.

157 – “É a variabilidade interna” – A variabilidade interna só explica uma pequena parte do aquecimento e do resfriamento em intervalos de décadas, e estudos científicos mostraram de maneira consistente que ela não explica o aquecimento ao longo do século passado.

158 – “O investimento em energia renovável diminui o nível de empregos” – O investimento em energias renováveis cria mais empregos do que o investimento em energia de combustíveis fósseis.

159 – “São as transmissões de microondas dos satélites” – As transmissões dos satélites são extremamente pequenas e irrelevantes.

160 – “A Royal Society considera o ceticismo” – Mesmo assim, a Royal Society afirma veementemente que a atividade humana é a causa dominante do aquecimento global.

161 – “O CO2 causa somente 35% do aquecimento global” – O CO2 e a retroalimentação de vapor d’água são as maiores causas do aquecimento global.

162 – “Não tínhamos aquecimento global durante a Revolução Industrial” – As emissões de CO2 eram muito menores há 100 anos.

163 – “Hansen previu que a West Side Highway ficaria embaixo d’água” – Hansen estava especulando sobre as mudanças que poderiam acontecer se o CO2 duplicasse.

164 – “Ljungqvist derrubou a curva do gráfico de taco de hockey” – A reconstrução das temperaturas feita por Ljungqvist é muito similar a outras reconstruções por Moberg e Mann.

165 – “Remover todo o CO2 faria pouca diferença” – Remover o CO2 faria com que a maior parte da água contida no ar se precipitasse sob a forma de chuva, o que cancelaria a maior parte do efeito estufa.

Texto encaminhado pela minha amiga Fernanda Muller e publicado no site do Instituto Carbono Brasil.

Jardinagem Urbana

Posted in Flora & Fauna, Meio Ambiente, Textos Diversos Recebidos by danielbiologo on 24 de junho de 2011

ALEMANHA | 24.06.2011

Por uma cidade mais verde: jardinagem urbana é tendência na Alemanha 

Cena cada vez mais comum nas cidades alemãs

Cena cada vez mais comum nas cidades alemãs. 

A moda da jardinagem urbana, a chamada “urban gardening”, ganha cada vez mais força entre os alemães. Mensagem política, estilo de vida e busca pela natureza estão entre as possíveis causas do fenômeno.


A chamada “urban gardening” (jardinagem urbana) é tendência da estação e um dos temas prediletos da mídia alemã. Onde não há asfalto, como ao redor de árvores à beira da estrada, os moradores plantam flores e grama – e sem pedir permissão. Outros cultivam vegetais em terrenos baldios e alguns donos de restaurantes colocam tantos vasos diante de seus estabelecimentos, que chegam a parecer floriculturas.

Ainda não existe um termo em alemão para tal fenômeno, mas há tentativas de explicá-lo. Em 2011, saiu o primeiro livro sobre o tema: Urban Gardening: über die Rückkehr der Gärten in die Stadt (Jardinagem urbana: sobre a volta dos jardins na cidade, em tradução livre), editado por Christa Müller. O volume discute a resistência ao neoliberalismo e a busca por alternativas aos grandes supermercados. Mas quantas mensagens políticas escondem-se em uma cenoura ou em amores-perfeitos sob uma árvore de rua?
Para Bert Beitmann, especialista em jardinagem na Alemanha, a “urban gardening” é um estilo de vida e está ligada a dois fatores. “Os jovens buscam mais natureza e a utilizam como meio de comunicação.” Segundo Beitmann, isso seria uma resposta a uma necessidade inconsciente. “Em nossa civilização, estamos submetidos a uma série de estímulos e, por isso, ficamos doentes com frequência. Os mais jovens são muito mais sensíveis a isso.”
Mas a busca pela natureza não é algo novo na Alemanha. Os românticos já escapavam para a natureza antes do Iluminismo, principalmente para as florestas. Durante o período Biedermeier, no século 19, a burguesia construía um muro no jardim, deixava rosas subirem nele, plantava arbustos ao lado de groselhas, colocava vasos de flores sobre o gramado e levava uma vida tranquila longe da política.
Quadro típico do movimento 'Lebensreform': Ludwig Fahrenkrog, 'Die heilige Stunde', 1905Quadro típico do movimento ‘Lebesreform’: Ludwig Fahrenkrog, ‘Die heilige Stunde’, 1995

