Danielbiologo's Blog

Bicicleta na rua: é trânsito seguro e ruas humanizadas!

“Com o aumento de Bicicletas nas ruas a evolução para um trânsito mais seguro é inevitável.”

(Motoristas respeitem o CTB)(Bicicletas e o respeito às Leis)(Bicicleta não é perigoso)

“Se quisermos realmente um trânsito mais seguro é imprescindível uma drástica redução nas velocidades permitidas aos motorizados, em nossas ruas.”

(Até quando?) (Radares nas ruas sã0 fundamentais.) (Apenas 6% seriam acidentes)(Velocidade urbana)(Velocidade não é compatível com a vida)(Estradas-SC401- não são perigosas)(Atentado a Vida)(Cidades para as pessoas)

Percepção dos Ciclistas da Grande Florianópolis.(leia aqui)

Há muito tempo venho dizendo (frases acima) nas pedaladas, em passeios ciclísticos, em entrevistas para a mídia impressa, rádio e TV.
E agora na Revista Bicicleta número 10, de outubro de 2011, na seção ‘time trial'(pág.14), temos este artigo:

Mais Bicicletas, mais acidentes?

    “Que há um aumento no uso da Bicicleta no cenário mundial e nacional, é inegável. Cada vez mais pessoas estão aderindo à Bicicleta como meio de transporte mais eficaz nos atuais padrões de mobilidade, além de todos os outros benefícios já conhecidos.  Sabe-se, também, que um maior número de um objeto qualquer, no caso a Bicicleta, aumenta a chance de uma interação com este objeto. Essa interação pode ser de qualquer natureza, como por exemplo, os acidentes. Quanto mais carros nas ruas, mas acidentes envolvendo carros. Quanto mais motos nas ruas, mais acidentes envolvendo motos,

  Mas, paradoxalmente, as estatísticas mostram o contrário com relação à Bicicleta. Na Alemanha, por exemplo, onde a cultura da mobilidade por Bicicleta já está bem implantada, cresce o número de ciclistas regulares, enquanto os acidentes envolvendo as Bicicletas não para de cair,

   Embora seja considerado um meio de transporte frágil nas ruas das cidades, as Bicicletas tornam o fluxo do trânsito mais humanizado. Um grupo de estudantes alemães analisou as estatísticas   de acidentes envolvendo ciclistas em 43 cidades germânicas e descobriu que entre 2005 e 2010, período em que o ciclismo cresceu muito no país, houve uma redução de 2,54% nos acidentes.

   Como explicar? A conclusão é que quanto mais Bicicletas nas ruas, consolidando-a como meio de transporte, menor será a velocidade dos carros, e portanto, andando mais devagar, os motoristas conseguem reagir melhor em situações emergenciais no trânsito evitando aidentes.

   Este é mais um benefício da Bicicleta para as pessoas e para as cidades. Enquanto alguns críticos continuam afirmando que é preciso preparar a cidade para receber as Bicicletas, a experiência europeia, não só da Alemanha, mas de todos os paíse que têm a cultura da mobilidade por Bicicleta, mostra que é preciso encher a cidade de Bicicletas, colocá-las nas ruas. Não é possível esperar a cidade perfeita para pedalar porque ela nunca vai existir: a única forma de começar a promover a Bicicleta e usndo-a. A entrada de um grande numero de Bicicletas nas ruas com ceteza vai forçar os investimentos em infraestrutura e as mudanças de hábitos e de valores dos outros usuários das vias públicas, principalmente os motoristas. “

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Aumento de Bicicletas

Motoristas POR FAVOR

A maioria se não quase todos os ditos acidentes de trânsito, não são acidentes, são sinistros de trânsito. Por exemplo, se o indivíduo assume o risco de andar acima da velocidade permitida e perde o controle do veículo, não foi acidente!
Sociedade ignorante?
Trânsito assustador?

Prioridades erradas ….

