Danielbiologo's Blog

Motoristas, Respeitem o CTB !

Publicado do DC de 27/jul/11, clique sobre o recorte do jornal para ir ao original on-line.
Ontem (ver aqui) fui jogado para fora da rua por um MALtorista individualista, egoísta, imprudente, irresponsável e possível criminoso. Se eu não tivesse um pouco de experiência sobre minha Bicicleta, um grave sinistro de trânsito com feridos e até morte poderia ter acontecido. Por causa disto e de tantos MALtoristas, é que temos uma grande demanda reprimida de pessoas que gostariam de caminhar e utilizar a Bicicleta como transporte nas ruas das cidades e não o fazem, pelo MEDO REAL de serem “atropeladas” pelo extremo mal e mau uso dos automotores.

Cheguei em casa “BASTANTE CHATEADO” e preocupado pelo comportamento de uma grande parcela de pessoas que só pensam em seu “próprio umbigo”, acham que a rua é propriedade particular e podem fazer o que quiserem.
Certamente estes comportamentos são reflexos da IMPUNIDADE instaurada em nossa Sociedade e que transformam nosso trânsito em um dos maiores desastres sócioambientais, responsáveis por milhares de vítimas e gastos absurdos de dinheiro, simplesmente pelo enorme desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro.


Lembrando que podemos ser donos de um carro,

mas não somos donos das ruas.

São Infrações;
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta.
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito, ao ultrapassar ciclista.

Ao chegar em casa fiz o relato, escrevi para a Prefeitura Municipal de Florianópolis e para a mídia impressa. Está cada vez mais difícil o trânsito em nossas ruas. O excesso de carros, as absurdas velocidades “autorizadas” aos automotores de transitarem na área urbana e este profundo desrespeito as regras de circulação, como exemplos cito os Art. 201 e 220 do CTB e o estacionamento sobre passeios e em locais proibidos são responsáveis por grande parte dos congestionamentos e sinistros de trânsito, além de causar enorme risco aos pedestres que tem seus caminhos bloqueados e da mesma forma os ciclistas que tem o bordo da pista também bloqueados pelo estacionamento irregular.
Chega a ser “engraçado” (ou seria triste?) perceber que uma parcela de motoristas dos carros, reclamam de pedestres e ciclistas que andam muitas vezes mais rápido que ele nos congestionamentos, mas não reclamam daquele MALtorista que estacionou o carro na sua frente impedindo o fluxo do trânsito. A grande parte dos congestionamentos são causados pelos próprios motorizados que não respeitam um mínimo de Bom Senso e as próprias LEIS.

“Cidades com maior número de Bicicletas nas ruas, apresentam uma melhor qualidade de vida”

Pedalada pela PAZ

Posted in Cicloturismo Urbano, Pedala Floripa e Bicicletas por aí..., Pedaladas... by danielbiologo on 21 de março de 2011


Difícil acreditar que um motorista possa propositalmente acelerar seu carro sobre as pessoas, sobre os ciclistas, sobre a Vida! O absurdo aconteceu, de novo, desta vez foi filmado e por sorte ninguém se feriu gravemente. Sim apesar deste “choque”, o atropelamento de ciclistas e pedestres é algo quase que diário. Espero já sem “muita esperança” que este incidente sirva como reflexão para que a Sociedade como um todo, inicie um processo de Respeito e Bom Senso, principalmente quando estiver no comando de um motorizado. Diversas “manifestações” ao redor do Planeta ocorreram, ocorrem e espero sinceramente que venham a ocorrer cada vez menos. Aqui em Floripa realizamos uma Pedalada pela Paz, homenageando os ciclistas de Porto Alegre e a todos que utilizam a Bicicleta, infelizmente muitos já foram “assassinados” pelo mal uso do automotor. A impunidade e multas de baixo valor aos MALtoristas contribuem com esta violência no trânsito. Em Santa Catarina 94% dos “acidentes” seriam evitados se os motoristas respeitassem o Código de Trânsito Brasileiro.

A Bicicletada extraordinária em Floripa em “situação rara” é divulgada com antecedência pela mídia, tamanha a repercussão da violência que assolam as ruas de nossas cidades, noticía aqui.

Fui ao trabalho de Bicicleta e resolvi deixar e arriscar minha Bike na garagem do prédio onde trabalho. Sim arriscar pois a segurança é precária e o portão muitas vezes é deixado aberto por outros funcionários. Atualmente o portão fecha automaticamente e há uma camêra de vigilância ligada o tempo todo mas …..  (?).

