Danielbiologo's Blog

Prioridades erradas ….

Para entender mobilidade urbana é necessário deixar o carro em casa. A prioridade dada ao transporte individual motorizado reflete nos problemas de congestionamentos na Grande Florianópolis. Congestionamentos não são um problema, são apenas uma relação, causa x efeito. Em vez de investir milhões em quarta ponte, elevados, duplicações que só estimulam o uso e aumento de motorizados nas ruas, que se invista em transportes de massa e sua integração. Não temos falta de espaço, temos falta de opção, e mobilidade urbana é o cidadão ter opção de um transporte eficiente com baixo custo para seu deslocamento, deixando o carro como última e pior opção. Mais de 80% dos motoristas por aqui carregam apenas uma pasta, uma bolsa ou um caderno, sendo possível seu deslocamento em transporte coletivo e Bicicleta.

Para ver o original publicado no DC, clique sobre a imagem do jornal impresso. 

Pedalando para o Futuro.

Pedalando para o futuro (cotidiano.ufsc.br)

Bicicleta é uma das alternativas para solucionar problemas em Florianópolis

Por Arianna Fonseca
aariannaf@gmail.com
08/09/2011
O excesso de carro nas ruas e seu uso como principal meio de transporte em Florianópolis está gerando uma crise de circulação na capital. Considerada a cidade com pior mobilidade urbana no Brasil, vários estudos estão sendo feitos para mudar essa perspectiva e solucionar o problema dos freqüentes congestionamentos. Para isso, as alternativas mais viáveis ainda são de utilizar o transporte coletivo por ter mais pessoas num menor espaço físico ou usar a bicicleta como um meio ágil, saudável, econômico e ecológico de se locomover, principalmente em trechos pequenos.
Uma infra-estrutura adequada com bicicletários, ciclovias e ciclofaixas seguras são necessárias para mobilizar a população e aumentar o número de ciclistas. De acordo com o presidente da Viaciclo (Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis) Daniel de Araujo Costa, não há muitas estatísticas sobre o uso de bicicletas na cidade, mas nota-se que desde 2001, quando a Viaciclo foi criada, (o número de ciclistas tem aumentado muito) hoje estimamos uma parcela de pessoas de 20 a 30% como uma demanda reprimida que quer utilizar a Bicicleta em seu cotidiano. Os benefícios são tanto para a saúde melhorando o condicionamento físico da pessoa, como também para a cidade, já que não polui e evita congestionamentos.
Por melhorar a qualidade de vida das pessoas, o veículo está se tornando cada vez mais popular, tendo vários grupos de ciclistas e defensores do uso da bicicleta. Porém, a bicicleta não consegue atingir maior popularidade por diversos motivos. O risco constante decorrente da falta de segurança para trafegar nas ruas, a inexistência de locais apropriados para deixar a bicicleta e a violência são algumas razões. Costa afirma que o desrespeito dos motoristas é mais relevante e que os códigos de trânsito devem ser respeitados. “É preciso que o cidadão pense que o trânsito depende de nossas atitudes em relação aos outros”.
A professora Gisele Ammon Xavier desenvolveu junto ao Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC uma pesquisa sobre a inserção da bicicleta na política de mobilidade urbana brasileira e defende que a bicicleta possibilita o desenvolvimento sustentável. “As práticas do dia-a-dia não mudaram, mas temos uma mudança de paradigma acontecendo”, avalia Gisele.
Atualmente há uma alteração de discurso na sociedade. Estamos vivendo numa época em que a sustentabilidade está cada vez mais em pauta. João Alencar Oliveira Junior, representante da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, afirma que “enquanto o petróleo for barato vai ser usado e com a escassez, ele vai ser substituído”. Oliveira alerta que o município que não tiver planejamento sustentável no prazo de três anos não acessará recurso federal, mostrando a importância de se repensar na questão da mobilidade urbana o quanto antes.
Para resolver isso, vários projetos de carros híbridos que poluem muito menos o ar estão sendo feitos, mas ainda é muito caro para os consumidores. Porém, essa solução futuramente pode virar outro problema: com tantos “carros limpos” na cidade, faltará espaço nas ruas para sua utilização. “A indústria está se preparando com carros que não emitem gases nocivos ao ar, mas com o mesmo tamanho dos outros carros, ainda teremos congestionamentos”, confirma o doutor em transporte Luis Antônio Lindau, da Embarq Brasil.
De acordo com o DETRAN/SC (Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina), a frota de veículos motorizados em Florianópolis chegou a 279.784 em agosto deste ano, cerca de 15 mil a mais do que no mesmo período em 2010. Nota-se que essa frota está aumentando a cada mês na capital. Desse número, apenas 1711 são ônibus que circulam pela cidade.
Compare aqui os anos de 2010 e 2011.
O uso de transporte público é outra questão que deve ser avaliada pelos motoristas de carro. Se o trajeto for muito longo ou o dia não for favorável para utilizar a bicicleta, pode-se pensar nessa forma de se locomover ao lugar desejado e evitar maiores congestionamentos. Costa comenta que “é preciso um sacrifício individual para que a coletividade seja beneficiada”. E essa mudança de atitudes, mesmo que pequena, precisa ser tomada rapidamente antes que a cidade definitivamente pare.
Clique nas perguntas abaixo para ouvir a entrevista com o presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis Daniel Costa:
 1. A Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro, tem a intenção de fazer a sociedade refletir sobre o modelo atual de mobilidade urbana. Qual é a programação para esse evento que também incluirá a Semana da Mobilidade Urbana e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)? 
2. A prefeitura de Florianópolis recentemente discutiu sobre a implantação do Bus Rapid Transit na cidade. Você acha que a Via Rápida vai solucionar os problemas de mobilidade na capital? 
3. Utilizando a bicicleta elétrica o esforço de se locomover é mínimo e é uma opção para quem não quer usar carro. Qual sua opinião sobre ela? 

