Danielbiologo's Blog

Desafio Intermodal 2011

Quinta feira dia 15 de setembro, dia marcado para o DI 2011. Neste ano minha participação seria como “recepcionista”, ficaria na chegada (Largo da Alfândega) marcando o tempo de cada modal  participante.
(Desafio Intermodal 2011)

Dia de trabalho realizando algumas vistorias na Ilha de SC, carregando papéis/documentos e mapas estava de carro. Terminando os compromissos do dia, no retorno encontro, a Av. Beira Mar Norte toda congestionada, parada. Olho para o relógio e percebo que a hora avança e eu parado, depois de 45min para percorrer 3 km chego ao estacionamento, saio correndo (a pé) deixo os documentos no trabalho pego os materiais e vou para o ponto de chegada. Antes disto fiquei por longos minutos pensando que não conseguiria chegar, olhava ao meu redor e só enxergava carros parados com apenas um passageiro, muitos resmungando, muitos buzinando para outros, muitos xingando …. o estresse e gases tóxicos inundavam as gotas de chuva que caiam em Floripa. Pensei, que ironia, eu como “coordenador e cronometrista” da chegada, não chegaria. Imaginava meu relato; não cheguei a tempo pois fiquei preso no congestionamento. Lembrando que o congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa e efeito ou seja, é como que dizer, você não está em um congestionamento, você é um congestionamento = reflexos da priorização do transporte individual motorizado.

UFA ! Cheguei 20 minutos antes do horário previsto para a largada, com chuva fina persistente coloco minha capa de chuva, ligo para o Fabiano e acertamos os ultimos detalhes.
Pelo celular aviso ao Fabiano -LARGA, e começa o Desafio Intermodal 2011.

Relato do DI 2011 no Bicicleta na Rua, leia aqui e os tempos, aqui.

Teaser do DI 2011 por Vinicius, veja aqui.

Minhas poucas fotos, aqui.

“Quando fui convidado pra fazer o percurso, de carro, fiquei bastante  chateado, pois no ano passado, por estar de braço quebrado, não tive  como escapar da incômoda tarefa de levar a jornalista e a minha  bicicleta, dentro da latinha com rodas. Cheguei na UFSC, um pouco antes do horário, depois de levar uma hora,  pra ir do Campeche até ali, em virtude das obras de implicação da SC  406, que faz duplicar o tempo que eu levo de bicicleta. O Fabiano me  avisou que eu iria, a pé, pelo Suli. Fiquei feliz, pois passaria, de  novo, por um trecho que muitas vezes passei com passeatas e protestos,  podendo observar as mudanças da urbanização do Saco dos Limões, nos  últimos tempos. A chuvinha miúda, recém chegada, foi a companheira dos primeiros  passos, seguindo junto com os carros, que passavam, lentamente,  permitindo que eu interagisse com os passageiros e motoristas, sem que  ninguém tivesse me oferecido carona, ou mesmo um questionamento, pelo  fato de eu ir caminhando. O trânsito só transitou depois do morro da  Carvoeira, quando perdia os carros de vista. O que pude ver é que a  maioria deles levava apenas um ser humano, tornando a relação  custo/benefício bastante desfavorável a eles. Diferença esta,  manifesta nas protuberâncias glúteas e abdominais, que, flácidas,  circulam preguiçosas, acumulando cólicas, asmas e colesterol. Por  isso, preferi seguir pensando em coisas mais agradáveis. Lembrava do tempo que havia um pequeno córrego, trazendo água  cristalina do alto do Morro da Cruz, rumo ao mangue do Itacorubi, que  seguia à estrada até os domínios da Universidade. Isso lá pelos anos  que se comprava leite em garrafa de vidro e o padeiro passava de  galiota, puxado por um pangaré ensinado. A chegada da moradia  vertical, na descida da Carvoeira, diminuiu a área de visibilidade do  Saco dos Limões, e o aterro levou o berbigão para mais longe um  pouquinho. Não sei se ainda se pode catar berbigão, porque muito  cagalhão ainda desce pelos valões, contribuindo para a propagação de  microorganismos aquáticos, que alteram sensivelmente a rotina dos  diversos comensais que se apropriam daquele ambiente. Chegando no José  Mendes, vi que não há mais fábrica de refrigerantes, e a loja de  automóveis virou templo ecumênico. Na curva do Penhasco, pude  agradecer a Nossa Senhora da Liberdade, pela oportunidade de estar  curtindo uma paisagem de cartão postal. Faltava muito pouco pra  terminar minha jornada, num final de tarde feito sob medida, pra saber  com quantos passos se faz uma jornada. Depois de atravessar a cracolândia, que estava esvaziada, ganhei a  passarela e a parte mais sombria do trecho. Logo quando estava na  entrada da Cidade, percebi o quanto aquele local é abandonado. Alguns  mendigos, um butequinho e uma escuridão de cemitério compõem a  paisagem mórbida do meu momento de chegada. Só aí eu pude perceber  porque a maioria das pessoas não faz este trajeto, da forma lúdica e  saudável que eu estava fazendo, mais uma vez. Apesar de todo meu  prazer de ter feito aquele passeio, as condições das calçadas, o  desconforto das perseguições dos carros, que na ânsia de levar seus  motoristas para casa, atropelam o pedestre, este ser tão estranho que  insiste em ser humano. Quando cheguei, fui informado que o secretário ainda não havia  chegado, pelo seu sistema de transporte desintegrado. Eu levei menos  de uma hora, e apenas quinze minutos a mais que o auto(i)móvel. Com  certeza, o estresse que o motora teve, durante seus momentos de  estacionalidade, foi muito maior que o meu prazer, de ter curtido uma  caminhada animada. O problema é que o dele vai para a coluna do custo,  enquanto o meu consta como benefício. Portanto, muito mais saudável e  sustentável. Valeu, galera, pelo encontro festivo com todos nós. O Fabiano, o  Daniel Biólogo Presidente da Viaciclo, a gurizada animada, o Audálio,  que quando chegou saía fumaça por todos os poros, a chuva, os buracos  da calçada, a fumaça de olhodiesel dos ônibus lotados, e todos os que  eu encontrei, que tornaram possível este instante de prazer e curtição.” 
Huli Huli
Pereira

