Danielbiologo's Blog

Reflexões sobre consumismo e supérfluos ….

Posted in Frases e Reflexões., Gestão de Riscos de Desastres., Meio Ambiente, Textos Diversos Recebidos by danielbiologo on 26 de setembro de 2011

Na fila do supermercado, o caixa diz para uma senhora idosa:
– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
– Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
– Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se
preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
– Você está certo – responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, em vez de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo, nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade, não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão, não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos(as) iam em suas Bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


Reflexos dessa produção de lixo 

Pedalando para o Futuro.

Pedalando para o futuro (cotidiano.ufsc.br)

Bicicleta é uma das alternativas para solucionar problemas em Florianópolis

Por Arianna Fonseca
aariannaf@gmail.com
08/09/2011
O excesso de carro nas ruas e seu uso como principal meio de transporte em Florianópolis está gerando uma crise de circulação na capital. Considerada a cidade com pior mobilidade urbana no Brasil, vários estudos estão sendo feitos para mudar essa perspectiva e solucionar o problema dos freqüentes congestionamentos. Para isso, as alternativas mais viáveis ainda são de utilizar o transporte coletivo por ter mais pessoas num menor espaço físico ou usar a bicicleta como um meio ágil, saudável, econômico e ecológico de se locomover, principalmente em trechos pequenos.
Uma infra-estrutura adequada com bicicletários, ciclovias e ciclofaixas seguras são necessárias para mobilizar a população e aumentar o número de ciclistas. De acordo com o presidente da Viaciclo (Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis) Daniel de Araujo Costa, não há muitas estatísticas sobre o uso de bicicletas na cidade, mas nota-se que desde 2001, quando a Viaciclo foi criada, (o número de ciclistas tem aumentado muito) hoje estimamos uma parcela de pessoas de 20 a 30% como uma demanda reprimida que quer utilizar a Bicicleta em seu cotidiano. Os benefícios são tanto para a saúde melhorando o condicionamento físico da pessoa, como também para a cidade, já que não polui e evita congestionamentos.
Por melhorar a qualidade de vida das pessoas, o veículo está se tornando cada vez mais popular, tendo vários grupos de ciclistas e defensores do uso da bicicleta. Porém, a bicicleta não consegue atingir maior popularidade por diversos motivos. O risco constante decorrente da falta de segurança para trafegar nas ruas, a inexistência de locais apropriados para deixar a bicicleta e a violência são algumas razões. Costa afirma que o desrespeito dos motoristas é mais relevante e que os códigos de trânsito devem ser respeitados. “É preciso que o cidadão pense que o trânsito depende de nossas atitudes em relação aos outros”.
A professora Gisele Ammon Xavier desenvolveu junto ao Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC uma pesquisa sobre a inserção da bicicleta na política de mobilidade urbana brasileira e defende que a bicicleta possibilita o desenvolvimento sustentável. “As práticas do dia-a-dia não mudaram, mas temos uma mudança de paradigma acontecendo”, avalia Gisele.
Atualmente há uma alteração de discurso na sociedade. Estamos vivendo numa época em que a sustentabilidade está cada vez mais em pauta. João Alencar Oliveira Junior, representante da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, afirma que “enquanto o petróleo for barato vai ser usado e com a escassez, ele vai ser substituído”. Oliveira alerta que o município que não tiver planejamento sustentável no prazo de três anos não acessará recurso federal, mostrando a importância de se repensar na questão da mobilidade urbana o quanto antes.
Para resolver isso, vários projetos de carros híbridos que poluem muito menos o ar estão sendo feitos, mas ainda é muito caro para os consumidores. Porém, essa solução futuramente pode virar outro problema: com tantos “carros limpos” na cidade, faltará espaço nas ruas para sua utilização. “A indústria está se preparando com carros que não emitem gases nocivos ao ar, mas com o mesmo tamanho dos outros carros, ainda teremos congestionamentos”, confirma o doutor em transporte Luis Antônio Lindau, da Embarq Brasil.
De acordo com o DETRAN/SC (Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina), a frota de veículos motorizados em Florianópolis chegou a 279.784 em agosto deste ano, cerca de 15 mil a mais do que no mesmo período em 2010. Nota-se que essa frota está aumentando a cada mês na capital. Desse número, apenas 1711 são ônibus que circulam pela cidade.
Compare aqui os anos de 2010 e 2011.
O uso de transporte público é outra questão que deve ser avaliada pelos motoristas de carro. Se o trajeto for muito longo ou o dia não for favorável para utilizar a bicicleta, pode-se pensar nessa forma de se locomover ao lugar desejado e evitar maiores congestionamentos. Costa comenta que “é preciso um sacrifício individual para que a coletividade seja beneficiada”. E essa mudança de atitudes, mesmo que pequena, precisa ser tomada rapidamente antes que a cidade definitivamente pare.
Clique nas perguntas abaixo para ouvir a entrevista com o presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis Daniel Costa:
 1. A Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro, tem a intenção de fazer a sociedade refletir sobre o modelo atual de mobilidade urbana. Qual é a programação para esse evento que também incluirá a Semana da Mobilidade Urbana e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)? 
2. A prefeitura de Florianópolis recentemente discutiu sobre a implantação do Bus Rapid Transit na cidade. Você acha que a Via Rápida vai solucionar os problemas de mobilidade na capital? 
3. Utilizando a bicicleta elétrica o esforço de se locomover é mínimo e é uma opção para quem não quer usar carro. Qual sua opinião sobre ela? 

Floripa e a infravontade.

Posted in Frases e Reflexões., Gestão de Riscos de Desastres., Meio Ambiente, Textos Diversos Recebidos by danielbiologo on 18 de setembro de 2011
18 de setembro de 2011 | N° 9296

Sérgio da Costa Ramos

  • Floripa e a infravontade

    A cidade de Florianópolis figura numa espécie de Guinness Book da falta de mobilidade urbana. Um estudo acadêmico de fontes não reveladas e, por isso, suspeitas acaba de concluir que Floripa é a capital brasileira campeã de paralisia urbana, vencendo proporcionalmente, é claro até mesmo as sempre engarrafadas Rio e São Paulo.

    Pior: a capital catarinense seria a vice-campeã mundial, derrotando apenas a capital tailandesa, Bangcok. Exageros à parte, o labirinto da Ilha de Santa Catarina não se formou ao longo de milênios, como o da Ilha de Creta.

    Bastaram duas décadas. O carrascal urbano foi planejado com o requinte de caracterizar uma cidade ainda pequena, com todos os inconvenientes de uma grande metrópole.

    Temos vários Minotauros e nenhum Teseu. Nosso labirinto cresce de 15 em 15 minutos, formando uma sucessão de corredores entrecruzados, ruelas sem saída e uma malha viária mais antiga do que a Sé de Braga. Com um champignon: aqui, viadutos de 150 metros levam cinco anos para sair do papel…

    Cidade insular e portuária – sem portos ou transporte marítimo –, sobre a Ilha se abateram todas as pragas do progresso predatório. E um progresso deformado, associado ao carrapato de uma ecoteologia caolha, que acaba provocando exatamente o que deveria evitar: a degradação ambiental.

