Danielbiologo's Blog

Trânsito assassino, meu desabafo?

Posted in Uncategorized by danielbiologo on 10 de fevereiro de 2018
09 de fevereiro de 2014
Em Santa Catarina 94% dos chamados acidentes de trânsito são na verdade sinistros de trânsito, causados pela imprudência e irresponsabilidade quando no comando de um motorizado, normalmente pelas absurdas velocidades, embriaguez no volante, etc.

Dia 08/fev, postamos aqui no Blog uma carta da ViaCiclo, “lançada” para a mídia impressa e nas redes virtuais. Ciclistas e pedestres estão acuados, a intenção desta carta é chamar a atenção da Sociedade e Poder Público para esta que é a “doença” que mais mata no País, este péssimo comportamento no trânsito, estimulados pela impunidade e falta de uma educação para o trânsito de forma continuada, a partir da escola.

danielbiólogo

Meu principal veículo é a Bicicleta, e sinto na pele o despreparo e até um individualismo extremamente egoísta de muitos motoristas, que não respeitam as regras de convívio social , entre elas o Código de trânsito Brasileiro. Dirigir um carro, uma moto, ônibus, caminhão, enfim bólidos de ferro e lata, é uma atividade muito complexa, não basta apenas saber viirar a direção e acelerar, como muitos acham. Dirigir é complexo, primeiro tem que conhecer e respeitar o CTB, dirigir com extrema atenção, pois estamos cansados de escutar -eu estava distraído, -ahhh foi no ponto cego, -tinha sol na cara e não vi, -dormi no volante, -eu achei que dava para ultrapssar, -estava atrasado para um compromisso, -eu tomei um energético, mas não adiantou, por isso estava bêbado, -fui desligar o celular, -a brasa do cigarro caiu e sem querer virei a direção……quantas desculpas esfarrapadas somos obrigados a engolir? Quanto morreram assim?
Quando estou em meu veículo, a Bicicleta nas ruas e vias da Grande Florianópolis, recebo ameaças propositais de motoristas que não respeitam as regras, chamada de “finas educativas”. Temos dois artigos no CTB, que se forem respeitados por todos, temos a chance de reduzir a “ZERO” os atropelamentos de ciclistas, são eles:

São infrações;

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta…

Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
XIII – ao ultrapassar ciclista.

Temos que entender que mobilidade urbana não são carros em elevadas velocidades transitando e colocando em risco de morte a todos. O trânsito é formado por todos, pedestres, ciclistas, transporte coletivo, carros, motos, etc e, é imprescindível uma drástica redução das velocidades, inclusive permitidas aos motorizados de transitar em nossas ruas.

“Cidades com maior número de Bicicletas nas ruas, apresentam uma melhor qualidade de vida, é fato.”

A Bicicleta sozinha não é a solução, mas é grande parte dela e ao mesmo tempo confere saúde para o usuário e para a cidade, reduzindo drasticamente os gastos do SUS por exemplo, combatendo talvez a maior “epidemia” e causa de mortes em nossa Sociedade, o sedentarismo.
Lembro ainda que mais de 70% das pessoas em Santa Catarina, de acordo com a pesquisa da RBS e instituto MAPA, gostariam de utilizar a Bicicleta em alguns deslocamentos pela cidade. Sendo assim é uma obrigação do Poder Público dar condições através da implantação de infraestrutura cicloviária (ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas), SINALIZAÇÃO, fiscalização e educação para o trânsito e, a Sociedade se comportar adequadamente, respeitando a VIDA dos demais!

Cidades para as pessoas, é disto que estamos falando, mais de 50%, as vezes muito mais, da área de uma cidade é destinada apenas aso carros, isto ao meu ver é “loucura”?!
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Frase do Enrique Peñalosa publicada na Revista Bicicleta de jan/2014

Estive com o Enrique Peñalosa na época do “nascimento deste Blog”, sendo o vídeo com as falas dele e minhas, o primeiro post, cliquem na frase acima  leiam e assistam.

PAZ no trânsito, espero poder acreditar que todos queiram isso…..

Cicloabraços e vamos pedalando….

 

Publicado originalmente no blog Ciclos de vida; http://wp.clicrbs.com.br/ciclosdevida/2014/02/09/transito-assassino-meu-desabafo

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Turismo em Santa Catarina.

Posted in Uncategorized by danielbiologo on 21 de outubro de 2011

Turismo em SC

SC só tem as belezas naturais, pois infraestrutura, transporte coletivo, ciclovias, acessibilidade etc. quase não existem. Temos que aliar a cultura do Estado, suas belezas naturais, algumas delas conservadas na forma de unidades de conservação e infraestrutura, com sustentabilidade de verdade, para aí, sim, podermos dizer: temos turismo de verdade!
Clique sobre o texto para ler publicado no DC

Daniel Costa – Biólogo
Florianópolis

  Santa Catarina melhor destino turístico do Brasil! Só temos as belezas naturais, pois infraestrutura, transporte coletivo, ciclovias, acessibilidade, etc, não temos quase nada. Se apenas com as Belezas Naturais estamos assim imaginem se houvesse tudo que o turismo realmente precisa? E ainda temos aquilo que atrai o turismo, sendo destruído inclusive com apoio de Leis que reduzem Áreas de Preservação Permanente, quase todas elas, Belezas Naturais. Temos que aliar a Cultura do Estado, suas Belezas Naturais, algumas delas conservadas na forma de Unidades de Conservação e infraestrutura com sustentabilidade de verdade, para aí sim podermos dizer, temos turismo de verdade!