Para entender mobilidade urbana é necessário deixar o carro em casa. A prioridade dada ao transporte individual motorizado reflete nos problemas de congestionamentos na Grande Florianópolis. Congestionamentos não são um problema, são apenas uma relação, causa x efeito. Em vez de investir milhões em quarta ponte, elevados, duplicações que só estimulam o uso e aumento de motorizados nas ruas, que se invista em transportes de massa e sua integração. Não temos falta de espaço, temos falta de opção, e mobilidade urbana é o cidadão ter opção de um transporte eficiente com baixo custo para seu deslocamento, deixando o carro como última e pior opção. Mais de 80% dos motoristas por aqui carregam apenas uma pasta, uma bolsa ou um caderno, sendo possível seu deslocamento em transporte coletivo e Bicicleta.

Para ver o original publicado no DC, clique sobre a imagem do jornal impresso. 

Bicicletas são os veículos mais eficientes nas cidades

Reportagens CarbonoBrasil


20/09/2011
   –   Autor: Jéssica Lipinski   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Bicicletas são os veículos mais eficientes nas cidades

Desafio Intermodal compara diversos aspectos dos meios de transporte nas principais cidades brasileiras para conscientizar a sociedade sobre a situação do trânsito e estimular formas de locomoção mais sustentáveis.
Algumas fotos, aqui.

Muitas vezes, ao optarmos por nos deslocar de carro, justificamos nossa preferência pelo automóvel devido ao maior conforto, rapidez e segurança que esse veículo oferece em relação aos outros meios de transporte. Mas será que podemos mesmo dizer que o carro é superior às outras formas de locomoção nesses quesitos? Esse e outros pontos foram questionados pela última edição do Desafio Intermodal, que acontece em setembro e marca a Semana da Mobilidade em várias cidades do país.

O Desafio é uma espécie de prova na qual os participantes optam por um meio de transporte – ou modal – e percorrem um determinado trajeto nesta forma de locomoção. No percurso, são analisadas questões como o tempo de deslocamento, a velocidade média de cada modal, o custo para ir de um ponto ao outro, a emissão de poluentes, a segurança, o conforto e a praticidade de cada meio.

Desta forma, o evento tem como objetivo conscientizar a população para a condição do trânsito em algumas das principais cidades brasileiras, além de estimular meios de transporte mais sustentáveis. O desafio não tem cunho científico, mas serve para mostrar as diferentes situações enfrentadas pelos diferentes modais no trânsito, como ônibus, pedestres, corredores, bicicletas, motocicletas, automóveis e cadeirantes.

Daniel de Araujo Costa, presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (Viaciclo), ressalta que o Desafio Intermodal não é uma competição, mas um comparativo entre os diferentes meios de transporte, e que serve para mostrar que é possível usar outras formas que não o carro para se locomover. “Queremos mostrar que usar a bicicleta, o ônibus ou ser pedestre pode ter vantagens em relação a quem usa carro”.

Em 2011, o desafio está sendo realizado no mês de setembro em diversas cidades do país como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Brasília, Aracaju, Salvador, Maceió, Porto Alegre, Belém, Natal, Balneário Camboriú, São José dos Campos, Maringá e Uberlândia. Em São Paulo e Belo Horizonte, o Desafio Intermodal está marcado para esta terça-feira (20).

No Rio de Janeiro (RJ), onde o evento já está em sua sexta edição, a desafio ocorreu no dia 1º de setembro, e o modal estreante carona programada chegou em primeiro lugar, seguido pela integração metrô + bicicleta e pela moto. Na hora da avaliação dos outros dados como poluição e custo, porém, a bicicleta saltou para o topo da lista, mesmo sem terem sido considerados a ocupação do espaço urbano e a emissão de ruídos.

Em Florianópolis (SC), o evento ocorre desde 2007, e neste ano aconteceu na última quinta-feira (15) às 18h. O modal ‘ganhador’ foi a moto, seguida pela bicicleta, que manteve uma velocidade média maior que a primeira colocada por ter que fazer um trajeto maior. A surpresa ficou por conta do ônibus, que teve tempos de percurso bem elevados, chegando a levar mais tempo que um dos caminhantes.