Ao final do expediente rapidamente troquei a roupa e saí pedalando pelas ruas com meu veículo. Em poucos minutos cheguei no ponto de encontro, na pista de skate na Av. beira Mar Norte quase esquina com a Av. Madre Benvenuta. Em minutos o local começava a lotar de Bikes. Bikes de vários tipos e ciclistas e bicicleteiros conversando e rindo em “harmonia ciclística”. O Fabiano explicou um pouco o que é a Bicicletada. Eu conversei um pouco sobre as regras que o ciclista deve respeitar para transitar com segurança e também que no site da ViaCiclo teriam muitas informações sobre o assunto e Bicicletas.

Definimos um percurso e começamos a pedalar, alguns cantarolavam musiquinhas, outros declamavam frases e todos pediam PAZ nas ruas. A pedalada bastante alegre só queria isso, todos poderem andar em PAZ e com SEGURANÇA nas ruas.

A fila com mais de 80 Bicicletas enfeitavam as ruas e muitos, muitos mesmo, acenavam, gritavam em apoio, buzinavam, sim muitos motoristas apoiavam a pedalada, afinal eles devem saber que cada Bicicleta da Rua é um Carro a menos causando congestionamentos….mas sempre tem alguns *#%@#$# no meio que gritavam para sair da frente que eles iriam chamar o gaúcho do Golf preto, etc, etc, etc ao que respondíamos com um sorriso e uma Boa Noite, até beijnhos foram lançados, para que estes mal amados pudessem receber um pouco de compreensão e “amor ao próximo” !?

Na rua Bocaiúva um FlashMob onde mais de 30 ciclistas deitaram no asfalto ao lado de suas Bicicletas enquanto os motoristas passavam ao lado devagar. Aqui vivenciamos um grave problema de desrespeito por parte de muitos MALtoristas que diariamente estacionam sobre a Ciclofaixa existente, mesmo com diversas placas regulamentando, proibindo estacionar (estacionam na Ciclofaixa da Bocaiúva). Aqui não me contive em de pé no meio da rua em alto brado pedi respeito as regras de trânsito  e disse -Grande parte dos congestionamentos em Floripa são causados pelo desrespeito às Leis e pelo estacionamento em local proibido. Estacionar sobre a Ciclofaixa e do passeio acarreta em risco de morte aos pedestres e ciclistas.
O FlashMob (representação ao deitar no chão) além de relembrar dos amigos de Porto Alegre, serve para alertar que diariamente pedestres e/ou ciclistas são atropelados pela irresponsabilidade e imprudência e consequente mal e mau uso do carro por uma parcela de motoristas !!!

Retomamos a pedalada e repetimos o gesto de deitar no chão no Mirante da Ponte Hercílio Luz, apesar no movimento aqui ser relativamente pequeno mas o gesto ficará regsitrado em fotos, blogs e outros. Da mesma forma deitamos no chão ao lado da Praça XV no centro de Floripa.

Algumas cartas, que acho legal serem compartilhadas, pois demonstram que o pensamento da galera é tudo de bom e com as Bicicletas nas ruas:

Antes, de tudo, OBRIGADO!

Se não fosse por vocês essa Bicicletada não teria ocorrido.

Agradeço-vos de coração.

Éramos, ao todo, mais de 80 ciclistas! A minha conta já havia dado em 81 e creio que ainda apareceu mais gente no meio, como o guri Guto, que nos encontrou no BeiraMar Shopping e seguiu os pedalantes.

A foto mostra o mini flash mob (que quase metade num viu) 😦 na Rua Bocaiúva e não na cabeceira da Hercílio Luz.

Na Praça XV (Lgo da Alfândega) não encontramos o Enterro da Tristeza. Já era para eles estarem lá, mas estes só começaram a aparecer minutos após sairmos do local. Eu os vi na Anita Garibaldi, quase no Largo, mas num nos encontramos de fato. Apesar disso, alguns dos foliões que iriam estar com o bloco (houve um problema de trânsito que a PM num solucionou de imediato e nem de conseguinte, pra variar…) conversaram conosco com a catedral/arquidiocese ao fundo.

Dia 25 de março, ou às 19h ou às 20h, uma sexta-feira, sairemos na tradicional Bicicletada, novamente em alusão a este fato. (será que vamos superar Pelotas dessa vez, Leandro? rsrs) Ocorrerá simultaneamente aqui, em POA, Brasília, BH, Rio, Sampa, Aracaju…..