Huli Huli,
Seus relatos são sempre a melhor parte,
“eu si divirtu” lendo, ao mesmo tempo que fico chateado pela forma como nossa sociedade caminha, aliás não caminha!!!

Fico muito contente de poder participar destes eventos onde pessoas do bem, querem apenas fazer o bem, bem feito !!!

Muito Obrigado a todos vocês,
são vocês que não me deixam perder a esperança nesse tal do Bicho Homem.

DanielBiólogo de A. Costa 

Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis   http://www.viaciclo.org.br

Ótimos depoimentos, o do Huli-Huli Pereira foi excelente! Faço minhas as palavras do Daniel, se ele permitir! 🙂

Há 3 anos participo deste desafio. E tem sido um desafio para mim, que faço da bike meu principal meio de transporte. Como nos últimos 2 anos participei correndo, pude perceber que é bem prazeroso correr, mas ainda prefiro a bicicleta 🙂

Este ano achei q a cobertura por parte da imprensa foi bem menor… Seria importante divulgar mais, pois, quem sabe, mais pessoas tomando conhecimento de que existem outros meios de transporte além do carro, a saúde das pessoas e da cidade não venha a melhorar?

No mais, agradeço a todos pela oportunidade de participar e, se for possível, ano q vem estarei participando novamente!

Abraços,

Audálio Jr

ps: foi uma grata surpresa ver dois colegas ciclistas dos Ingleses (q tb pedalam para o trabalho até o Itacorubi) participando juntos do desafio pela Rota Norte: o Cássio (correndo) e o  Felipe (pedalando).

Cássio Engel Vidal escreveu:

Cara,
Pena que não sei escrever tão bem como vocês, mas realmente o prazer de ir correndo e interagir com a natureza(poluição) é muito gratificante, ver que não é preciso estar preso as máquinas do progresso, que você pode ser mais rapido e ainda tirar todo o stress de uma semana de trabalho, é muito bom…
Todos os dias eu e meu colega e as vezes quando acordamos cedo e conseguimos pegar uma carona com o Audalio, viemos os três dos ingleses até o itacorubi, ainda não tivemos coragem de fazer a volta, mas já é um começo, e com certeza uma valvula de escape para toda a pressão e correria do dia a dia, que infelizmente a nossa sociedade continua a aumentar e chamar isso de progresso.
Não sei que progresso é esse que nos tira a segurança, o convivio com a familia e a saude, como vc’s disseram, por causa do progresso a sociedade tem a tendencia de ficar sedentária e sem saude, aonde vamos parar ?