Por que ???? ACORDA SOCIEDADE !!!!

Publicado no Diário Catarinense de 29 de agosto de 2011.

Mobilidade Urbana ….

Posted in Cicloturismo Urbano, Frases e Reflexões., Publicados por aí ... by danielbiologo on 28 de agosto de 2011

Mobilidade urbana

Mobilidade urbana não é apenas criar novos caminhos (quarta ponte, elevados e duplicações) para o transporte individual motorizado, como muitos pensam. Ao criar novas vias, duplicamos, também, as filas e os congestionamentos só aumentarão. A questão é esta: não dá mais para continuar a priorizar o transporte individual motorizado com os espaços finitos de uma cidade. Para melhorar a mobilidade da Grande Florianópolis é urgente e imprescindível a redução drástica do número de carros nas ruas. Podemos começar, e começar bem, mudando prioridades, em vez de investir milhões em uma quarta ponte.

Daniel de A. Costa – Biólogo
Por e-mail

Original no DC on-line, aqui.

Mobilidade Urbana não é apenas criar novos caminhos  (quarta ponte, elevados, duplicacões) para o transporte individual motorizado, como muitos pensam. Ao duplicar ou criar novas vias duplicamos as filas e os congestionamentos só irão aumentar. A questão é esta, não dá mais para continuar a priorizar o transporte individual motorizado, com os “espaços” finitos de uma cidade. Para melhorar a mobilidade da Grande Florianópolis é urgente e imprescíndivel a redução drástica do número de carros nas ruas, podemos começar e começar bem, mudando prioridades, em vez de “investir milhões” em uma quarta ponte, que se invista no transporte coletivo (ex.BRT e corredores exclusivos para ônibus) e no transporte ativo (ex.Bicicletas) e aí sim estaremos “caminhando” para uma cidade melhor e mais humanizada.

