Danielbiologo's Blog

Radares nas ruas são fundamentais


Radares nas ruas são fundamentais para a redução das velocidades permitidas aos motorizados, se quisermos um mínimo de segurança para poder transitar em nossas ruas. Quem defende sua retirada, esquece que também são pedestres na maior parte do seu tempo.

A velocidade urbana deve ser drasticamente reduzida!


Infelizmente só atingindo o bolso conseguiremos educar esta parcela irresponsável de nossa Sociedade, campanhas educativas tem sido inúteis diante do individualismo e egoísmo destes MALtoristas.

Floripa tem um grave “problema” que são as SC, rodovias estaduais que com o tempo se transformaram em ruas urbanas, mas suas velocidades continuam como se fossem estradas. Ao longo destas vias temos escolas, comércio, residências, enfim a cidade e seus moradores que constantemente são colocados em risco de morte, muitos são “assassinados”, pelo mal e mau uso dos motorizados.

Cidades foram feitas para as pessoas e atualmente aproximadamente 50% delas são ocupadas em função dos carros. Não é uma questão de ser contra o carro, apesar que sobram motivos para (como um invento que contamina o ar que respiramos, pode ser algo bom?), mas temos que começar a “re-humanizar” nossas cidades. Uma pergunta com relação ao trânsito (porque não aprendemos?) que foi feita no Fórum sobre Mobilidade Urbana realizado aqui em Florianópolis, deixou claro o caos de insegurança que criamos em nossas cidades, a pergunta foi; 

-Você deixaria seu filho de 10 anos andar sozinho nas ruas?
-Não, nunca !
E todos com a mesma explicação;
-O trânsito de carros nas ruas não deixa (
por medo da extrema velocidade permitida aos carros, e profundo desrespeito ao Código de Trânsito por uma grande parcela de MALtoristas, que acaba gerando a violência em nosso trânsito).

Temos uma demanda reprimida muito grande de pessoas que gostariam de caminhar mais e utilizar a Bicicleta como transporte na cidade, mas o trânsito sem respeito e educação “instalado” em nossa Sociedade, afasta os usuários de Bicicletas das ruas. 


Chega de IMPUNIDADE

Publicado no Diário Catarinense de 18/julho/2011.

Chega de impunidade

Revoltante, uma pequena parte da Sociedade chora. (Sim, pois a “grande maioria” acha que não é com ela ou que “comigo isso não vai acontecer”)

Mais uma vítima do trânsito assassino de Florianópolis. A Vó e a neta passeando, caminhando pela cidade são atropeladas por mais um “motorista embriagado”, na Av. Hercílio Luz. 

Chega, até quando teremos que ver este tipo de violência, quantas pessoas terão que ser mortas para que definitivamente alguma “coisa” seja feita? Carro é sim uma arma, na mão de MALtoristas, individualistas, egoístas e ainda por cima bêbados.

Por favor, chega de IMPUNIDADE. O trânsito atualmente é um dos, se não, o maior desastre sócio-ambiental do Estado de Santa Catarina. 

Chega de IMPUNIDADE em nome da vida.

Velocidade urbana

Florianópolis precisa de medidas para a redução da velocidade permitida aos automotores que transitam em nossas ruas. É impraticável a humanização e a segurança no trânsito com as atuais velocidades “autorizadas” em nossas vias e agora, com esse problema nos radares, em vez de colocarmos muitos mais, necessários, estamos retirando de ação os poucos que temos. Excesso de velocidade é o grande motivo da violência em nosso trânsito,  aliada a impunidade tendo pouquíssimos infratores autuados. Não, nós não temos uma indústria de multas, temos sim, uma fábrica de infratores. 

Publicada no DC de 23/maio/2011, original on-line aqui.

Eu cuido da minha casa, jogo o lixo lá na Lagoa !!!

É assim, moradores das margens da Lagoa da Conceição, diga-se de passagem áreas que não devem ter edificações por serem Áreas de Preservação Permanente-APP e fundamentais para a manutenção do equilíbrio de toda a lagoa, “jogam” seus “resíduos”, na margem da mesma e com o vento e até animais que fuçam e rasgam os sacos, o lixo vai parar dentro do corpo d’água ! Depois este mesmo morador reclama da sujeira e poluição na Lagoa da Conceição. Exemplo claro do individualismo egoísta que vivenciamos, -“eu cuido da minha casa até o límite do meu muro, do lado de fora não é problema meu.” E assim coclocamos a culpa na Prefeitura que não limpa ou em qualquer outra pessoa !!!