MUITO OBRIGADO pela presença de TODOS (incluindo o :Dudu rs :D) nesse evento. Ouvi de muita gente que passava pela rua a memória da tragédia portoalegrense e espero, sinceramente, que nos ébrios corações dos foliões a lembrança da bicicleta os faça sóbrios terem atitudes para sempre humanas. Acredito que, se para uns foi apenas mais uma pedalada, para outros (e só por estes já valeu a pena) houve toda uma modificação em seus pensamentos e – por que não? – futuras atitudes!

VALEU bikelovers, ciclistas noturnos, bicicleteiros, cicloativistas, esportistas e, em especial, ao Della pai, ao André Soares, ao Sousa, :Dudu, Ana Vivian e Daniel por compartilharem comigo esses momentos tão especiais e por ajudarem, de uma forma ou de outra, a ter dado tudo certo nesta quinta-feira! Obrigado também a todos que caíram no Largo da Alfândega. Fui dos primeiros a cair e, qdo ergui a cabeça, uns dois minutos depois, vi uma imagem que, aos nossos de nossos mais sagazes fotógrafos, deve ter sido maravilhosa e ilustrativa de nossa solidariedade aos nossos colegas portoalegrenses!

Fabiano Faga

Hei pessoal, OBRIGAD@ [2] pela agradável companhia de todos ontem a noite!A todos que estiveram lá, a todos que se interessaram em mostrar que há insatisfação com a situação do trânsito, e aos que quiseram saber mais do que é a massa crítica/bicicletada…a quem continuará usando a bike no seu cotidiano. Precisamos mostrar à sociedade que não somos invisíveis, nem que seja uma vez por mês. Porque no resto dos dias, somos oprimidos e espremidos no cantinho esburacado da pista (e de algumas ciclofarsas, ciclolagos, estacionafaixas, buracofaixas), sozinhos. Sem algum barulho, sem pressão popular não há mudança, mas só isso também não é suficiente! Foi muito legal conhecer mais pessoas interessadas em divulgar a bicicleta, os que já pedalam há muito tempo na ilha, e já conhecem todos os buracos dos bordos direitos das pistas daqui, os que estão começando há pouco e precisam informações/dicas, algus que estão chegando na cidade tem pouco tempo, idéias de outros lugares do país, idéias para melhorar a situação de outras maneiras que vão além de manifestação. Tudo isso o encontro bicicletada proporcionou. A massa é expontanea e curti intensamente o passeio/manifesto pacífico e alegre. Pena que do fundão não vimos que o flash mob aconteceu na bocaiúva, porque um pessoal do meio permaneceu em pé..só ouvia uns gritos ininteligíveis do Daniel =( . 
 

Sabe o que gostei mais da cobertura da grobis?! Terem nos chamado Bicicleteiros! Parece que quando a gente fala com motoristas, em geral, dizendo que somos ciclistas, a maioria me responde “Ah, então você é atleta?”. Assim aproximou a linguagem do senso comum, e espero que as pessoas percebam que não precisa ser atleta pra se locomover em bicicleta, usando a energia do próprio corpo.

No início da concentração, uma senhora veio conversar com a gente, dizendo que tinha conhecidos entre a bicicletada atropelada de POA, e veio para acompanhar o começo da manifestação, mas que não sabia andar de bicicleta. Ela chegou com (imagino eu) filha e mais uma senhora. Fotografaram a concentração e nos apoiaram na ação. Achei bonito o gesto!

Depois do que vi ontem, não vamos desanimar! A serpente de luzinhas vermelhas e brancas a piscar passando pelas ruas de floripa foi linda demais! Vamos repetir dia 25? Agora esperamos que mais mãos apareçam pra ajudar a difundir o uso da bicicleta como locomoção! Muita gente dentro dos coletivos e carros não tem idéia do que está perdendo. Precisamos contar pra eles! Convidar, ser insistentes. O começo é difícil, mas depois é só benefícios… A mudança da situação depende de uns poucos que já tomaram consciência, e unidos somos mais fortes! Água mole em pedra dura, funciona!

Hei pessoal, não vejo a hora de encontrá-los todos novamente, bater um papo-a-pedal na próxima última sexta feira!