Em Manaus (AM), onde desafio também ocorreu dia 15, a bicicleta foi o meio de transporte mais rápido para chegar ao destino final, levando entre 11 e 15 minutos para percorrer 4,2 quilômetros, a uma média de 20 km/h, seguida da moto e do carro. O ônibus também teve o pior desempenho na cidade, tanto em velocidade quanto em preço: uma média de 4,7 km/h e R$ 2,25 por passagem.

Em Balneário Camboriú (SC), o evento aconteceu também no dia 15, e apesar da ‘magrela’ ter ficado em terceiro lugar no quesito tempo, atrás da moto e do carro, a análise dos outros aspectos levou a bicicleta ao primeiro lugar como modal mais eficiente, seguida do pedestre e do ônibus. Embora os outros veículos tenham variado muito suas performances de cidade para cidade, a ‘bike’ se manteve entre os mais eficientes em quase todos os desafios.

Segundo Costa, os resultados do Desafio Intermodal indicam que a bicicleta é mais eficiente principalmente do que o carro, e que embora o número de ciclistas esteja aumentando, infelizmente a eficiência desse meio ainda não se reflete plenamente na escolha da população na hora de sair de casa. “É preciso um sacrifício individual para que a coletividade seja beneficiada”, declara.

O presidente da Viaciclo explica que não é necessariamente a falta de espaço para criar vias para as bicicletas que impede o desenvolvimento de uma “cultura ciclística”. Para ele, por exemplo, Florianópolis é uma cidade extremamente “ciclável”, e o que falta é educação no trânsito para que as pessoas respeitem quem utiliza esse meio de transporte. Mas ele admite que a quantidade de ciclovias e ciclofaixas ainda é insuficiente.

Em relação ao transporte coletivo, Costa acredita que os resultados do desempenho dos ônibus refletem o transporte público das cidades. Em Florianópolis, por exemplo, ele comenta que faltam corredores exclusivos para os ônibus, e que deveriam existir linhas únicas em certos trechos da cidade, a fim de diminuir os engarrafamentos.

“A situação de mobilidade urbana é deplorável, com um transporte coletivo caro, com poucos horários, falta de ciclovias e ciclofaixas, passeios inexistentes e total desintegração entre os modais de transporte”, afirma. Para se ter uma ideia, alguns estudos consideram a capital de Santa Catarina a cidade com a pior mobilidade urbana do Brasil.

Por isso, Costa acredita que o jeito é investir no transporte público e na integração dos meios de locomoção, para que as pessoas passem a optar por estas formas em vez de utilizar cada vez mais o carro. “Temos que pensar sobre o que estamos fazendo na cidade”, reflete.

Meu comentário:
O “compartilhamento” das ruas é grande parte na solução dos problemas de Mobilidade Urbana, o respeito as regras de circulação e aos mais frágeis no trânsito, sejam eles pedestres ou ciclistas, refletirá em mais segurança estimulando mais pessoas a utilizar o único veículo atualmente sustentável, a Bicicleta, consequentemente reduzindo o número de carros nas ruas e os congestionamentos. Em Florianópolis mais de 80% dos carros transitam com apenas uma pessoa e quase todos apenas transportando uma pasta, bolsa ou um caderno, assim sendo muitas destas viagens podem ser substituídas pelo transporte coletivo, uma caminhada ou a Bicicleta. Floripa nâo tem falta de espaço, tem sim o absurdo excesso de carros nas ruas e duplicando vias, elevados ou pontes estaremos duplicando o número de carros e para suprir esses espaços, mais aterros, mais desapropriações e menos áreas verdes teremos. A Bicicleta é sim uma boa parte da solução na questão da Mobilidade Urbana, além da economia, da saúde que propicia, não polui e humaniza as ruas. Com o aumento de Bicicletas nas ruas, a evolução para um trânsito mais seguro é inevitável.