Bicicleta na rua: é trânsito seguro e ruas humanizadas!

“Com o aumento de Bicicletas nas ruas a evolução para um trânsito mais seguro é inevitável.”

(Motoristas respeitem o CTB)(Bicicletas e o respeito às Leis)(Bicicleta não é perigoso)

“Se quisermos realmente um trânsito mais seguro é imprescindível uma drástica redução nas velocidades permitidas aos motorizados, em nossas ruas.”

(Até quando?) (Radares nas ruas sã0 fundamentais.) (Apenas 6% seriam acidentes)(Velocidade urbana)(Velocidade não é compatível com a vida)(Estradas-SC401- não são perigosas)(Atentado a Vida)(Cidades para as pessoas)

Percepção dos Ciclistas da Grande Florianópolis.(leia aqui)

Há muito tempo venho dizendo (frases acima) nas pedaladas, em passeios ciclísticos, em entrevistas para a mídia impressa, rádio e TV.
E agora na Revista Bicicleta número 10, de outubro de 2011, na seção ‘time trial'(pág.14), temos este artigo:

Mais Bicicletas, mais acidentes?

    “Que há um aumento no uso da Bicicleta no cenário mundial e nacional, é inegável. Cada vez mais pessoas estão aderindo à Bicicleta como meio de transporte mais eficaz nos atuais padrões de mobilidade, além de todos os outros benefícios já conhecidos.  Sabe-se, também, que um maior número de um objeto qualquer, no caso a Bicicleta, aumenta a chance de uma interação com este objeto. Essa interação pode ser de qualquer natureza, como por exemplo, os acidentes. Quanto mais carros nas ruas, mas acidentes envolvendo carros. Quanto mais motos nas ruas, mais acidentes envolvendo motos,

  Mas, paradoxalmente, as estatísticas mostram o contrário com relação à Bicicleta. Na Alemanha, por exemplo, onde a cultura da mobilidade por Bicicleta já está bem implantada, cresce o número de ciclistas regulares, enquanto os acidentes envolvendo as Bicicletas não para de cair,

   Embora seja considerado um meio de transporte frágil nas ruas das cidades, as Bicicletas tornam o fluxo do trânsito mais humanizado. Um grupo de estudantes alemães analisou as estatísticas   de acidentes envolvendo ciclistas em 43 cidades germânicas e descobriu que entre 2005 e 2010, período em que o ciclismo cresceu muito no país, houve uma redução de 2,54% nos acidentes.

   Como explicar? A conclusão é que quanto mais Bicicletas nas ruas, consolidando-a como meio de transporte, menor será a velocidade dos carros, e portanto, andando mais devagar, os motoristas conseguem reagir melhor em situações emergenciais no trânsito evitando aidentes.

   Este é mais um benefício da Bicicleta para as pessoas e para as cidades. Enquanto alguns críticos continuam afirmando que é preciso preparar a cidade para receber as Bicicletas, a experiência europeia, não só da Alemanha, mas de todos os paíse que têm a cultura da mobilidade por Bicicleta, mostra que é preciso encher a cidade de Bicicletas, colocá-las nas ruas. Não é possível esperar a cidade perfeita para pedalar porque ela nunca vai existir: a única forma de começar a promover a Bicicleta e usndo-a. A entrada de um grande numero de Bicicletas nas ruas com ceteza vai forçar os investimentos em infraestrutura e as mudanças de hábitos e de valores dos outros usuários das vias públicas, principalmente os motoristas. “

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Aumento de Bicicletas

Motoristas POR FAVOR

A maioria se não quase todos os ditos acidentes de trânsito, não são acidentes, são sinistros de trânsito. Por exemplo, se o indivíduo assume o risco de andar acima da velocidade permitida e perde o controle do veículo, não foi acidente!
Sociedade ignorante?
Trânsito assustador?

“Cobra Coral” em casa.

Hoje (09/10) enquanto arrumava o pátio e limpava minha Bicicleta na garagem, no momento que fui buscar uma ferramenta, dei um passo e rapidamente um serpente Coral passa rápido, levei um susto não pela Coral e sim pelo movimento da mesma. Peguei uma vareta e a empurrei com cuidado para não ferir a Coral, para dentro de uma caixa plástica (Clique para ver a fotos). Perto aqui de casa, a algumas centenas de metros está o Parque Municipal do Maciço da Costeira (Lei Mun. 4605/95 Dec. 154/95) “A criação do Parque, em 1995, teve como objetivo preservar os 1456 hectares do relevo montanhoso que forma o Maciço da Costeira que abriga rica flora, fauna e importantes mananciais de abastecimentos. O Parque está inserido na região central da Ilha de Santa Catarina” e aqui nesta área estarei soltando este magnífico animal neste remanescente de Mata Atlântica na Ilha de SC.