Pela falta de Bom Senso e Cultura (ciclística) perdi a aula ….

Saí um pouco depois do horário, pouco atrasado para a aula. Pedalando tranquilo, pois já estava atrasado mesmo, segui meu caminho pela Av. das Rendeiras, logo na saída da ponte um LandRover em alta velocidade ultrapassa neste local totalmente sem condições empurrando outros carros para os inexistentes acostamentos e eu ainda fiquei no meio desta confusão com minha Bicicleta. Impressionante mas, o individualismo e falta de respeito com os demais, gerando risco real de morte , parece aumentar proporcionalmente com o valor do carro e com “certeza” da impunidade !!!


Comecei a subida do Morro da Lagoa e poucos minutos depois um ônibus da transol, sem reduzir a velocidade e sequer um leve desvio para me ultrapassar com um mínimo de segurança, passa por mim como se eu não estivesse ali, desrespeitando os Art. 201 e 220 do CTB. Para logo em seguida ficar “parado” no congestionamento ainda ‘pequeno’ por ser um sábado,  e o pior de tudo é que este deveria ser um motorista profissional!!!

Aproximadamente 9h cheguei na universidade e como sempre iniciei a subida pela rampa levando comigo a
Bicicleta, ao final da rampa fui questionado pela segurança patrimonial aonde estava indo, respondi que para a sala de aula e prontamente falou que não poderia levar a Bici junto. Respondi, ok, afinal eu estava errado e como não tinha onde deixar meu veículo fui embora! Infelizmente isto é um reflexo da total falta de cultura e bom senso de nossa Sociedade. Nesta universidade há um estacionamento enorme para carros, e mesmo assim  estacionam de qualquer forma, em frente a rampa para cadeirantes e em outros locais proibidos e ninguém fala NADA e ainda transitam por aqui em velocidades nada compatíveis com um “estacionamento”, e ninguém reclama?
Instalam umas “porcarias” de estruturas “entorta rodas” de bicicletas em locais “escondidos” e querem que eu deixe minha Bici, que custa mais que meu salário mensal, literalmente abandonada?
Eu estava errado de ir de Bicicleta? Se tivesse ido de carro eu teria local seguro para o mesmo e ainda poderia estacionar onde quiser, como outros fazem e ninguém reclamaria,  afinal de carro deixam? Será que temos que começar a atropelar pessoas, estacionar sobre os passeios, impedir cadeirantes de transitar, bloquear passagens, buzinar, andar quase sempre em alta velocidade colocando em risco de morte todos que estiverem na frente, como fazem quase todos os motorizados, para que tenhamos respeito também?
Pois é, tá difícil aguentar a total falta de respeito, principalmente pelos motorizados, quando se é Pedestre ou Ciclista!!!

Bem podem notar pelo parágrafo acima que estava realmente chateado e muito transtornado pela total falta de bom senso, de respeito, falta “de tudo”. Resolvi então sair para pedalar sem destino, pedalar para gastar as energias, pedalava forte seguindo as ruas sem saber onde ir, só queria pedalar descarregar a energia, pedalar, pedalar…….
Lembrei que hoje acontecia o pedal do Projeto Novos Horizontes e resolvi tentar encontrar a turma. Continuava pedalando forte buscando a galera, quando cruzava a SC enxerguei eles no acostamento, algumas apitadas e a galera sabia que era eu. Nos encontramos e retomamos a pedalada, entre conversas e risadas, ‘minha chateação’ começou a sumir. Paramos num bistrô onde tomamos um café, água e comemos um pouco. Abastecidos continuamos a pedalar, entre várias subidas acabamos por fazer um belo exercício. Retornamos ao Café dos Esportes onde sentamos para comemorar os seis meses, conversar e dar risadas e já pensando no aniversário de 1 ano do Projeto Novos Horizontes.

Clique sobre as fotos das Bicicletas tandem para ver outras fotos deste pedal.


No topo do Morro da Lagoa, faltando menos de 3 km para fechar 100 km.

Comecei mal este sábado mas, graças a minha bicicleta consegui pelo menos melhorar meu “humor”, mesmo tendo sido “obrigado” a perder compromissos profissionais.

Pedalei mais de 10o km neste sábado…. 

Protegem os carros …?