E vamos pedalando …..

Pedalando para o Futuro.

Pedalando para o futuro (cotidiano.ufsc.br)

Bicicleta é uma das alternativas para solucionar problemas em Florianópolis

Por Arianna Fonseca
aariannaf@gmail.com
08/09/2011
O excesso de carro nas ruas e seu uso como principal meio de transporte em Florianópolis está gerando uma crise de circulação na capital. Considerada a cidade com pior mobilidade urbana no Brasil, vários estudos estão sendo feitos para mudar essa perspectiva e solucionar o problema dos freqüentes congestionamentos. Para isso, as alternativas mais viáveis ainda são de utilizar o transporte coletivo por ter mais pessoas num menor espaço físico ou usar a bicicleta como um meio ágil, saudável, econômico e ecológico de se locomover, principalmente em trechos pequenos.
Uma infra-estrutura adequada com bicicletários, ciclovias e ciclofaixas seguras são necessárias para mobilizar a população e aumentar o número de ciclistas. De acordo com o presidente da Viaciclo (Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis) Daniel de Araujo Costa, não há muitas estatísticas sobre o uso de bicicletas na cidade, mas nota-se que desde 2001, quando a Viaciclo foi criada, (o número de ciclistas tem aumentado muito) hoje estimamos uma parcela de pessoas de 20 a 30% como uma demanda reprimida que quer utilizar a Bicicleta em seu cotidiano. Os benefícios são tanto para a saúde melhorando o condicionamento físico da pessoa, como também para a cidade, já que não polui e evita congestionamentos.
Por melhorar a qualidade de vida das pessoas, o veículo está se tornando cada vez mais popular, tendo vários grupos de ciclistas e defensores do uso da bicicleta. Porém, a bicicleta não consegue atingir maior popularidade por diversos motivos. O risco constante decorrente da falta de segurança para trafegar nas ruas, a inexistência de locais apropriados para deixar a bicicleta e a violência são algumas razões. Costa afirma que o desrespeito dos motoristas é mais relevante e que os códigos de trânsito devem ser respeitados. “É preciso que o cidadão pense que o trânsito depende de nossas atitudes em relação aos outros”.
A professora Gisele Ammon Xavier desenvolveu junto ao Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC uma pesquisa sobre a inserção da bicicleta na política de mobilidade urbana brasileira e defende que a bicicleta possibilita o desenvolvimento sustentável. “As práticas do dia-a-dia não mudaram, mas temos uma mudança de paradigma acontecendo”, avalia Gisele.
Atualmente há uma alteração de discurso na sociedade. Estamos vivendo numa época em que a sustentabilidade está cada vez mais em pauta. João Alencar Oliveira Junior, representante da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, afirma que “enquanto o petróleo for barato vai ser usado e com a escassez, ele vai ser substituído”. Oliveira alerta que o município que não tiver planejamento sustentável no prazo de três anos não acessará recurso federal, mostrando a importância de se repensar na questão da mobilidade urbana o quanto antes.
Para resolver isso, vários projetos de carros híbridos que poluem muito menos o ar estão sendo feitos, mas ainda é muito caro para os consumidores. Porém, essa solução futuramente pode virar outro problema: com tantos “carros limpos” na cidade, faltará espaço nas ruas para sua utilização. “A indústria está se preparando com carros que não emitem gases nocivos ao ar, mas com o mesmo tamanho dos outros carros, ainda teremos congestionamentos”, confirma o doutor em transporte Luis Antônio Lindau, da Embarq Brasil.
De acordo com o DETRAN/SC (Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina), a frota de veículos motorizados em Florianópolis chegou a 279.784 em agosto deste ano, cerca de 15 mil a mais do que no mesmo período em 2010. Nota-se que essa frota está aumentando a cada mês na capital. Desse número, apenas 1711 são ônibus que circulam pela cidade.
Compare aqui os anos de 2010 e 2011.
O uso de transporte público é outra questão que deve ser avaliada pelos motoristas de carro. Se o trajeto for muito longo ou o dia não for favorável para utilizar a bicicleta, pode-se pensar nessa forma de se locomover ao lugar desejado e evitar maiores congestionamentos. Costa comenta que “é preciso um sacrifício individual para que a coletividade seja beneficiada”. E essa mudança de atitudes, mesmo que pequena, precisa ser tomada rapidamente antes que a cidade definitivamente pare.
Clique nas perguntas abaixo para ouvir a entrevista com o presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis Daniel Costa:
 1. A Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro, tem a intenção de fazer a sociedade refletir sobre o modelo atual de mobilidade urbana. Qual é a programação para esse evento que também incluirá a Semana da Mobilidade Urbana e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro)? 
2. A prefeitura de Florianópolis recentemente discutiu sobre a implantação do Bus Rapid Transit na cidade. Você acha que a Via Rápida vai solucionar os problemas de mobilidade na capital? 
3. Utilizando a bicicleta elétrica o esforço de se locomover é mínimo e é uma opção para quem não quer usar carro. Qual sua opinião sobre ela? 