    Some-se a todos esses males, o da monocultura automotiva, velha arteriosclerose do Brasil. Único país do mundo com 8 mil quilômetros de costa oceânica sem uma frota mercante e uma única tonelada transportada em navegação de cabotagem.

    Aqui, o navio graneleiro que zarpe do Rio Grande do Sul para o do Norte, retirando de circulação 20 carretas de 12 toneladas – é apenas uma utopia. O percurso é penosamente cumprido ao lombo de cavalos mecânicos, sobre trilhas destruídas – e a um custo ainda não medido em vidas humanas e despesas hospitalares. Com essa economia, daria para o país cultivar “autoestradas” alemãs.

    Predomina a antilógica do baronato rodoviário: em 10 anos, a frota brasileira pulou de 28,5 milhões para 63 milhões de veículos, com algumas cidades – inclusive a que a Ilha hospeda – matriculando um carro para cada vivente. Com a infraestrutura patinando na infravontade de autoridades inertes, nossa Floripa Creta ficou entregue à sanha dos Minotauros.

    O Minotauro do atraso vive feliz e bem nutrido. Os que deveriam desenredar o novelo, são os primeiros a construir novas paredes para o labirinto, sob o aplauso de um obscurantismo que pretende congelar a infraestrutura da Ilha.

    Tudo sem deixar de receber exércitos de adventícios, sem deixar de comprar um carro novo por minuto e sem abandonar o hábito de transitar pelo centro da Vila, estacionando na frente de uma farmácia ou padaria.

    Original publicado no Diário catarinense, aqui.

NOVO LÍDER NACIONAL

Posted in Textos Diversos Recebidos, Uncategorized by danielbiologo on 6 de setembro de 2011
6 de setembro de 2011

Facebook perto de bater o Orkut

Balanço de agosto, a ser divulgado nas próximas semanas, deve confirmar a liderança da rede social de Mark Zuckerberg

O Facebook pode ser o novo líder das redes sociais no Brasil. A expectativa é de que o site criado por Mark Zuckerberg tenha superado o Orkut em número de usuários brasileiros. Os dados oficiais devem ser divulgados nas próximas semanas.

Ontem, reportagem da revista IstoÉ Dinheiro chegou a anunciar que teve acesso em primeira mão aos números do Ibope do próximo ranking de audiência na internet, referentes ao mês de agosto deste ano.

Segundo a publicação, os dados revelam que o Facebook desbancou o Orkut e hoje é a maior rede social do país. Os números exatos não foram publicados, mas estima-se que a rede social de Zuckerberg deve registrar cerca de 30 milhões de usuários, enquanto o Orkut, comandado pelo Google, teria cerca de 29 milhões.

Ainda ontem, o Ibope divulgou uma nota de esclarecimento questionando as informações divulgadas na revista IstoÉ Dinheiro.

“O Ibope Nielsen Online esclarece que os dados de audiência de internet referentes a agosto ainda não foram finalizados, portanto, a empresa não confirma os dados publicados na matéria da revista IstoÉ Dinheiro desta semana e desconhece a fonte da reportagem”, diz a nota.

Foram dois anos para conquistar o público

O Facebook apresentava há dois anos pouco mais de quatro milhões de visitantes no Brasil, de acordo com o ranking de audiência da web brasileira utilizado como referência no mercado digital (veja quadro ao lado). Já o Orkut reinava folgadamente, em 2009, com 27 milhões.

Dois anos depois, porém, o quadro mudou bastante. Os últimos dados oficiais, de julho deste ano, apontam 28,8 milhões usuários brasileiros do Facebook contra 29 milhões do orkut. Em todo o mundo, o Facebook tem 750 milhões de usuários e o orkut cerca de 60 milhões.

Floripa: Pior mobilidade do Brasil.

FLORIANÓPOLIS: PIOR TAXA DE MOBILIDADE URBANA DO BRASIL
O Censo 2010 revelou grande assimetria entre os estados do Sul em relação ao crescimento populacional. Comparando com o ano 2000, Santa Catarina cresceu quase 17%, enquanto a taxa do Rio Grande do Sul foi de apenas 5%. O Paraná ficou no meio do caminho, e o resultado geral foi um crescimento no Sul inferior à média nacional – a região foi a que menos cresceu no país no período. A população da região, de 27,4 milhões de habitantes, corresponde a 14,4% do total nacional.


Fonte: IBGE

O crescimento populacional de Santa Catarina foi puxado por Florianópolis, e em menor grau por cidades do leste do estado, como Joinville, Blumenau e Itajaí. Associada a qualidade de vida, Florianópolis recebeu quase 10 mil novos moradores por ano ao longo de 10 anos, crescendo 23,1% no período. Apesar de ter um dos maiores crescimentos entre as capitais brasileiras, Florianópolis segue sendo uma das menores capitais brasileiras. Ainda assim o crescimento da cidade está cobrando seu preço. Segundo estudo desenvolvido na Universidade de Brasília, Florianópolis possui a pior mobilidade urbana do Brasil e uma das piores do mundo. A frota de veículos é muito grande na capital catarinense: 64,2 por cada 100 habitantes, contra uma média nacional de 27 veículos.

Foto: Divulgação
Florianópolis cresceu 23% mas ainda é uma das menores capitais do país

A variação populacional das capitais do Sul andou em sintonia com a lógica dos estados. Porto Alegre obteve a menor taxa de crescimento dentre as três capitais do Sul, e uma das menores do Brasil, enquanto a de Curitiba ficou próxima à variação média nacional. Graças ao crescimento de Florianópolis e de municípios como São José e Palhoça (17,2% e 39,4% em 10 anos, respectivamente), a região metropolitana de Florianópolis ultrapassou 1 milhão de habitantes. Ainda assim é bastante menor que as outras regiões metropolitanas das capitais do Sul.

Fonte: IBGE

Na região Sul, o Censo registrou a criação de novos municípios apenas no Rio Grande do Sul. Foram 29, no total, o que deixou o estado com 496 municípios. Vale ressaltar que desde 2000 o Brasil registrou a criação de apenas 58 municípios, ou seja, metade deles gaúchos. No Rio Grande do Sul e no Paraná é nítida a existência de uma grande metrópole e algumas cidades médias. Em Santa Catarina todas as maiores cidades são de médio porte – a maior, Joinville, tem 515 mil habitantes. Ainda assim a concentração populacional nas 10 maiores cidades é parecida nos três estados – por volta de 40% –, sendo um pouco mais evidente no Paraná.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região Sul somou R$ 504 bilhões, de acordo com os últimos dados disponíveis. Isso representa uma participação no total da riqueza gerada no país de 16,6%, superior, portanto, à sua fatia populacional. Por isso o PIBper capita regional é maior que a média brasileira. O Sul, entretanto, fica atrás das regiões Sudeste e Centro-Oeste no quesito PIB per capita. O Norte e o Nordeste puxam a média nacional para baixo.