Lembro que o Planeta Terra, é a casa de todos nós !!!

Outro detalhe, esse é o “acostamento” por onde transitam centenas de pessoas, sempre sob ameaça do extremo mal uso dos automotores em excesso de velocidade que passam por aqui. Há mais de uma década e meia que a comunidade reivindica infraestrura viária aqui, PASSEIOS, CICLOVIA e PRINCIPALMENTE REDUTORES DE VELOCIDADE, COM FISCALIZAÇÃO E MULTAS DE VERDADE !!!

Ainda, pedindo PAZ no TRÂNSITO.

19 de abril de 2011 | N° 9144

EDITORIAIS

Paz no trânsito

Os feriadões costumam ser especialmente trágicos no trânsito catarinense. Assim comprovam as estatísticas sobre acidentes, mortos e feridos pela selvageria do asfalto durante esses períodos, quando recrudesce o movimento nas estradas. Na antevéspera de mais um feriado prolongado da Páscoa, impõe-se um apelo aos condutores de veículos para que redobrem a atenção em seus deslocamentos, que tenham um comportamento cidadão, não transgridam as leis e regulamentos do trânsito, enfim, para que zelem pela vida, a própria e a de seus semelhantes.

A Páscoa evoca renovação. Celebra a vida, a esperança e a paz. A paz no trânsito também. No entanto, os números relativos às mortes e mutilações em acidentes de trânsito ocorridos em anos recentes no Estado, durante esse feriado prolongado, têm sido assustadores. E cada um deles fala-nos de dolorosas tragédias humanas e familiares. Na tentativa de evitar mais um feriadão trágico no trânsito de Santa Catarina, este ano, a Polícia Rodoviária Federal promove a campanha “Acenda os faróis, dê uma luz para a vida”. A oportuna iniciativa estimula os motoristas a adotarem, nas estradas, medidas simples, como manter acesos os faróis dos veículos, mesmo durante o dia, que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Um alento: pela primeira vez neste ano, as rodovias federais que atravessam o território catarinense não registraram mortes durante o final de semana, conforme os registros efetuados até as 23h de domingo. A paz no trânsito é possível, sim. A esmagadora maioria dos acidentes deve-se ao “fator humano” – imprudência e irresponsabilidade. Renova-se o apelo aos que vão pôr o pé na estrada nesta Páscoa: na festa da celebração da vida, cuidem de suas vidas e das vidas e integridade de seus semelhantes.

Retirado daqui.

TRISTE REALIDADE de uma boa parcela de nossa Sociedade…

Posted in Falta de Educação, Respeito e Bom Senso., Gestão de Riscos de Desastres. by danielbiologo on 17 de abril de 2011

ESTACIONAMENTO PROIBIDO, ACONTECE DIARIAMENTE AO LADO DO SHOPPING IGUATEMI,  onde “maioria” dos MALtoristas vão para o shopping que tem estacionamento próprio!?! Estes, são responsáveis e  grandes causadores dos CONGESTIONAMENTOS em Floripa.

EGOÍSMO x INDIVIDUALISMOexistem regras e sinalização para orientar e garantir o fluxo do trânsito de Pedestres, Ciclistas, Cadeirantes e automotores. A PLACA SIGINIFICA : PROIBIDO ESTACIONAR E PARAR !!! … e olhem o que os MALtoristas idiotas fazem??? Estacionam até no meio da rua! Prejudicam a todos que estão nas ruas ( A Rua É de Todos )…. ACORDA SOCIEDADE!!!