Pedalada e Caminhada pela Mobilidade Ativa e Sustentável.

Três Escolas, mais de 400 estudantes, equipes pedagógicas engajadas, toda uma comunidade mobilizada: na próxima 5ª-feira, 22 de setembro, mais uma vez o Sul da Ilha manifesta-se pela defesa da mobilidade urbana: Escola da Fazenda, Escola Porto do Rio Tavares e Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, juntas, promovem a Pedalada/Caminhada pela Mobilidade Ativa e Sustentável– pelo 9º ano consecutivo!
 
Com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual, partiremos às 8 da manhã do Trevo da Avenida Pequeno Príncipe com a SC 405, iremos pela Avenida Pequeno Príncipe até o Campo de Aviação, onde estarão instalados equipamentos recreativos, sistema de som, e barracas das instituições parceiras. Aproveitaremos a pausa para brincadeiras, sorteio de brindes, lanche com frutas e água, para a realização doconcurso PEDALANDO PARA MELHORAR O MUNDO, e para, novamente, discutir com a comunidade o uso do transporte coletivo e da bicicleta, a poluição e os problemas decorrentes do uso excessivo dos automóveis em meio urbano.
 
Contamos com a participação maciça da comunidade para, juntos com a Escola, exercer cidadania na prática!

Dia sem carro


>>>>>>>>>>  Passeio dia 25 de setembro de 2011  <<<<<<<<<

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro e, ao redor do planeta diversas cidades realizam atividades para a melhoria da Qualidade de Vida, da Mobilidade Urbana e do Meio Ambiente.

O que significa este dia?

O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.

Várias cidades brasileiras passaram a “comemorar” a data, no mínimo com uma Bicicletada no dia 22. Em 2010, houve atividades na semana toda em vários estados. Já em 2011, algumas cidades programaram eventos para o mês inteiro, que começa a ser chamado informalmente de Mês da Mobilidade.

Em algumas cidades, como Joinville, ruas serão fechadas para o trânsito de automóveis e devolvidas às pessoas, ainda que temporariamente. No Rio de Janeiro, a prefeitura inovou dando transporte público gratuito para quem deixar o carro em casa.
E por aqui na nossa região e na Grande Florianópolis? Quinta dia 15 ocorreu o Desafio Intermodal 2011, conheça e veja os resultados, clicando aqui. A situação de Mobilidade Urbana é deplorável, com um transporte coletivo caro, com poucos horários, falta de Ciclovias e Ciclofaixas, passeios inexistentes e total desintegração entre os modais de transporte. Assim sendo eventos de conscientização e educativos estão sendo desenvolvidos. Estamos na Semana do Trânsito e diversas ações estão acontecendo. Amanhã temos aqui pertinho na Av Pequeno Príncipe no Campeche, temos a caminhada e pedalada pela mobilidade ativa e sustentável e dia 25 um grande passeio ciclístico juntando todos os “ciclistas, pedalantes e bicicleteiros” de todas as idades, clique aqui.