Fonte: IBGE

O estereótipo de “sul maravilha” ainda parece valer para a região Sul, a despeito da evolução econômica mais acelerada de outras regiões brasileiras, como Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em indicadores como mortalidade infantil e analfabetismo as taxas do Sul são inferiores às médias nacionais, o que se traduz em maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o indicador da Organização das Nações Unidas para qualidade de vida. A taxa de mortalidade infantil do Rio Grande do Sul, por exemplo, é a mais baixa do Brasil. O IDH do Sul é o maior dentre todas as regiões brasileiras – sendo que na região o maior é o de Santa Catarina.

A região Sul é a que apresenta menor índice de desigualdade social no Brasil, segundo a Fundação Getulio Vargas. A melhor distribuição de renda explica por que o PIB per capita do Sul é mais baixo que o do Centro-Oeste, por exemplo, mas o IDH é maior. Estudo da FGV apontou que Florianópolis é a capital brasileira com maior porcentagem de população classe A no Brasil: 27,7% das famílias têm renda mensal superior a R$ 6.745. Dentre todas as cidades brasileiras, perde somente para Niterói (RJ). O estado de Santa Catarina é o que possui menor número de miseráveis no país, de acordo com o IBGE.

Um outro indicador que demonstra a melhor condição social do Sul é a densidade domiciliar, ou número médio de moradores por domicílio, que está relacionada à redução da fecundidade. A do Rio Grande do Sul é a menor dentre os estados, e a da região Sul é a menor dentre as regiões. Com menor fecundidade, a tendência é de que a população fique, na média, mais velha. O Sul é também a região com maior expectativa de vida do país: 75,2 anos. Santa Catarina é o estado campeão, com 75,8 anos.


Fonte: IBGE, 2009

Fonte: Anuário Expressão, leia aqui.

Corredores de ônibus, por Adamo Bazani

10 de agosto de 2011 | N° 9257

ARTIGOS

A prioridade aos transportes públicos não é somente uma questão de mobilidade, mas de qualidade de vida, redução dos impactos da poluição sobre o meio ambiente, ganho de tempo e também de dinheiro. Financeiramente, a economia se dá principalmente ao se evitar que bilhões de reais sejam desperdiçados. É dinheiro gasto diretamente com obras faraônicas, com túneis e elevados que desfiguram ruas e avenidas.

Quando se prioriza o transporte público no espaço urbano, especialmente por meio de ônibus – que são mais abrangentes em termos geográficos –, democratiza-se esse espaço. A atual ausência de infraestrutura adequada advinda da falta de prioridade aos transportes públicos se reflete em custos maiores para os operadores de ônibus e pressões por aumento de tarifas.

Tornando o transporte público mais eficiente, especialmente com corredores de ônibus, é possível operar o sistema com tarifas mais baixas. Aliados à utilização de veículos elétricos ou híbridos, os corredores são contribuição preciosa à sustentabilidade ligada à mobilidade urbana.

Além de se fazer justiça quando se fala em uso do espaço urbano, a implantação de corredores de ônibus é vantajosa também no aspecto social. Boa parte de quem usa ônibus não tem condições de possuir um carro de passeio ou outra forma de deslocamento. Essas pessoas, geralmente de baixa renda, não podem acabar, proporcionalmente, pagando mais caro para se deslocar do que um dono do carro.

Em relação ao transporte por ônibus, os melhores resultados são observados no sistema BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit. Ele não é apenas um corredor de ônibus, mas um sistema operacional que apresenta maior fluidez e velocidade, especialmente por tirar os veículos dos congestionamentos.

Em resumo, corredores de ônibus ajudam a democratizar o espaço público, aumentam a velocidade do transporte coletivo e diminuem os custos de operação, beneficiando classes de média e baixa renda. Basta vontade política para investir em transporte público, especialmente em corredores de ônibus BRT, sempre levando em conta a realidade econômica de qualquer município.

Originalmente publicado no DC on-line, aqui.

 

Mudanças Climáticas (LEIA este artigo)

09/08/2011     –   Fonte: Revista Fórum

Mitos sobre o aquecimento global desmentidos pela ciência

O site científico americano Skeptical Science elaborou uma lista de mitos utilizados por céticos que tentam negar o aquecimento global. A lista traz o mito e o que a ciência diz sobre ele, em 140 caracteres. Cada uma dessas respostas está fundamentada com um link a uma explicação científica, como o leitor poderá ver no original aqui, ou traduzido para o português aqui.Segue abaixo a lista dos argumentos, traduzidos por Déborah Danowski.

Argumento cético versus Ciências:

1 – “O clima já mudou antes” – O clima reage a tudo que o força a mudar naquele momento; os humanos são agora a força dominante.

2 – “É o sol” – Nos últimos 35 anos de aquecimento global, o sol e o clima têm caminhado em direções opostas.

3 – “Não é ruim” –Os impactos negativos sobre a agricultura, a saúde e o meio ambiente ultrapassam de longe os positivos.

4 – “Está esfriando” – A última década, 2000-2009, foi a mais quente já registrada.

5 – “Não há consenso” – 97% dos especialistas do clima concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

6 – “Os modelos não são confiáveis – Os modelos reproduzem com sucesso as temperaturas globais desde 1900, em terra, no ar e no oceano.

7 – “Os registros de temperatura não são confiáveis” – A tendência de aquecimento é a mesma nas áreas rurais e urbanas, medida por termômetros e satélites.

8 – “Os animais e as plantas conseguem se adaptar” – O aquecimento global causará a extinção em massa das espécies que não conseguirem se adaptar num curto intervalo de tempo.

9 – “O clima não esquentou desde 1998″ – Pelos registros globais, 2010 foi o ano mais quente já registrado, empatando com 2005.

10 – “O gelo da Antártica está aumentando” – As medições por satélites mostram que a Antártica está perdendo gelo terrestre em velocidade crescente.

11 – “Nos anos 70 se previu uma Idade do Gelo” – A grande maioria dos artigos publicados por climatologistas nos anos 1970 previa um aquecimento.

12 – “Há defasagem cronológica entre o aumento de CO2 e o aumento da temperatura” [i.e.: as mudanças no CO2 se seguem às mudanças na temperatura, e com uma defasagem de 600 a 1000 anos] – Nos intervalos entre as Idades do Gelo do passado o CO2 não iniciou o aquecimento, mas o amplificou

13 – “Estamos caminhando para uma Idade do Gelo” – A preocupação deve ser com os impactos do aquecimento global nos próximos 100 anos, e não com uma Idade do Gelo daqui a 10 mil anos.

14 – “A acidificação dos oceanos não é um problema sério” – A história passada mostra que, quando o CO2 subiu rapidamente, houve extinção em massa de recifes de corais

15 – “Os gráficos em forma de taco de hockey estão desacreditados” – Os estudos recentes concordam que as recentes temperaturas globais não têm precedentes nos últimos 1000 anos.

16 – “Os furacões não estão ligados ao aquecimento global” – Há evidência crescente de que os furacões estão ficando mais fortes devido ao aquecimento global.