Bicicletas e integração com o Transporte Coletivo, no Bom Dia SC – 18/08/2011

Infelizmente a Bicicleta não á a solução na questão da Mobilidade Urbana, mas com certeza é grande parte dela. É fundamental também, para inserir a Bicicleta nas cidades sua integração com o transporte coletivo. Outro ponto fundamental é a redução das velocidades permitidas aos motorizados de transitarem pelas ruas da cidade, é impraticável querer segurança com as atuais velocidades.” Daniel de A. Costa 

Reportagem do telejornal Bom Dia SC da RBS TV exibida em 18/08/2011 sobre a inclusão da bicicleta na mobilidade urbana em Florianópolis. Entrevista com Giselle Xavier (Udesc), Werner Kraus Jr (Ufsc) e Daniel Costa (ViaCiclo). Visite http://www.viaciclo.org.br

quatro dias sem morte …

Notícia publicada no DC em 19/08/2011: Pela primeira vez em 2011, rodovias federais em SC ficam quatro dias sem acidentes com morte …

Porque é tão “difícil” priorizar pedestres e ciclistas???

“Cidades com um maior número de Bicicletas nas ruas,

apresentam uma melhor qualidade de vida.”(fato) 

Para construir um elevado, um túnel, uma quarta ponte em Floripa (solução somente para o bol$o da construtora), para priorizar o transporte individual motorizado (carro) quase ninguém se incomoda, mesmo que para isso sua casa tenha que ser destruída, as poucas áreas verdes serem cobertas de asfalto, fazendo aterros, acabando com a paisagem e ainda com a criação de mais congestionamentos.

Quando falamos de estruturas viárias que priorizem as pessoas, aí fica tudo difícil? O transporte ativo, a pé ou de Bicicleta só trazem benefícios para a cidade, desde a saúde até a economia de dinheiro. Outro detalhe é que não contaminam o ar que respiramos e de quebra humanizam as ruas.

Porque então, este veículo (a Bicicleta), o único atualmente realmente sustentável, que só beneficia a coletividade é tão “desprezado”?


Publicada do DC. Original on-line aqui.

Ciclovia da rua Osni Ortiga

16 de agosto de 2011 | N° 9263

E DAÍ?

Ciclovia da Lagoa ainda sem prazo

Prefeitura afirma que até o final do mês um estudo ambiental será entregue à Fatma, que precisará dar o aval para a obra

Luta antiga da comunidade, a ciclovia na Rua Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, não tem data para sair do papel e virar realidade.

Segundo o secretário de Obras da Capital, Luiz Américo Medeiros, vai ser elaborado até o fim do mês um estudo ambiental para ser entregue à Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), que precisa dar o aval à construção. Depois disso, há outro desafio: conseguir os R$ 3,5 milhões necessários à obra.

Daniel de Araújo Costa, presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), diz que não faltam entusiastas da ciclovia na Osni Ortiga.

– O prefeito (Dário Berger), o vice (João Batista Nunes), o secretário de Obras (Luiz Américo) e até o presidente da Fatma (Murilo Flores) já se mostraram favoráveis ao projeto. Mas parece um jogo de empurra-empurra muito grande. Está difícil para a gente identificar o verdadeiro empecilho que impede que a obra seja feita – apontou Daniel, que disse já ter sido atropelado na avenida.

Mobilização pela construção teve até abaixo-assinado

Segundo Luiz Américo, a ciclovia na Osni Ortiga vai ter três quilômetros e ligará a Avenida das Rendeiras ao trevo do Porto da Lagoa. A ideia é levantar os recursos por meio dos Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Atualmente, o projeto está na Secretaria de Obras porque a Fatma solicitou um Relatório Ambiental Preliminar (RAP). Em carta enviada ao blog Movimento Ciclovia na Lagoa Já (movimentociclovianalagoaja.blogspot.com) no dia 13 de junho, o presidente Murilo Flores ressaltou: “Volto a dizer que se trata de um estudo muito simplificado, mas ainda não foi entregue pela prefeitura à Fatma”.

De acordo com o presidente da ViaCiclo, a mobilização em torno da obra ganhou força em 2008, com uma manifestação que colocou mais de 200 bicicletas na rua.

Também foi feito abaixo-assinado e uma audiência pública para debater o assunto. E, em 2009, veio a notícia: a Osni Ortiga teria uma ciclovia.

– Vixe! Ouço que tem projetos de uma ciclovia aqui há 10 anos, quando me mudei pra cá – disse o autônomo Lucas Campos, 42 anos, que usa a bicicleta na região sem ver nem sinal de uma ciclovia passando por ali.

Original on-line, aqui.