Mas qual o problema em andar de carro?

Andar de carro por si só não parece um grande problema. Para entender melhor o real cenário, é preciso afastar-se da visão individual e analisar todo o conjunto.

Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos às montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem (enriquecendo individualmente empreiteras e outras empresas). Nessa política, cada cidadão deveria resolver por sua conta o “seu” problema de mobilidade. O carro se tornava cada vez mais sinônimo de liberdade de poder ir e voltar a qualquer hora, quando na realidade não é sinônimo de liberdade de deslocamento mas a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.

As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. Mesmo os investimentos em transporte coletivo sobre rodas foram sempre muito menores que os investimentos diretos ou indiretos no modelo de mobilidade individual e particular. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram atuando como estímulo dessa demanda, criando um círculo vicioso difícil de reverter: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada e pedindo sempre mais espaço, exponencialmente.

As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades deixaram de ser agradáveis para as pessoas e passaram a ser dos carros(?)

O mal uso do carro.
O carro prestou relevantes serviços e ainda acontece de ter necessidade no seu uso, você pode carregar centenas (milhares?) de vezes o que conseguiria carregar com as mãos. Pode levar pessoas enfermas até um hospital, suprir deficiências de mobilidade e transpor distâncias enormes. Mas hoje sabemos dos problemas ambientais que a queima de combustível vem ocasionando com nosso ar, água, ………..

O problema é intensificado quando você percebe que a quase totalidade dos motoristas nas cidades são pessoas sem nenhuma restrição de mobilidade, que estão carregando apenas uma blusa ou um caderno, não estão sendo levadas a hospital algum e estão fazendo um trajeto que muitas vezes não chega nem a 10 km. Em Floripa 82% dos carros transitam com apenas, o motorista!

Todos saindo com seus carros no mesmo horário causam o efeito mais visível da mobilidade baseada no automóvel: o congestionamento. Outros efeitos são mais difíceis de perceber e alguns até impossíveis de mensurar com exatidão: mortes e sequelas de vítimas de acidentes, stress, isolamento e frustração, agressividade e violência, doenças cardiovasculares e respiratórias, menor tempo para convívio com a família, poluição do ar e das águas, consumo exagerado de recursos naturais, impermeabilização do solo e aumento da temperatura das cidades, diminuição do espaço para convívio entre as pessoas, mudanças na sociedade e degradação nas relações entre as pessoas, prestígio e autoestima atreladas ao automóvel e outras mais.

O dia 22 de setembro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, Bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, portadores de necessidades especiais, etc). Lembrando que somos motoristas muito pouco tempo comparando com o tempo que somos pedestres! Até a carona solidária, combinada com um colega de escritório/trabalho/universidade que more perto da sua casa, já ajuda.

Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no próximo 22 de setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia no ano sem seu carro. A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!

Textos adaptados e retirado dos sites e blogs:

vadebikedanielbiologoViaCiclo.


Desafio Intermodal 2011

Quinta feira dia 15 de setembro, dia marcado para o DI 2011. Neste ano minha participação seria como “recepcionista”, ficaria na chegada (Largo da Alfândega) marcando o tempo de cada modal  participante.
(Desafio Intermodal 2011)

Dia de trabalho realizando algumas vistorias na Ilha de SC, carregando papéis/documentos e mapas estava de carro. Terminando os compromissos do dia, no retorno encontro, a Av. Beira Mar Norte toda congestionada, parada. Olho para o relógio e percebo que a hora avança e eu parado, depois de 45min para percorrer 3 km chego ao estacionamento, saio correndo (a pé) deixo os documentos no trabalho pego os materiais e vou para o ponto de chegada. Antes disto fiquei por longos minutos pensando que não conseguiria chegar, olhava ao meu redor e só enxergava carros parados com apenas um passageiro, muitos resmungando, muitos buzinando para outros, muitos xingando …. o estresse e gases tóxicos inundavam as gotas de chuva que caiam em Floripa. Pensei, que ironia, eu como “coordenador e cronometrista” da chegada, não chegaria. Imaginava meu relato; não cheguei a tempo pois fiquei preso no congestionamento. Lembrando que o congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa e efeito ou seja, é como que dizer, você não está em um congestionamento, você é um congestionamento = reflexos da priorização do transporte individual motorizado.