17 – “As geleiras estão crescendo” – A maioria das geleiras está diminuindo, criando um sério problema para milhões de pessoas que dependem delas para obter água.

18 – “A sensibilidade climática é baixa” – A quantidade líquida de retroalimentação positiva é confirmada por muitas linhas diferentes de evidências.

19 – “Al Gore errou” – O livro de Al Gore é bastante preciso, muito mais preciso que os argumentos dos que negam o aquecimento.

20 – “São os raios cósmicos” – Os raios cósmicos não mostram uma tendência nos últimos 30 anos e tiveram pouco impacto sobre o aquecimento global recente.

21 – “1934: o ano mais quente já registrado” – 1934 foi um dos anos mais quentes nos EUA, mas não globalmente.

22 – “Climategate: Os emails do Climatic Research Unit (Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia) sugerem que há uma conspiração” – Investigações independentes mostraram que não houve má conduta dos cientistas nesse incidente dos emails explorado pela mídia.

23 – “Está um frio de rachar” – Um dia frio em uma localidade particular não tem nenhuma relação com a tendência de longo prazo de aumento global na temperatura.

24 – “Eventos climáticos extremos não são causados pelo aquecimento global” – Eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e fortes por causa do aquecimento global.

25 – “A elevação do nível do mar está sendo exagerada” – Vários métodos diferentes de medição mostraram que houve uma elevação regular do nível dos oceanos no século passado.

26 – “É efeito das ilhas urbanas de calor” – As regiões urbanas e rurais mostram a mesma tendência de aquecimento.

27 – “Marte está esquentando” – Marte não está esquentando globalmente.

28 – “O derretimento do gelo do Ártico é um ciclo natural” – O espesso gelo marinho do Ártico está sofrendo uma rápida diminuição.

29 – “O efeito do aumento do CO2 é pequeno ou nulo” – O forte efeito do CO2 tem sido observado em diferentes medições.

30 – “O Período Medieval Quente era mais quente” – A temperatura global média atual é mais alta que a temperatura global na época medieval.

31 – “É um ciclo de 1500 anos” – Os ciclos naturais antigos são irrelevantes para a atribuição da causa do aquecimento global recente aos humanos.

32 – “Os oceanos estão esfriando” – As medições mais recentes nos oceanos mostram um firme aquecimento.

33 – “O CO2 produzido pelos humanos é uma minúscula fração das emissões de CO2″ – O ciclo natural adiciona e remove CO2 para manter um equilíbrio; os humanos adicionam CO2 extra sem remover nenhum.

34 – “O vapor d’água é o mais poderoso dentre os gases de efeito estufa” – O aumento do CO2 aumenta a quantidade de vapor d’água na atmosfera, o que torna o aquecimento global muito pior.

35 – “O IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) é alarmista” – O IPCC resume a pesquisa recente dos mais importantes cientistas.

36 – “A Groenlândia era verde” – Outras partes da terra esfriaram quando a Groenlândia esquentou.

37 – “O gelo da Groenlândia está aumentando” – A Groenlândia como um todo está perdendo gelo, o que é confirmado pelas medições por satélite.

38 – “O número de ursos polares está aumentando” – Os ursos polares estão em perigo de extinção, assim como muitas outras espécies.

39 – “Não está acontecendo” – Há muitas linhas de evidência que indicam que o aquecimento global é inequívoco.

40 – “Outros planetas estão esquentando” – Marte e Júpiter não estão esquentando, e, de todo modo, o sol nos últimos tempos tem esfriado levemente.

41 – “Não há evidências empíricas” – Há diversas linhas de observação direta de que os humanos estão causando o aquecimento global.

42 – “A limitação das emissões de CO2 irá prejudicar a economia” – Os benefícios da taxação do dióxido de carbono ultrapassam em muito os custos.

43 – “O gelo marinho do Ártico já se recuperou” – O gelo marinho espesso do Ártico está encolhendo rapidamente.

44 – “Estamos saindo da Pequena Idade do Gelo” – Os cientistas concluíram que os fatores que causaram o resfriamento na Pequena Idade do Gelo não estão causando o atual aquecimento global.

45 – “O CO2 não é um poluente” – Por seus impactos no clima, o CO2 representa um perigo para a saúde e o bem-estar públicos, e por isso satisfaz à denominação de poluente do ar.

46 – “Houve um resfriamento em meados do século XX” – O resfriamento em meados do século XX foi devido aos aerossóis e é irrelevante para o recente aquecimento global.

47 –  ”Não há correlação entre CO2 e temperatura” – Há uma correlação de longo prazo entre o CO2 e a temperatura global; outros efeitos são de curto prazo.

48 – “O CO2 é alimento para as plantas” – Os efeitos de um aumento do CO2 sobre as plantas terrestres são variados e complexos, dependendo de inúmeros fatores.

49 – “Já esquentou antes de 1940, quando a taxa de CO2 era baixa” – O aquecimento no início do século XX se deveu a causas diversas, inclusive o aumento de CO2.

50 – “Os satélites não mostram aquecimento na troposfera” – Os dados de satélite mais recentes mostram que a terra como um todo está esquentando.

51 – “A quantidade de CO2 era maior no passado” – No passado, quando a quantidade de CO2 era maior, o sol era mais frio.

52 – “São os aerossóis” – Os aerossóis têm mascarado o aquecimento global, que de outro modo estaria pior.

53 – “É o El Niño” – O El Niño não apresenta uma tendência, e por isso não é responsável pela tendência do aquecimento global.

54 – “A perda de gelo do Monte Kilimanjaro se deve ao uso da terra” – A maior parte das geleiras do mundo estão encolhendo rapidamente, embora haja alguns casos complexos.

55 – “Não há ponto quente [hot spot] na troposfera” – Vemos claramente a existência de um “ponto quente de curto prazo”, e há várias evidências de um “ponto quente de longo prazo”.

56 – “O inverno de 2009-2010 teve ondas de frio recordes” – Um dia frio de inverno em Chicago não tem nada a ver com a tendência de aquecimento global.

57 – “É a Oscilação Decenal do Pacífico” – A ODP não mostra uma tendência, e, portanto não é responsável pela tendência de aquecimento global.

58 – “Os cientistas não conseguem nem prever o tempo” – Tempo e clima são coisas diferentes. Previsões climáticas não necessitam dos detalhes do tempo.

59 – “É um ciclo natural” – Nenhum forçamento natural conhecido é capaz de explicar os níveis de aquecimento observado, exceto os gases de efeito estufa antropogênicos.

60 – “A 2ª lei da termodinâmica contradiz a teoria do efeito estufa” – A 2ª lei da termodinâmica é coerente com o efeito estufa que é diretamente observado.

61 – “O IPCC estava errado sobre as geleiras do Himalaia” – As geleiras estão encolhendo rapidamente no mundo todo, apesar de 1 erro em 1 parágrafo do relatório de 1.000 páginas do IPCC.