Há cem anos, o movimento “Lebensreform” (reforma da vida) exerceu grande influência sobre a burguesia alemã. Do ponto de vista dos reformadores, a industrialização da segunda metade do século 19 havia arruinado as cidades e as pessoas.
Homeopatia, nudismo, ioga e comunidades rurais tornaram-se modernas. Ali começou o que também se vê no movimento da “urban gardening” atual, diz Beitmann. “Nosso individualismo moderno, nossa consciência corporal, nossa preocupação com a saúde e nossa compreensão ecológica sobre a natureza vêm dessa época.”
Neoburguês ou revolucionário?
Sempre existiram jardins e até mesmo agricultura nas cidades, diz Stefanie Bock, do Instituto Alemão de Urbanismo, em Berlim. Mas, com o crescimento das cidades, grande parte dessas áreas desapareceu. Restaram as hortas urbanas, os chamados “Schrebergärten”, pequenos lotes de terreno que remetem a um movimento político-social de 150 anos atrás. Naquele tempo, os habitantes das cidades deveriam garantir seu consumo de frutas e verduras em um jardim próprio.
A “urban gardening” retoma essa tradição e a redefine. Até pouco tempo esses loteamentos eram vistos como um refúgio do conservadorismo, mas novas hortas urbanas vêm sendo construídas ao lado das antigas.
Portanto, diversas tradições de jardinagem alemãs podem explicar a “urban gardening”, porém, Bock ressalta que existe um ineditismo no fenômeno. “Os jardineiros urbanos estabelecem uma relação entre seus jardins e o desenvolvimento das cidades. Eles querem reaproximar a cidade da natureza e sentir-se parte dessa cidade”, afirma.
Típico de Berlim?
Hortas urbanas são tradição na AlemanhaHortas urbanas são tradição na Alemanha.
Ao observar a cena de Berlim mais de perto – a terra da “urban gardening” na Alemanha –, depara-se com a típica mistura entre criatividade e uso temporário de terrenos abandonados, que fez a fama internacional da Berlim pós-reunificação.
“Pode ser que os jardins urbanos deem continuidade a uma cultura alternativa que existia em Berlim em clubes clandestinos e espaços livres após a reunificação”, diz a pesquisadora de urbanismo Stefanie Bock.
Apenas os protagonistas atuais são outros: pessoas jovens, com outras necessidades e outras experiências. Se em 1990 as pessoas se encontravam em clubes underground ilegais para se sentirem livres da opressão comercial, hoje se busca o bem-estar entre hortas e jardins.
Um assunto para a política
Ainda não existem estudos científicos sobre a “urban gardening”, mas o interesse pela tendência é grande. O Instituto de Urbanismo organizou recentemente uma conferência para discutir o tema. O encontro previu que, em breve, o assunto seja também discutido pelas autoridades, para responder à pergunta: como lidar com a proliferação do verde no meio da cidade? Mas o especialista em jardinagem Bert Beitmann tem dúvidas sobre o tato que os políticos têm para o assunto.
A jardinagem na Alemanha move-se entre dois polos. De um lado, domina o planejamento técnico-científico de espaços abertos. Paralelamente, há o marginalizado paisagismo tradicional, que trabalha num âmbito romântico-estético e emocional. “Não consigo imaginar que funcionários públicos possam se envolver sentimentalmente em qualquer atividade”, diz Beitmann. Ele pleiteia que o paisagismo ganhe espaço novamente, pois talvez assim os parques e jardins públicos voltem a ser apreciados e a busca por outras áreas verdes diminua.
Autor: Kay-Alexander Scholz (lf)
Revisão: Carlos Albuquerque
Original aqui: DW

Velocidade urbana

Florianópolis precisa de medidas para a redução da velocidade permitida aos automotores que transitam em nossas ruas. É impraticável a humanização e a segurança no trânsito com as atuais velocidades “autorizadas” em nossas vias e agora, com esse problema nos radares, em vez de colocarmos muitos mais, necessários, estamos retirando de ação os poucos que temos. Excesso de velocidade é o grande motivo da violência em nosso trânsito,  aliada a impunidade tendo pouquíssimos infratores autuados. Não, nós não temos uma indústria de multas, temos sim, uma fábrica de infratores. 

Publicada no DC de 23/maio/2011, original on-line aqui.

Eu cuido da minha casa, jogo o lixo lá na Lagoa !!!

É assim, moradores das margens da Lagoa da Conceição, diga-se de passagem áreas que não devem ter edificações por serem Áreas de Preservação Permanente-APP e fundamentais para a manutenção do equilíbrio de toda a lagoa, “jogam” seus “resíduos”, na margem da mesma e com o vento e até animais que fuçam e rasgam os sacos, o lixo vai parar dentro do corpo d’água ! Depois este mesmo morador reclama da sujeira e poluição na Lagoa da Conceição. Exemplo claro do individualismo egoísta que vivenciamos, -“eu cuido da minha casa até o límite do meu muro, do lado de fora não é problema meu.” E assim coclocamos a culpa na Prefeitura que não limpa ou em qualquer outra pessoa !!!

Lembro que o Planeta Terra, é a casa de todos nós !!!

Outro detalhe, esse é o “acostamento” por onde transitam centenas de pessoas, sempre sob ameaça do extremo mal uso dos automotores em excesso de velocidade que passam por aqui. Há mais de uma década e meia que a comunidade reivindica infraestrura viária aqui, PASSEIOS, CICLOVIA e PRINCIPALMENTE REDUTORES DE VELOCIDADE, COM FISCALIZAÇÃO E MULTAS DE VERDADE !!!

Pior Mobilidade …

Pior mobilidade urbana não quer dizer ter mais ou menos congestionamentos nas ruas. Mobilidade urbana é o cidadão ter opção de escolher o transporte mais eficiente para seus deslocamentos. Aqui em Floripa parece que fazemos questão de ter apenas a opção do transporte individual motorizado (carro), aumentamos o preço do transporte coletivo, construímos trevos, elevados e duplicamos vias, para aumentar o número de carros e problemas nas ruas. 

A Bicicleta é o único veículo realmente sustentável atualmente, e além disso não gera congestionamentos, humaniza as ruas, traz saúde para seu usuário e para a cidade. Precisamos de respeito as regras de trânsito e colocar mais pessoas para pedalar, a mobilidade vai melhorar, a saúde vai melhorar, Floripa vai melhorar. “As cidades com um maior uso das Bicicletas, apresentam melhor qualidade de vida” (fato).

Sobrevivência ???? Queremos ????

Posted in Frases e Reflexões., Meio Ambiente by danielbiologo on 16 de abril de 2011

Sou pessimista quanto à raça humana, porque ela é tão engenhosa que acaba se voltando contra sí mesma. Nosso modo de lidar com a Natureza é obriga-la à submissão. Teríamos mais possibilidades de sobrevivência se nos acomodássemos a esse planeta e o encarássemos com apreço, e não de modo cético e ditatorial” E.B.White