UFA ! Cheguei 20 minutos antes do horário previsto para a largada, com chuva fina persistente coloco minha capa de chuva, ligo para o Fabiano e acertamos os ultimos detalhes.
Pelo celular aviso ao Fabiano -LARGA, e começa o Desafio Intermodal 2011.

Relato do DI 2011 no Bicicleta na Rua, leia aqui e os tempos, aqui.

Teaser do DI 2011 por Vinicius, veja aqui.

Minhas poucas fotos, aqui.

“Quando fui convidado pra fazer o percurso, de carro, fiquei bastante  chateado, pois no ano passado, por estar de braço quebrado, não tive  como escapar da incômoda tarefa de levar a jornalista e a minha  bicicleta, dentro da latinha com rodas. Cheguei na UFSC, um pouco antes do horário, depois de levar uma hora,  pra ir do Campeche até ali, em virtude das obras de implicação da SC  406, que faz duplicar o tempo que eu levo de bicicleta. O Fabiano me  avisou que eu iria, a pé, pelo Suli. Fiquei feliz, pois passaria, de  novo, por um trecho que muitas vezes passei com passeatas e protestos,  podendo observar as mudanças da urbanização do Saco dos Limões, nos  últimos tempos. A chuvinha miúda, recém chegada, foi a companheira dos primeiros  passos, seguindo junto com os carros, que passavam, lentamente,  permitindo que eu interagisse com os passageiros e motoristas, sem que  ninguém tivesse me oferecido carona, ou mesmo um questionamento, pelo  fato de eu ir caminhando. O trânsito só transitou depois do morro da  Carvoeira, quando perdia os carros de vista. O que pude ver é que a  maioria deles levava apenas um ser humano, tornando a relação  custo/benefício bastante desfavorável a eles. Diferença esta,  manifesta nas protuberâncias glúteas e abdominais, que, flácidas,  circulam preguiçosas, acumulando cólicas, asmas e colesterol. Por  isso, preferi seguir pensando em coisas mais agradáveis. Lembrava do tempo que havia um pequeno córrego, trazendo água  cristalina do alto do Morro da Cruz, rumo ao mangue do Itacorubi, que  seguia à estrada até os domínios da Universidade. Isso lá pelos anos  que se comprava leite em garrafa de vidro e o padeiro passava de  galiota, puxado por um pangaré ensinado. A chegada da moradia  vertical, na descida da Carvoeira, diminuiu a área de visibilidade do  Saco dos Limões, e o aterro levou o berbigão para mais longe um  pouquinho. Não sei se ainda se pode catar berbigão, porque muito  cagalhão ainda desce pelos valões, contribuindo para a propagação de  microorganismos aquáticos, que alteram sensivelmente a rotina dos  diversos comensais que se apropriam daquele ambiente. Chegando no José  Mendes, vi que não há mais fábrica de refrigerantes, e a loja de  automóveis virou templo ecumênico. Na curva do Penhasco, pude  agradecer a Nossa Senhora da Liberdade, pela oportunidade de estar  curtindo uma paisagem de cartão postal. Faltava muito pouco pra  terminar minha jornada, num final de tarde feito sob medida, pra saber  com quantos passos se faz uma jornada. Depois de atravessar a cracolândia, que estava esvaziada, ganhei a  passarela e a parte mais sombria do trecho. Logo quando estava na  entrada da Cidade, percebi o quanto aquele local é abandonado. Alguns  mendigos, um butequinho e uma escuridão de cemitério compõem a  paisagem mórbida do meu momento de chegada. Só aí eu pude perceber  porque a maioria das pessoas não faz este trajeto, da forma lúdica e  saudável que eu estava fazendo, mais uma vez. Apesar de todo meu  prazer de ter feito aquele passeio, as condições das calçadas, o  desconforto das perseguições dos carros, que na ânsia de levar seus  motoristas para casa, atropelam o pedestre, este ser tão estranho que  insiste em ser humano. Quando cheguei, fui informado que o secretário ainda não havia  chegado, pelo seu sistema de transporte desintegrado. Eu levei menos  de uma hora, e apenas quinze minutos a mais que o auto(i)móvel. Com  certeza, o estresse que o motora teve, durante seus momentos de  estacionalidade, foi muito maior que o meu prazer, de ter curtido uma  caminhada animada. O problema é que o dele vai para a coluna do custo,  enquanto o meu consta como benefício. Portanto, muito mais saudável e  sustentável. Valeu, galera, pelo encontro festivo com todos nós. O Fabiano, o  Daniel Biólogo Presidente da Viaciclo, a gurizada animada, o Audálio,  que quando chegou saía fumaça por todos os poros, a chuva, os buracos  da calçada, a fumaça de olhodiesel dos ônibus lotados, e todos os que  eu encontrei, que tornaram possível este instante de prazer e curtição.” 
Huli Huli
Pereira