Posted in Falta de Educação, Respeito e Bom Senso. by danielbiologo on 7 de agosto de 2011

Dia 30 de julho pedalando pela Ciclovia de Lazer da Av. Beira Mar Norte, pouco antes do meio dia, enquanto me dirigia ao Café dos esportes fazer um lanche no intervalo do dia de aula, passei por um grupo de trabalhadores da COMCAP que faziam a limpeza e o corte da grama dos canteiros. Tudo bem não fosse o ABSURDO que vivenciei. Durante a operação do cortador de grama é utilizada uma barreira, uma proteção para evitar que fragmentos e pequenas pedras atinjam quem passa ao lado. Eu fui atingido por uma pedrinha no capacete e logo atrás de mim um casal que pedalava também foi atingido. REPARARAM NO EXTREMO ABSURDO! A proteção era só para os carros que passavam pela via….pedestres e ciclistas eram “alvejados” sem problema ???

Rua Osni Ortiga ASSASSINA !

Sim, a Rua Osni Ortiga que margeia uma parte da Lagoa da Conceição é ASSASSINA porque meia dúzia de pessoas com poder de decisão,  não tem “coragem” para enfrentar alguns MALtoristas individualistas e egoístas que acham que esta via é uma pista de corrida.

Fazem alguns minutos fui “jogado” por um carro para fora da pista e no inexistente acostamento quase fui para dentro da Lagoa. Sim, “imbecis” instalaram tachões sobre o único espaço que nós ciclistas tinhamos para transitar por esta via. Após ter “caído” no chão ao lado da pista nenhum carro parou, demonstrando mais uma vez o “pensamento” de uma “grande maioria” de pessoas que andam de carro e  que pedestres e ciclistas estão no lugar errado, pois só eles com seus “motorizados poluidores” tem o direito de andar nas ruas e se acham os donos do mundo.
 Por que fui ao chão?
Por sorte vinha bem devagar e quando este idiota do carro passou raspando meu guidão, puxei a Bici para o lado direito, como estava com minha Bicicleta urbana aro 20 ao passar sobre o tachão, me desequilibrei e, para não cair para o lado do asfalto, onde carros passam sempre muita acima do absurdo limite permitido de velocidade de 60 km/h,  me joguei para o lado da Lagoa. Ao me levantar, antes de ficar em pé registrei minha visão. Claramente observamos os tachões e a total falta de espaço para um mínimo de segurança de pedestres e ciclistas. Há anos a Comunidade local vem reivindicando infraestrutura viária(movimentociclovianalagoaja), leia-se passeios, ciclovia e REDUTORES de VELOCIDADE  e nada acontece por aqui !!!


Nestas duas fotos podemos observar a faixa branca com tachões, ocupando o único e inseguro lugar por onde poderíamos passar com nossas Bicicletas. De um lado automotores quase sempre em excesso de velocidade (o limite autorizado de 60km/h,  já é incompatível com a vida) e do outro um guardrail. Este é o respeito que a administração de Floripa tem com seus moradores.

 

Duas fotos da ASSASSINA Rua Osni Ortiga na Lagoa da Conceição/Ilha de Santa Catarina/Florianópolis/SC.
Levantando e iniciando o pedal de retorno e uma imagem da via, onde apenas o caminho dos carros é existente, pessoas, ciclistas e outros não são bem vindos nesta cidade.

Esta é a terceira vez que sou “atingido” por um carro nesta via. Eu estava transitando com meu veículo dentro da LEI. Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores. De qualquer forma não consigo “entender”que seja necessário uma LEI, sendo que apenas o BOM SENSO e um pingo de inteligência para estes motoristas, seriam suficientes.
São infrações:
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito, ao ultrapassar ciclista.


Velocidade Urbana!

Fundamental para a segurança e humanização das cidades, é a redução das velocidades permitidas aos automotores. É bem sabido que a grande maioria, se não todos os sinistros graves de trânsito são decorrentes dos excessos de velocidades praticados por uma grande parcela de MALtoristas.

Domingo cedo, na Av. Beira MAr Norte, uma via em ótimas condições e mesmo assim “carros” se envolvem em sinistros de trânsito. Aqui não tem a famosa desculpa que a via está ruim, que há buracos na pista, etc, etc, etc, o que temos aqui é reflexo da IMPUNIDADE de que podem dirigir como querem e nada acontece, mesmo quando cometem crimes de trânsito.  Se a via está ruim com mais razão ainda os sinistros não deveriam ocorrer, pois se, DEVE-SE TRANSITAR A BAIXA VELOCIDADE E COM ATENÇÃO !!!