62 – “Limitar as emissões de CO2 será prejudicial para os pobres” – Aqueles que menos contribuem para as emissões de gases de efeito estufa serão os que sofrerão os maiores impactos das mudanças climáticas.

63 – “São os oceanos” – Os oceanos estão esquentando e, mais ainda, estão se tornando mais ácidos, o que ameaça a cadeia alimentar.

64 – “O IPCC estava errado sobre a Floresta Amazônica” – As afirmações do IPCC sobre a Floresta Amazônica estão corretas, e foram incorretamente reproduzidas por alguns meios de comunicação

65 – “Não somos nós” – Diversos conjuntos de observações independentes mostram uma influência humana nas mudanças climáticas.

66 – “O manto de gelo da Groenlândia não irá derreter” – Quando a Groenlândia era de 3 a 5 º C mais quente que hoje, uma grande parte do Manto de Gelo derreteu.

67 – “As previsões de elevação do nível do mar são exageradas” – A elevação do nível do mar está agora aumentando mais rápido que o previsto porque o gelo está derretendo mais rápido que o esperado.

68 – “O efeito estufa do CO2 está saturado” – Medições diretas constatam que o CO2 continua armazenando mais calor, o que mostra que o efeito estufa do CO2 não está saturado.

69 – “Os corais são resistentes ao branqueamento” – Aproximadamente 1% dos corais estão morrendo a cada ano no mundo todo.

70 – “As nuvens atuam como uma retroalimentação negativa” – Acumula-se evidências de que a retroalimentação das nuvens é provavelmente positiva e é improvável que seja fortemente negativa.

71 – “Os vulcões emitem mais CO2 que os humanos” – Os humanos emitem 100 vezes mais CO2 que os vulcões.

72 – “O efeito estufa já foi refutado” – O efeito estufa é física básica, e é confirmado pelas observações.

73 – “É o metano” – O metano tem um papel menor no aquecimento global, mas pode piorar muito se o permafrost (solo e subsolo permanentemente congelados) começar a degelar.

74 – “O CO2 tem uma permanência curta na atmosfera” – O excesso de CO2 das emissões humanas tem uma permanência longa, de mais de 100 anos.

75 – “A umidade está baixando” – Diversas linhas independentes de evidência indicam que a umidade está subindo e que causa uma retroalimentação positiva.

76 – “Netuno está esquentando” – E o sol está esfriando.

77 – “As primaveras não estão se antecipando” – Centenas de espécies de flores no Reino Unido estão florescendo mais cedo do que há 250 anos.

78 – “Jupiter está esquentando” – Jupiter não está esquentando, e de todo modo o sol está esfriando.

79 – “É o uso da terra” – O uso da terra tem um papel menor nas mudanças climáticas, embora o sequestro de carbono possa ajudar a mitigá-las.

80 – “A ciência não está estabelecida” – O conhecimento de que o CO2 antropogênico está causando o aquecimento global possui um alto nível de certeza e é confirmado pelas observações.

81 – “As medições de CO2 são suspeitas” – Os níveis de CO2 são medidos por centenas de estações espalhadas pelo mundo, e todas relatam a mesma tendência.

82 – “O aquecimento global parou em 1998, 1995, 2002, 2007, 2010, ???” – A temperatura global ainda está subindo, e 2010 foi o ano mais quente já registrado.

83 – “500 cientistas refutam o consenso” – Aproximadamente 97% dos especialistas em climatologia concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

84 – “O CO2 não está aumentando” – O CO2 está aumentando rapidamente, e está alcançando níveis que há milhões de anos não são vistos na terra.

85 – “O recorde na precipitação de neve desmente o aquecimento global” – O aquecimento leva a um aumento na evaporação e na precipitação, o que significa mais neve no inverno.

86 – “O CO2 está vindo dos oceanos” – Os oceanos estão aborvendo enormes quantidades de CO2, e como resultado disso estão se tornando mais ácidos.

87 – “Os cientistas tentaram ‘esconder o declínio’ na temperatura global” – O ‘declínio’ se refere à diminuição na largura dos “anéis das árvores” do hemisfério norte, não à temperatura global, e foi abertamente discutido em artigos e relatórios do IPCC.

88 – “Plutão está esquentando” – E o sol vem esfriando nos últimos tempos.

89 – “O comprimento dos ciclos solares prova que é o sol” – O sol não esquenta desde 1970, e por isso não pode estar causando o aquecimento global.

90 – “O Ártico era mais quente em 1940″ – Os dados reais mostram que as altas latitudes no hemisfério norte estão mais quentes hoje que em 1940.

91 – “O gelo marinho antártico está aumentando” – O gelo marinho da Antártica aumentou nas últimas décadas apesar de um concomitante aquecimento no oceano antártico.

92 – “O IPCC está superestimando o aumento de temperatura” – Lord Monckton (um dos principais céticos que tem contestado o aquecimento em palestras pelo mundo) usou a equação do IPCC de maneira inapropriada.

93 – “O CO2 não é a única causa do clima” – A teoria, os modelos e as medições diretas confirmam que o CO2 é atualmente a principal causa das mudanças climáticas.

94 – “É influência dos microsítios” – A influência dos microsítios sobre as mudanças de temperatura são mínimas; sítios bons e ruins mostram a mesma tendência.

95 – “É o albedo” – A alteração no albedo do Ártico, devida ao encolhimento do gelo, está aumentando o aquecimento global.

96 – “A largura dos anéis das árvores divergem das temperaturas após 1960″ – Este é um detalhe complexo, local e irrelevante para a tendência de aquecimento global observada.

97 – “É a fuligem” – A fuligem fica na atmosfera durante dias ou semanas; o dióxido de carbono causa um aquecimento que dura séculos.

98 – “Os humanos são insignificantes demais para afetar o clima global” – Os humanos são pequenos, mas poderosos, e as emissões humanas de CO2 estão causando um aquecimento global.

99 – “Limitar as emissões de CO2 fará pouca diferença” – Se todos os países concordarem em limitar as emissões de CO2, poderemos conseguir cortes significativos em escala global.

100 – “As estações desconsideradas introduziram um desvio de aquecimento” – Se os dados das estações desconsideradas tivessem sido mantidos, as temperaturas na verdade seriam levemente mais altas.

101 – “Lindzen e Choi encontraram uma baixa sensibilidade climática” – Outros climatologistas consideram que o artigo de Lindzen e Choi contém erros inaceitáveis.

102 – “Energia renovável é cara demais” – Se contarmos todos os custos associados com a queima de carvão e outros combustíveis fósseis, como poluição do ar e efeitos sobre a saúde, na verdade eles são bem mais caros que a maioria das fontes de energia renováveis.

103 – “É o aumento da intensidade global da luz” – Esse é um efeito complexo dos aerosóis, e seu significado para a temperatura não está claro.

104 – “Phil Jones diz que não há aquecimento global desde 1995″ – Não foi isso o que Phil Jones disse.

105 – “A previsão que Hansen fez em 1988 estava errada” – Jim Hansen fez previsões para vários cenários possíveis; suas previsões para o cenário de nível médio B estavam corretas.