Huli Huli,
Seus relatos são sempre a melhor parte,
“eu si divirtu” lendo, ao mesmo tempo que fico chateado pela forma como nossa sociedade caminha, aliás não caminha!!!

Fico muito contente de poder participar destes eventos onde pessoas do bem, querem apenas fazer o bem, bem feito !!!

Muito Obrigado a todos vocês,
são vocês que não me deixam perder a esperança nesse tal do Bicho Homem.

DanielBiólogo de A. Costa 

Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis   http://www.viaciclo.org.br

Ótimos depoimentos, o do Huli-Huli Pereira foi excelente! Faço minhas as palavras do Daniel, se ele permitir! 🙂

Há 3 anos participo deste desafio. E tem sido um desafio para mim, que faço da bike meu principal meio de transporte. Como nos últimos 2 anos participei correndo, pude perceber que é bem prazeroso correr, mas ainda prefiro a bicicleta 🙂

Este ano achei q a cobertura por parte da imprensa foi bem menor… Seria importante divulgar mais, pois, quem sabe, mais pessoas tomando conhecimento de que existem outros meios de transporte além do carro, a saúde das pessoas e da cidade não venha a melhorar?

No mais, agradeço a todos pela oportunidade de participar e, se for possível, ano q vem estarei participando novamente!

Abraços,

Audálio Jr

ps: foi uma grata surpresa ver dois colegas ciclistas dos Ingleses (q tb pedalam para o trabalho até o Itacorubi) participando juntos do desafio pela Rota Norte: o Cássio (correndo) e o  Felipe (pedalando).

Cássio Engel Vidal escreveu:

Cara,
Pena que não sei escrever tão bem como vocês, mas realmente o prazer de ir correndo e interagir com a natureza(poluição) é muito gratificante, ver que não é preciso estar preso as máquinas do progresso, que você pode ser mais rapido e ainda tirar todo o stress de uma semana de trabalho, é muito bom…
Todos os dias eu e meu colega e as vezes quando acordamos cedo e conseguimos pegar uma carona com o Audalio, viemos os três dos ingleses até o itacorubi, ainda não tivemos coragem de fazer a volta, mas já é um começo, e com certeza uma valvula de escape para toda a pressão e correria do dia a dia, que infelizmente a nossa sociedade continua a aumentar e chamar isso de progresso.
Não sei que progresso é esse que nos tira a segurança, o convivio com a familia e a saude, como vc’s disseram, por causa do progresso a sociedade tem a tendencia de ficar sedentária e sem saude, aonde vamos parar ?