Vamos fazer eco ” Ó a Bái-ke-ke-ke-ke!”
Ana Vivian 

Foi muito bem ver um grupo grande hoje! Pena que não é assim toda última sexta feira do mês =(

(bem que podia ser né… hein povo? bicicletada dia 25/3 no mesmo local no mesmo horario!)
Até a próxima pedalada!
Vinicius

Gostaria de agradecer e parabenizar a todos que estiveram presente e, especialmente, a aqueles que, de uma forma ou outra, tornaram este evento real!
Como uso a bicicleta como meio de transporte, acredito q uma manifestação deste tipo possa não somente ser benéfica ao meu dia-a-dia, mas também para todos aqueles q usam a bike como lazer, esporte, transporte, tudo junto 🙂
É isso aí galera, juntos somos mais fortes!
Até a próxima manifestação/bicicletada!
Audálio

Fotos do Vinícius: AQUI

Fotos do Marcos: AQUI

Fotos do Audálio: AQUI e relato AQUI.

Para saber mais: O ódio inexplicável.

A DOENÇA DA INTOLERÂNCIA

Aconteceu em Porto Alegre, mas poderia ter acontecido em qualquer capital ou cidade brasileira onde automóveis conduzidos por pessoas apressadas e impacientes disputam espaço entre si, com transeuntes e com outros veículos, da bicicleta à carroça. O que se vê neste cenário caótico das grandes cidades é a circulação da intolerância em níveis perigosos, pois o condutor de um veículo motorizado tem uma arma nas mãos e alguns deles não hesitam em usá-la para superar seus pares ou mesmo para abrir caminho até as suas metas. O episódio do homem que atropelou vários ciclistas na capital gaúcha é apenas um exemplo chocante desta barbárie que faz vítimas fatais todos os dias, além de ferir e mutilar pessoas. O trânsito, até mesmo por suas consequências, dá maior visibilidade ao egoísmo e à desconsideração com os outros, mas estes comportamentos negativos também aparecem com frequência em outras áreas da vida em sociedade. Todos os dias somos perturbados pelo som alto na vizinhança, pelo desleixo com o lixo, por pessoas que falam alto no cinema ou no restaurante, por incontáveis atitudes que incomodam e quebram a normalidade. Isso, no entanto, não nos dá o direito de fazer justiça com as próprias mãos, de sair por aí xingando, punindo ou mesmo eliminando quem nos molesta.

Existem caminhos mais suaves para a solução dos conflitos interpessoais. O principal deles é, inquestionavelmente, a educação. Pessoas educadas para a paz aprendem a evitar atritos, são mais solidárias, buscam soluções negociadas, praticam o diálogo. Conviver coletivamente exige respeito às diferenças, compreensão em relação às falhas dos outros e até mesmo renúncia, quando o que nos dá prazer pode causar transtorno a alguém. A palavra mágica da convivência é reciprocidade: não fazer aos outros o que não queremos que nos façam. Ou o enfoque positivo: tratar o próximo com a cortesia e a bondade que gostaríamos de receber.

Quando as regras sociais são desrespeitadas, porém, deve prevalecer o Estado de Direito, as garantias constitucionais e a legislação vigente. No caso específico do cidadão que acelerou o carro sobre os ciclistas, não pode haver dúvidas: é evidente que ele cometeu um crime e tem que ser punido na forma da lei. Por mais que alegue legítima defesa, é inaceitável que alguém, por se sentir ameaçado, atente contra a vida de terceiros. Num caso assim, a punição exemplar se impõe até mesmo para servir como instrumento de dissuasão à intolerância. Ainda assim, é impositivo que se respeitem os ritos legais e que o agressor confesso tenha a oportunidade de se defender.

O que ele fez é revoltante, inominável, criminoso, mas uma sociedade civilizada tem que ser tolerante até mesmo com os intolerantes. Só que tolerância não é sinônimo de impunidade.

Publicado originalmente no periódico de 02/03/2011, para ver clique no X.

Normose da sociedade, do carro na rua!!!


Dias atrás vivemos mais uma brutalidade advindo da “automóvelcracia”, quando um indíviduo propositalmente atropelou vários ciclistas que pedalavam pela rua. E assim temos outros exemplos, aliás muitos outros, dessa doença social que se transformou o ter e dirigir um carro. No dia a dia podemos observar carros estacionados sobre os passeios, sobre a faixa de pedestres, sobre ciclofaixas e dentro de ciclovias. Carros quase sempre acima da velocidade permitida, manobras proibidas e arriscadas. Acidentes na grande maioria propositais, afinal se o limite para uma via é 60km/h e o individuo “bate”a 80, 90, 100km/h não foi apenas mais um acidente, pois ao desrespeitar o limite de velocidade o motorista conscientemente está assumindo o risco e a responsabilidade do que vier a ocorrer e, infelizmente acreditando na “certeza” da impunidade.  O que dizer então, quando o MALtorista dirige embriagado e acontecem os atropelamentos, batidas e outros?