106 – “Mudaram o nome de aquecimento global para mudanças climáticas” – “Aquecimento global” e “mudanças climáticas” significam coisas diferentes e ambas as expressões têm sido usadas há décadas.

107 – “É a alternância de regimes climáticos” – Não há evidências de que o clima tenha “regimes” caóticos de longo prazo.

108 – “O processo de revisão interpares era desonesto” – Uma sindicância independente concluiu que as ações da CRU (Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia) foram normais e não ameaçavam a integridade da revisão interpares.

109 – “Menos da metade dos cientistas com publicações endossam o aquecimento global” – Aproximadamente 97% dos especialistas do clima concordam que os humanos estão causando o aquecimento global.

110 – “A perda do gelo marinho ártico é equivalente ao ganho de gelo marinho antártico” – A perda de gelo marinho no Ártico é três vezes maior que o ganho de gelo marinho na Antártica.

111 – “Não é urgente” – Um alto grau de aquecimento está latente, e se não agirmos agora, podemos ultrapassar os pontos críticos.

112 – “Os ciclos solares causam o aquecimento global” – Durante as últimas décadas, o sol tem esfriado levemente, e é irrelevante para o recente aquecimento global.

113 – “O gelo não está derretendo” – O gelo marinho do Ártico já perdeu uma área equivalente à Austrália oriental, e o gelo marinho de verão ou plurianual pode desaparecer em menos de uma década.

114 – “A Terra não esquentou tanto quanto se esperava” – Esse argumento ignora o efeito de resfriamento dos aerossóis e a inércia térmica do planeta.

115 – “A elevação do nível do mar está desacelerando” – Os dados globais mostram que a elevação do nível do mar tem aumentado desde 1880, e as previsões da elevação futura baseiam-se na física, não na estatística.

116 – “Pedidos baseados na lei de Liberdade de Informação (FOI) foram ignorados” – Uma investigação independente revelou que a CRU é um centro de pesquisas pequeno, com recursos limitados, e não há dúvidas sobre seu rigor e honestidade.

117 – “Mais de 31.000 cientistas assinaram a petição organizada pelo OISM (Oregon Institute of Science and Medicine) – A petição do OISM só foi assinada por alguns poucos cientistas.

118 – “É difícil demais” – Estudos científicos determinaram que a tecnologia atual é suficiente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em grau suficiente para evitar mudanças climáticas perigosas.

119 – “É o ozônio” – O ozônio tem um efeito pequeno.

120 – “O IPCC ‘sumiu’ com o Período Quente Medieval” – O IPCC simplesmente atualizou seus gráficos de histórico da temperatura para mostrar os melhores dados disponíveis na época.

121 – “O estudo de Naomi Oreskes sobre o consenso estava errado” – Benny Peiser, que criticou Oreskes, acabou retirando sua crítica.

122 – “Trenberth não consegue explicar a ausência de aquecimento” – Trenberth está se referindo a detalhes do fluxo de energia, e não a se o aquecimento global está ou não acontecendo.

123 – “O clima é caótico e não pode ser previsto” – O tempo é caótico, mas o clima é influenciado pelo desequilíbrio energético da Terra, que é mais previsível.

124 – “O derretimento do gelo não está aquecendo o Ártico” – O derretimento do gelo faz com que mais luz solar seja absorvida pela água, o que esquenta o Ártico.

125 – “A perda dos mantos de gelo está sendo superestimada” – Diversas medições independentes encontraram uma extensa perda de gelo na Antártica e na Groenlândia.

126 – “Uma queda na atividade vulcânica causou o aquecimento” – Os vulcões não tiveram um efeito de aquecimento no recente aquecimento global – se houve algum efeito, foi de resfriamento.

127 – “Os renováveis não são suficientes para fornecer energia de base” – Uma combinação de fontes renováveis complementada por gás natural pode fornecer energia de base.

128 – “Erros nas medições por satélites inflaram as temperaturas dos Grandes Lagos” – Os erros das medições por satélites na região dos Grandes Lagos não são usados em nenhum registro das temperaturas globais.

129 – “A respiração contribui para o acúmulo de CO2″ – Na expiração, nós apenas devolvemos para o ar o mesmo CO2 que estava lá antes.

130 – “O consenso do IPCC é forjado” – 113 países assinaram o relatório do IPCC de 2007, o qual apenas resume o corpo atual de evidências na ciência da climatologia.

131 – “Soares descobriu que não há correlação entre o CO2 e a temperatura” – Soares analisou tendências de curto-prazo altamente influenciadas pelas variações naturais, e ignorou a correlação de longo-prazo.

132 – “O CRU manipulou os dados  da temperatura” – Uma investigação independente checou as fontes primárias de dados e conseguiu reproduzir os resultados do CRU.

133 – “O vapor d’água na estratosfera parou o aquecimento global” – Essa possibilidade significa apenas que o aquecimento global futuro pode ser ainda pior.

134 – “As emissões de CO2 não têm correlação com a concentração de CO2″ – Que os humanos estão causando o aumento de CO2 na atmosfera é confirmado por muitas análises isotópicas.

135 – “O sol está esquentando” – O sol acabou de passar pelo período de mais baixa atividade nos últimos 100 anos.

136 – “Mauna Loa é um vulcão” [ou seja, os dados da estação de Mauna Loa estariam sendo influenciados pelas emissões do vulcão] – A tendência global é calculada a partir de centenas de estações de medição de CO2 e é confirmada por satélites.

137 – “É calor residual” – O aquecimento causado pelo efeito estufa está adicionando 100 vezes mais calor no clima do que o calor residual.

138 – “Um aumento exponencial de CO2 resultará num aumento linear da temperatura” – Os níveis de CO2 estão subindo tão rápido que, a menos que se reduzam as emissões, haverá uma aceleração do aquecimento global neste século.

139 – “A cobertura de neve bateu o recorde no inverno de 2008/2009″ – A cobertura de neve no inverno 2008/2009 ficou dentro da média; a tendência de longo prazo na primavera e verão e a cobertura anual estão em rápido declínio.

140 – “O nível do mar não está subindo” – A alegação de que o nível do mar não está subindo se baseia em gráficos escandalosamente adulterados, e são refutados pelas observações.

141 – “Estamos nos aproximando de um resfriamento – Não têm fundamento científico as afirmações de que o planeta vai começar a esfriar num futuro próximo.

142 – “Esquentou na mesma velocidade nos períodos 1860-1880 e 1910-1940″ – A tendência de aquecimento de 1970 a 2001 é maior que o aquecimento de 1860 a 1880 e de 1910 a 1940.

143 – “Venus não tem um efeito estufa extremo” – Muito provavelmente Venus já sofreu antes uma fase de efeito estufa galopante ou “úmido”, e hoje  é mantido quente por uma atmosfera densa em CO2.

144 – “A Antártica é fria demais para perder gelo” – As geleiras estão derretendo mais rápido para o oceano porque os mantos de gelo estão ficando mais finos devido ao aquecimento dos oceanos.