Estes desrespeitos encontrados diariamente e a toda hora nas ruas de Floripa, me fizeram  lembrar de um trecho do livro “Fé em deus e pé na tábua” que diz:

Sobre a dificuldade em obedecer às leis, vale contar uma anedota reveladora, ouvida nos Estados Unidos, onde todos se pensam como fiéis e felizes seguidores voluntários das Leis: Num bote à deriva, naufrágos em desespero calculavam suas chances de sobrevivência quando dois deles, os mais cínicos resolvem fazer uma aposta bizarra. -“Quer ver como eu faço com que todos se atirem ao mar?”, disse um deles, lançando um olhar de desafio ao companheiro. -“Fechado”, respondeu o amigo, quero ver quem, nesta situação, vai trocar a segurança do barco pelo mar aberto.” O Proponente foi até o grupo e dise a um inglês: “As tradições da marinha inglesa demandam que você se atire ao mar. É uma questão de honra e valor, “Britannia rules the waves”, solfejou. O inglês ficou de pé, fez a continência, e imediatamente atirou-se ao mar. Em seguida, o apostador falou para um russo: “Em nome da revolução, você deve se sacrificar pelo coletivo. Abandonando o barco, você faz um ato altruístico e revolucionário, deixando mais água e comida para os mais egoístas e fracos.”Ao cabo de alguns minutos, o comunista pulou do bote. Restavam três pessoas. Diante do americano, ele foi direto: “Se você sair do bote, sua família recebe um seguro de dois milhões de dólares!” O americano disse “Yeah”e atirou-se na água. Triunfante, o apostador comentou: “Eu não disse que fazia com que pulasem?” O amigo respondeu: “Sim, mas ainda faltam dois e, olha eles são brasileiros, não há como apelar.” “Esses são fáceis”, retrucou o apostador, dirigindo-se aos dosi brasileiros que se consolavam mutuamente cantando “é doce morrer no mar”. “Amigos”, disse, “vocês sabiam que existe uma Lei que proíbe pular na água?” Mal o apostador havia terminado a frase, os dois brasileiros já estavam rindo na água.

Morte da educação  (mesma rua ao lado do shopping iguatemi)

Sobrevivência ???? Queremos ????

Posted in Frases e Reflexões., Meio Ambiente by danielbiologo on 16 de abril de 2011

Sou pessimista quanto à raça humana, porque ela é tão engenhosa que acaba se voltando contra sí mesma. Nosso modo de lidar com a Natureza é obriga-la à submissão. Teríamos mais possibilidades de sobrevivência se nos acomodássemos a esse planeta e o encarássemos com apreço, e não de modo cético e ditatorial” E.B.White

Leitura Obrigatória; “Fé em deus e pé na tábua”.

Fé em Deus e pé na Tábua

ou

Como e por que o trânsito enlouquece no Brasil.

Capa do livro Foto: DanielBiólogo

Se há um termômetro p/ medir o grau de cidadania de um povo, o trânsito certamente encabeça a lista dos itens culturais que fazem isso com precisão: constitui-se dentro do espaço público, lugar de encontro entre classes sociais distintas, e requer um convívio igualitário, com leis que valham para todos e que sejam respeitadas. Mas quando aspectos de uma cultura escravista hierarquizante desafiam a modernidade e, em pleno século XXI, ainda atuam neste espaço, como é o caso do Brasil, o que esperar da dinâmica de relações que envolvem pedestres, ciclistas e motoristas de todos os tipos?

Em Fé em Deus e pé na tabua, Roberto DaMatta faz observações preciosas sobre o paradoxo igualidade x hierarquia vivido nas ruas das grandes cidades brasileiras. Nada escapa ao olhar do antropólogo, sempre atento à linguagem: aqui, “Você sabe com quem está falando?”e expressões como “dar uma fechadinha”, xingar o motorista ao lado de “barbeiro”e ter “fé em deus” para garantir a proteção quando se estiver com o “pé na tabua”compõem o léxico revelador.

As palavras tentam, talvez inconscientemente, justificar o ato de dirigir alcoolizado ou acima da velocidade permitida, estacionar em local proibido, entre tantas outras infrações. Na raíz do problema, nos diz o autor, está a desigualdade, até hoje discutida e erroneamente encarada como algo politico.

Com a lucidez de grande analista e baseado em vasto conhecimento teórico e prático do Brasil, DaMatta, mais que dar respostas e propor receitas, produz uma sociologia do trânsito e nos mostra um cenário que, embora seja duro de contemplar, desafia Estado e Sociedade a deixarem para trás antigas práticas na busca de soluções.

Texto retirado da contra capa do livro, comprado há um mês e recebido hoje!