Domingo 7:00h, restos de um sinistro de trânsito recente. Na curva pouco depois do guard-rail registrado dias atrás (velocidade urbana) outra vez o guard-rail destruído e notem que a pista está boa, asfalto liso, bem sinalizada, sem buracos e mesmo assim o sinistro ocorreu, tudo em decorrência do abuso e das velocidades permitidas nesta via. É impraticável querer segurança e autorizar 80km/h numa via urbana onde ao lado, separados na maior parte de sua extensão apenas por um meio fio de 20 cm de altura e meio metro de largura PEDESTRES e CICLISTAS transitam a toda hora do dia. E mesmo com o “famoso” guard-rail, se no momento estivesse passando um ciclista seria atingido e provavelmente ferido gravemente e até morto.

Qualquer pessoa com um mínimo de BOM SENSO não pode concordar com estas velocidades em áreas urbanas.  Lembrem-se que dirigir a 80km/h ou a 40km/h não vão fazer diferença nos horários de chegada, mas farão uma gigantesca diferença na segurança do trânsito urbano se a velocidade for de 40km/h. A VIDA, A TUA VIDA AGRADECE !!!

   
Radares nas ruas são fundamentais e com limites de velocidade (BAIXAS VELOCIDADES) compatíveis com a segurança de todos.

TRÂNSITO, PORQUE NÃO APRENDEMOS?


Radares nas ruas são fundamentais


Radares nas ruas são fundamentais para a redução das velocidades permitidas aos motorizados, se quisermos um mínimo de segurança para poder transitar em nossas ruas. Quem defende sua retirada, esquece que também são pedestres na maior parte do seu tempo.

A velocidade urbana deve ser drasticamente reduzida!


Infelizmente só atingindo o bolso conseguiremos educar esta parcela irresponsável de nossa Sociedade, campanhas educativas tem sido inúteis diante do individualismo e egoísmo destes MALtoristas.

Floripa tem um grave “problema” que são as SC, rodovias estaduais que com o tempo se transformaram em ruas urbanas, mas suas velocidades continuam como se fossem estradas. Ao longo destas vias temos escolas, comércio, residências, enfim a cidade e seus moradores que constantemente são colocados em risco de morte, muitos são “assassinados”, pelo mal e mau uso dos motorizados.

Cidades foram feitas para as pessoas e atualmente aproximadamente 50% delas são ocupadas em função dos carros. Não é uma questão de ser contra o carro, apesar que sobram motivos para (como um invento que contamina o ar que respiramos, pode ser algo bom?), mas temos que começar a “re-humanizar” nossas cidades. Uma pergunta com relação ao trânsito (porque não aprendemos?) que foi feita no Fórum sobre Mobilidade Urbana realizado aqui em Florianópolis, deixou claro o caos de insegurança que criamos em nossas cidades, a pergunta foi; 

-Você deixaria seu filho de 10 anos andar sozinho nas ruas?
-Não, nunca !
E todos com a mesma explicação;
-O trânsito de carros nas ruas não deixa (
por medo da extrema velocidade permitida aos carros, e profundo desrespeito ao Código de Trânsito por uma grande parcela de MALtoristas, que acaba gerando a violência em nosso trânsito).

Temos uma demanda reprimida muito grande de pessoas que gostariam de caminhar mais e utilizar a Bicicleta como transporte na cidade, mas o trânsito sem respeito e educação “instalado” em nossa Sociedade, afasta os usuários de Bicicletas das ruas. 


Chega de IMPUNIDADE

Publicado no Diário Catarinense de 18/julho/2011.

Chega de impunidade

Revoltante, uma pequena parte da Sociedade chora. (Sim, pois a “grande maioria” acha que não é com ela ou que “comigo isso não vai acontecer”)

Mais uma vítima do trânsito assassino de Florianópolis. A Vó e a neta passeando, caminhando pela cidade são atropeladas por mais um “motorista embriagado”, na Av. Hercílio Luz. 

Chega, até quando teremos que ver este tipo de violência, quantas pessoas terão que ser mortas para que definitivamente alguma “coisa” seja feita? Carro é sim uma arma, na mão de MALtoristas, individualistas, egoístas e ainda por cima bêbados.

Por favor, chega de IMPUNIDADE. O trânsito atualmente é um dos, se não, o maior desastre sócio-ambiental do Estado de Santa Catarina. 

Chega de IMPUNIDADE em nome da vida.