145 – “O nível dos oceanos tem relação com as manchas solares” – Esse detalhe é irrelevante para a observação do aquecimento global causado pelos humanos.

146 – “O nível de CO2 era mais alto no período Ordoviciano tardio” – O sol era bem mais frio durante o Ordoviciano.

147 – “São os CFCs” – A contribuição dos CFCs (clorofluorocarbonetos) é pequena.

148 – “Os cientistas voltaram atrás na alegação de que o nível do mar está subindo” – Os autores do artigo de Siddall escrito em 2009 voltaram atrás porque a elevação do nível do mar que previam estava baixa demais.

149 – “O aquecimento é que causa o aumento de CO2″ – O aquecimento recente se deve ao aumento de CO2.

150 – “Os atóis de corais crescem com a elevação do nível do mar” – Milhares de atóis de corais se “afogaram” porque foram incapazes de crescer rápido o bastante para sobreviver à elevação do nível do mar

151 – “A Groenlândia só perdeu uma pequena porção de sua massa de gelo” – A perda de gelo na Groenlândia está se acelerando e contribuirá com alguns metros para a elevação do nível do mar nos próximos séculos.

152 – “O DMI (Danish Meteorological Institute) mostra que o Ártico está esfriando” – Embora as máximas no verão tenham mostrado uma baixa tendência de aumento, a média anual das temperaturas no Ártico subiu fortemente nas últimas décadas.

153 – “Os céticos ficaram de fora do IPCC?” – Os registros oficiais, os editores e os emails sugerem que os cientistas do CRU agiram dentro do espírito, se não da letra, das regras do IPCC.

154 – “A retroalimentação positiva significa um aquecimento descontrolado” – A retroalimentação positiva não levará a um aquecimento descontrolado; os estágios subsequentes nos ciclos de retroalimentação serão cada vez mais fracos, limitando a amplificação.

155 – “São só alguns graus” – Um aquecimento de alguns graus terá um enorme impacto sobre os mantos de gelo, o nível dos mares e outros aspectos do clima.

156 – “Limitar a emissão de CO2 não vai esfriar o planeta” – Limitar o CO2 não vai esfriar o planeta, mas fará a diferença entre um aquecimento global contínuo em níveis catastróficos e uma diminuição e até uma paralização do aquecimento em níveis talvez seguros.

157 – “É a variabilidade interna” – A variabilidade interna só explica uma pequena parte do aquecimento e do resfriamento em intervalos de décadas, e estudos científicos mostraram de maneira consistente que ela não explica o aquecimento ao longo do século passado.

158 – “O investimento em energia renovável diminui o nível de empregos” – O investimento em energias renováveis cria mais empregos do que o investimento em energia de combustíveis fósseis.

159 – “São as transmissões de microondas dos satélites” – As transmissões dos satélites são extremamente pequenas e irrelevantes.

160 – “A Royal Society considera o ceticismo” – Mesmo assim, a Royal Society afirma veementemente que a atividade humana é a causa dominante do aquecimento global.

161 – “O CO2 causa somente 35% do aquecimento global” – O CO2 e a retroalimentação de vapor d’água são as maiores causas do aquecimento global.

162 – “Não tínhamos aquecimento global durante a Revolução Industrial” – As emissões de CO2 eram muito menores há 100 anos.

163 – “Hansen previu que a West Side Highway ficaria embaixo d’água” – Hansen estava especulando sobre as mudanças que poderiam acontecer se o CO2 duplicasse.

164 – “Ljungqvist derrubou a curva do gráfico de taco de hockey” – A reconstrução das temperaturas feita por Ljungqvist é muito similar a outras reconstruções por Moberg e Mann.

165 – “Remover todo o CO2 faria pouca diferença” – Remover o CO2 faria com que a maior parte da água contida no ar se precipitasse sob a forma de chuva, o que cancelaria a maior parte do efeito estufa.

Texto encaminhado pela minha amiga Fernanda Muller e publicado no site do Instituto Carbono Brasil.

Por que não pedalar na contramão?

Ontem conversando com um amigo, ele me disse que tinha um texto muito legal sobre o assunto e que me enviaria o mesmo. Já conhecia ese texto do Vá de Bike, bastante esclarecedor e informativo para quem o lê.

Como ainda temos muitos ciclistas que transitam pela contramão aqui na Grande Florianópolis, não custa replicar o assunto e conscientizar mais “usuários das nossas ruas”.

Por que não pedalar na contramão? (Original aqui, Vá de Bike)

Relacionei abaixo vários motivos para não pedalar na contramão. Dá para escrever páginas e páginas sobre esse assunto, juro que tentei ser sucinto.

Os números entre parênteses referem-se às fontes de onde retirei as informações (citadas e linkadas no final do texto).

Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores (principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto) (1).

Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele De acordo com estudos científicos sobre colisões, têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão que ciclistas que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993) (1). Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão (6).

Não há tempo de reação: Mais de 50% dos acidentes são de responsabilidade do próprio ciclista (2) – alguns citam 90% (5) – e em menos de 1% dos acidentes o ciclista sofre uma colisão traseira (2). Você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade NÃO ESTÁ. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar dele, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas, ou seja: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60km/h com você a 20 estará chegando a você a 80km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade: 40km/h. Com o bom uso de um espelho e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O carro também tem esse tempo e é mais importante o carro desviar de você do que você desviar dele, porque ele consegue desviar melhor. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o carro pode fazer isso se houver tempo suficiente.

Em caso de colisão, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com o carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante, a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão devido à inércia – era seu movimento anterior, a bicicleta foi agarrada pelo carro e você continuou – ou devido à transmissão de energia cinética – o carro colidiu com a bicicleta, transferiu parte do movimento para ela e conseqüentemente para seu corpo; quando a bicicleta parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais, seu corpo sairá para a frente com o movimento transferido. Melhor voar por cima da bicicleta em direção, provavelmente, ao asfalto livre e estacionário, do que se chocar com um parabrisa ou capô que além de estar a um metro de você no momento da colisão ainda vem em sua direção, com a força de impacto de várias toneladas.

É mais difícil evitar a colisão: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa (3). Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão, tendo muito mais tempo para reagir (1).

Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação, ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado. Você também não pode se jogar para a calçada, há carros parados. O que acontece? Se vocês estivessem no mesmo sentido, ele teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.

Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos (2). Quando um carro entra num cruzamento, ele olha apenas para o lado do qual os carros vêm! Imagine um carro entrando numa avenida. Para que lado ele olha? Para a esquerda. Não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta e ele te pega de frente (1). Não tem buzininha que resolva isso.

Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você esteja parado. Esqueça se jogar para a calçada, há um carro estacionado do seu lado. Meus pêsames.

Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso (4), imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.

Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado que os carros vêem. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma rua a pé. Com isso, pode acontecer de alguém aparecer do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você.

Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda (sim, isso incomoda muitos motoristas, que têm a sensação que você está ocupando um espaço que não é seu e deveria estar na calçada). Passar em todos os sinais fechados também os irrita (“o folgado ali só faz isso porque não leva multa mesmo”). Outras pequenas infrações também irritam os motoristas, seja por inveja, por uma falsa sensação de invasão de espaço pessoal ou pela sensação de injustiça (“pô, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheia.

Você deve *ser* a mudança que deseja ver no mundo – Mahatma Gandhi

Fontes

1 Bicycling Street Smarts: Where to Ride on the Road

2 Escola de bicicleta: pedalar no trânsito

3 Guia Bike na Rua (por Cleber Anderson)

4 Medo de ciclista ou medo da própria consciência? – Reflexão sobre a coluna de Lucas Mendes

5 Traffic safety solutions in the works – Las Vegas Sun, 04/Jun/2004

6 Bicyclesafe.com – How to Not Get Hit by Cars

Para saber mais

Dicas para o ciclista urbano – Parte I: como sobreviver ao trânsito

O que o Código de Trânsito diz sobre nós ciclistas

Para andar melhor.

Posted in Cicloativismo, Falta de Educação, Respeito e Bom Senso., Textos Diversos Recebidos by danielbiologo on 19 de julho de 2011

Integração dos modais de transporte urbano e transporte de massa eficiente, custo, horários e linhas exclusivas, são uma parte da solução na questão da Mobilidade Urbana.
BICICLETÁRIOS SEGUROS, nos terminais e nos comércios são fundamentais, para que uma boa parcela de pessoas deixem seus carros que geram os congestionamentos em casa, esta é outra parte da solução.
Assim um pedaço aqui, uma parte ali e “integrando” estas “peças” estaremos promovendo a tal da MOBILIDADE URBANA.

Chega de priorizar o transporte individual motorizado.

19 de julho de 2011 | N° 9235

PARA ANDAR MELHOR

Muitos projetos, muito a fazer

Se quiser implantar o sistema BRT, como prometeu, prefeitura de Florianópolis terá que realizar profundas mudanças 

Você trocaria o conforto do seu carro por um ônibus que não fique parado nos engarrafamentos, chegue na hora certa, tenha prioridade nos semáforos e seja integrado com carros, bicicletas e táxis? Se a resposta for sim, há bons motivos para ficar atento às discussões do sistema BRT (Bus Rapid Transit).

Curitiba foi pioneira ao implantar o sistema, em 1979. Depois, o modelo se espalhou pelo mundo. Com a Copa do Mundo 2014, o BRT voltou à tona. Nove das 12 cidades-sede têm projetos para implementá-lo. O modelo coloca o ônibus como prioridade no trânsito. Uma das ideias são os corredores exclusivos, que garantem o escoamento rápido pois não há congestionamentos.

Na Grande Florianópolis, há dois projetos sendo discutidos atualmente. Um deles é tocado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis (SDR), que assinou, em maio, um contrato de R$ 6,44 milhões para fazer o estudo de viabilidade econômica e ambiental de um transporte de superfície. Há opção de ser usado o BRT (ônibus) ou o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), um tipo de trem ou metrô.

O outro projeto é da prefeitura da Capital, que quer o BRT. A promessa é que a licitação de estudo de viabilidade esteja na rua em setembro para projetar a linha Centro-Universidade Federal de SC (UFSC).

O Diário Catarinense conversou com o professor do Departamento de Automação da UFSC e especialista em Sistemas Inteligentes de Transportes, Werner Kraus Junior, e se debruçou sobre o Manual de BRT: Guia de Planejamento, lançado pelo Ministério das Cidades, para desvendar a tecnologia. Confira nesta página as principais características do sistema e a comparação com a atual situação do transporte público da Capital.
Original aqui, no DC on-line.

Comportamento individualista …

Mais um artigo demonstrando o que venho dizendo há tempos. Enquanto a postura daqueles que integram o trânsito, sejam motoristas de automotores, pedestres e Ciclistas, for o atual comportamento individualista e egoísta (por uma grande parcela de pessoas) nosso trânsito será ou continuará violento e assassino !!!

Matéria abaixo, uma dica da minha amiga Ivanete. 

Sem fiscalização, motoristas não dão a vez, e pedestres se jogam na frente dos carros mesmo com o sinal verde para os automóveis

Débora Klempous/ND

Na Lauro Linhares, Trindade, a mulher com carrinho de bebê desvia carro estacionado na calçada.

O comportamento individualista de motoristas e de pedestres, e a falta de fiscalização policial têm transformado o trânsito de Florianópolis numa guerra de perdedores. Observar o movimento é se deparar com situações que dificultam a mobilidade e aumentam o risco de acidentes, mas que poderiam ser facilmente evitadas. Estacionar em fila dupla ou não dar a vez para o pedestre na faixa, e o pedestre, que praticamente se joga na frente dos carros com o sinal está verde para os automóveis – especialmente na praça 15 e em frente ao Ticen – são reflexos da falta de fiscalização e de educação para o trânsito.

“Falta consciência de risco, as pessoas nunca acham que o acidente vai acontecer com elas. Falta entendimento de que todos vivem em um espaço público e devem respeitar o espaço do outro”, comenta a psicóloga do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Rosângela Bittencourt. Segundo ela, apenas 10% das infrações são notificadas. Os motivos das imprudências são inúmeros e vão desde falta de planejamento de vida até fatores emocionais. “Os pedestres, por exemplo, estão com pressa, não veem o carro vindo e atravessam. O mesmo acontece para motoristas”, analisa.

Por esses motivos, a doutora em engenharia de transportes Lenise Grando Goldner explica que 70% dos acidentes são causados por atitudes humanas, como desrespeito da lei e falta de educação. “Os fatores viários-ambientais representam 25% junto com os humanos. Isso demonstra que buracos na via, falta de sinalização, deficiências na infraestrutura, chuva, neve, entre outros, também causam acidentes, mas o índice não é tão grande”, complementa.

Solução pode estar na educação

Para a professora Lenise Goldner, uma fiscalização efetiva no trânsito e educação poderiam resolver essa guerra no trânsito. “O que outros países tem e nós não temos é justamente isso. A fiscalização forte inibe esse comportamento e promove a educação. Além disso, se desde o ensino fundamental até a faculdade as pessoas tivessem educação no trânsito seriam adultos mais conscientes”, observa.

Porém, a psicóloga Rosângela Bittencourt acredita que a punição das condutas infratoras apenas não faria com que as pessoas mudassem de atitude. “Isso vem da cultura e da educação. A segurança no trânsito depende do bom senso. O indivíduo tem que aprender a se autofiscalizar”, diz.

Na Capital, o diretor de operações do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e autoridade municipal de trânsito, Maycon Baldessari, afirma que a Guarda Municipal possui 147 agentes de trânsito.

O ideal para uma fiscalização mais efetiva das imprudências em Florianópolis seria um número muito maior que esse, afirma. “Contamos com a ajuda ainda dos policiais militares, porém seria preciso de 400 a 500 agentes. Ainda falta educação dos motoristas na cidade”, diz ele.