Aliás a velocidade urbana deve ser de 40km/h e ponto. Não dá para aceitar velocidade maior que esta, dentro de áreas urbanas, é uma questão de QUALIDADE DE VIDA !!!


Da mesma forma quando estes MALtoristas “enxergam” um ciclista ou um pedestre acham que por estar dentro de um carro, são mais importantes e com mais razão de transitar na rua?

Temos assim muitos exemplos desta irresponsabilidade e imprudência quando ao comando de um motorizado.

Cabe lembrar e confirmar para estes MALtoristas, que a Bicicleta é um veículo (Art. 96 do CTB) e como tal tem todo o direito de estar na rua com preferência sobre o carro (motorizados). E que a Bicicleta na rua não gera congestionamentos, nem poluição e contribui muito com a Mobilidade Urbana, coisa que um carro não faz !


É por isso que podemos afirmar que nossa Sociedade (doente) sofre de “NORMOSE”, por “aceitar” situações totalmente erradas e que pela frequencia que ocorrem, acham ser normal e é aceito assim. Temos ainda essa cultura estúpida, idiota, egoísta, individualista e extremamente ignorante de criar essa dependência física de um carro, chegando ao ponto de achar que atropelar alguém é culpa do atropelado que entrou na frente…como aceitar que o carro é um “invento” que deu certo? Um invento que contamina o ar que respiramos, ocupa o espaço público (60% das cidades é plenejada e construída para os carros), mata mais que doenças e guerras e ainda assim a Sociedade prefere isso, do que a Qualidade de Vida? Marketing e dependência doentia, para que em detrimento de toda a população alguns fiquem mais ricos com o comércio e com cadeia de necessidades criada pelo uso do carro.


Até entendo que atualmente dependemos (criamos esse dependência) do carro, o que não consigo entender é porque mesmo sabendo da desgraça ambiental que o carro é, o ser humano não utiliza a tal da racionalidade que tanto nos vangloriamos de ter, para modificar a idéia de que tem que ser de carro e corrigir este grande erro, que custa muito a todos, desde dinheiro até vidas. Não podemos mais aceitar a priorização da máquina sobre a vida das pessoas, ACORDA SOCIEDADE !!!


Atropelado ….

 

Lagarto-teiú (Tupinambis spp) atropelado e placa indicativa de animais na pista, danificada/vandalizada e jogada longe da visão dos motoristas. Haviam duas placas assim, comprovando a ação de vandalismo e se a velocidade dos carros fosse limitada a uma velocidade segura, diversas mortes poderiam ser evitadas. Mas não o "falso conforto" do usuário do carro justifica passar por cima de tudo, inclusive da vida !!!

Em mais um pedal dominical, mais uma prova do individualismo egoísta do ser humano, na SC 404, via da Ilha de Santa Catarina que passa junto a uma Unidade de Conservação, a ESEC Carijós.

Comprovando  a realidade de nossa Sociedade onde o mais importante na cidade são os carros, os problemas inclusive de morte de muitos animais, incluído o bicho homem são uma normose. Ok, temos que ter a estrada (temos?) então respeitemos as demais formas de vida, a Unidade de Conservação foi criada para conservar uma pequena parte relativamente preservada na Ilha e as “pressões” da “cidade”ao seu redor quase sempre, para não dizer sempre, pensando apenas no indivíduo (proprietário ou usuário).

Porque não fazer como outros locais (poucos) fora do Brasil onde uma via de motorizados, que poluem e destroem o ambiente, devem transitar a baixa velocidade de no máximo 40km/h e devem pagar um taxa/pedágio por estar poluíndo com seus motores, uma Compensação Ambiental pelo prejuízo ao Planeta pelo uso de motores a combustão, se assim fosse muitos animais (inclusive o homem) deixariam de ser atropelados/mortos pelo individualismo e egoísmo de uma única espécie. as taxas/pedágios seriam revertidos para a Unidade de Conservação contribuindo com a Qualidade de Vida  de todos.

Respeite as regras de Trânsito !

Respeite o Código de Trânsito Brasileiro !

Meia Bicicletada (?)

Posted in Pedala Floripa e Bicicletas por aí... by danielbiologo on 8 de maio de 2010

Segundo sábado, dia da Bicicletada da Lagoa, desde a madrugada choveu muito, pouco antes da Bicicletada o Sol ameaçou e até pensei que iria abrir o tempo. Sai de casa mais cedo e fui pedalar pelo bairro e depois de tomar uma “vitamina” no Mercado da Aldeia, onde fiquei conversando, assistindo um pouco de “TV de cachorro” ou “frango rodando” e, enquanto olhava a rua quase presenciamos um atropelamento;

– uma camionete estacionou sobre a calçada interrompendo o caminho dos pedestres e nesse momento uma moça com seu filhinho no colo foi “obrigada” a andar pela faixa de rolagem e mesmo estando bem visível um outro carro passou em alta velocidade sem mudar sua trajetória, a moça “deu um pulo” para trás e “escapou”! Simplesmente por dois carros, dois MALtoristas, DESRESPEITANDO o Código de Trânsito Brasileiro duas vidas quase foram “ceifadas” por eles !!?? E assim muitos outros carros vão atrapalhando e ninguém fala nada?

Quando tenho de dirigir um carro, pesa pensar que, graças às minhas aceleradas, estou despejando toneladas de fumaça na cara dos outros e ajudando a matar cerca de 20 pessoas por dia. (clique nesta frase para ler o texto completo)

Depois disso pedalando pela Laurindo J. da Silveira, observei três carros estacionados sobre o passeio mais uma vez empurrando os pedestres para o meio da rua, acarretando em muito mais risco de de morte aos pedestres que transitam pelo bairro.

Pior é que depois, estes mesmos motoristas reclamam que não tem onde caminhar com segurança, reclamam dos congestionamentos que eles mesmos ocasionam, reclamam, reclamam mas, não fazem sua parte?!?!?


Amarrei minha capa de chuva no guidão da “Bici” e continuei a pedalar pelo trevo do Canto,estava confiante que a chuva tinha parado e conversei com alguns ciclistas que passaram por aqui e convidei para a pedalada. Passei na loja de Skate onde também conversei com o proprietário e ajustei meu selim. A hora se aproximava e fui até a sede da AMPOLA esperar os ciclistas. Já se passavam 10 min da hora da partida e 15:11h somente três estavam por aqui. A chuva apertou e eu disse que seguindo o “costume” nós decidiríamos o que fazer. Com a chuva fria e “molhada” a Bicicletada foi “abortada”, tomamos um café na padaria e retornamos cada um para sua casa.


Atropelamentos = Tentativa de Homicídio !?!?

Posted in Pedala Floripa e Bicicletas por aí... by danielbiologo on 4 de outubro de 2009

03 de outubro, outra pedalada noturna, o PEDALUA.

…na rua que leva até a Joaquina passaram várias bicicletas e tudo bem. Passa um carro e pronto, sangue, sofrimento e morte !!!  Infelizmente em virtude da “pecinha” que fica atrás do volante dos carros, estes “fatos” ocorrem. Sim, porque se estes motoristas egoístas e individualistas respeitassem o Código de Trânsito Brasileiro, ou seja, neste caso o limite de velocidade para a via é quase certo que o “atropelamento” do Gambá não teria ocorrido.  Coloquei o Gambá próximo a vegetação mas, acho que o mesmo não resistirá.

"...que foi que eu fiz para vocês...." ???

"...que foi que eu fiz para vocês...." ???

Em áreas próximas da mata as ruas são constantemente atravessadas por diversas espécies de animais e tenho absoluta certeza que se a velocidade dos motorizados fosse compatível com o indicado na sinalização,  estes atropelamentos seriam evitados. Eu mesmo já desviei até de serpentes que visualizei e por estar em velocidade adequada foi tranquilamente possível de evitar. O pior é que  já presenciei motoristas que ao avistar algum “bichinho” cruzando a via, ainda “miram” para qua a roda acerte o alvo. E assim fazem ao “tirar fina” de pedestres e ciclistas com seus motorizados, e hoje não foi diferente. Pedalando pela  rua Osni Ortiga um verdadeiro IMBECIL em um carro “Scenic”, buzinando para os ciclistas e “tirando fina”dos mesmos acertou com o retrovisor nossa colega que sofreu uma queda, por sorte só arranhões mas, poderia ter sido muito grave. Isto se chama tentativa de homicídio e este estúpido motorista fugiu, com sua “coragem de dois cm entre as pernas”! Porque certos motoristas se transformam em assassinos quando ao volante de seus carros “bala“?!?!

Depois de ter atingido a ciclista Propositalmente, o espelho retrovisor ficou na asfalto!!!

Depois de ter atingido a ciclista Propositalmente, o espelho retrovisor ficou no asfalto!!!