Família Elapidae – Micrurus corallinus – (Cobra Coral de cabeça preta)

Um dos pontos de reconhecimento das Corais verdadeiras ou venenosas são os dentes inoculadores de veneno, posicionados anteriormente no maxilar, são fixos e com sulco condutor de veneno, dentição Proteróglifa. Devido ao pequeno tamanho da cabeça, boca e dos dentes os acidentes são raros, mas com consequências gravíssimas e se não for aplicado o soro “Antielapídico”, quase que instantaneamente fatais.

Esta espécie  possui habitos diurnos e, é bem ativa durante o dia, sendo frequente de ser avistada, fato que ocorreu hoje comigo enquanto arrumava minha Bicicleta. Com tamanho variando entre meio metro a um metro e com massa de  100 a 250g. A cauda é bem curta, menor que 15% do comprimento total. São ovíparas, ou seja põe ovos e vivem no solo entre as folhas, gravetos e meio enterradas nesta camada superficial do solo. Alimentan-se de outras cobras, lagartixas que habitam as folhagens no solo. Quando se sentem ameaçadas, como defesa realizam achatamento de partes do corpo aumentando o tamanho visual e evidenciando as cores, realizam movimentos bruscos e repetidos de postura, escondem a cabeça enrolando-se e ainda levantam a cauda exibindo a mesma com movimentos rápidos.

Tem como característica fugir sempre que podem, acidentes podem ocorrer quando as pressionamos como, por exemplo, ao vestir uma bota e a Coral poderá estar dentro, ao arrumar áreas externas, entulhos, telhas, folhagens e  com as mãos desprotegidas, ao vestir um casaco ou calças e a serpente escondida dentro. Os esconderijos são muitos, necesitamos então ter cuidado e evitar destruir seus habitats, pois grande a grande maioria dos animais só saem das matas em busca de alimento, com a destruição de seus ambientes naturais eles podem vir a aparecer em nossas casas.

Não é a primeira vez que encontro uma serpente em casa, e espero que não seja a última. Pois todos os animais tem o mesmo direito de viver, a conservação da Biodiversidade é fundamental, inclusive para nossa sobrevivência.

Sustentabilidade é isso, a natureza em equílibrio …
Durante a noite fui verificar como estava e preparar sua soltura no remanescente da Mata Atlântica perto aqui de casa, surpresa! Ela fugiu, peguei a lanterna e fiz uma busca, sabendo que seria quase impossível encontrar. Dito e feito, sumiu, minha preocupação é que alguém a encontre e simplesmente a assassine sem razão. Construímos nossas casas sobre a “casa”de todos os outros animais e conforme “avançamos” com as cidades sobre seus habitats, a flora e fauna vão desaparecendo e os sobreviventes acabam entrando em um contato mais frequente e, o ser humano sem conhecimento acaba matando seus “irmãos”(Biodiversidade), os quais são interdependentes do equilíbrio para a sobrevivência!!!

ps.infelizmente não estou conseguindo postar as fotos, este blog não permite mais carregar fotos.
WordPress é muito limitado! 

Prioridades erradas ….

Para entender mobilidade urbana é necessário deixar o carro em casa. A prioridade dada ao transporte individual motorizado reflete nos problemas de congestionamentos na Grande Florianópolis. Congestionamentos não são um problema, são apenas uma relação, causa x efeito. Em vez de investir milhões em quarta ponte, elevados, duplicações que só estimulam o uso e aumento de motorizados nas ruas, que se invista em transportes de massa e sua integração. Não temos falta de espaço, temos falta de opção, e mobilidade urbana é o cidadão ter opção de um transporte eficiente com baixo custo para seu deslocamento, deixando o carro como última e pior opção. Mais de 80% dos motoristas por aqui carregam apenas uma pasta, uma bolsa ou um caderno, sendo possível seu deslocamento em transporte coletivo e Bicicleta.

Para ver o original publicado no DC, clique sobre a imagem do jornal impresso. 

Reflexões sobre consumismo e supérfluos ….

Posted in Frases e Reflexões., Gestão de Riscos de Desastres., Meio Ambiente, Textos Diversos Recebidos by danielbiologo on 26 de setembro de 2011

Na fila do supermercado, o caixa diz para uma senhora idosa:
– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
– Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
– Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se
preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
– Você está certo – responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, em vez de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo, nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade, não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão, não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos(as) iam em suas Bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


Reflexos dessa produção de lixo 

Pé de vento ou vento no Pé!!!

Posted in Cicloturismo Urbano, Pedala Floripa e Bicicletas por aí... by danielbiologo on 24 de setembro de 2011

Veículos sustentáveis;

Pé de vento ou vento no pé?
Um voa no vento,
outro anda no pé!

DanielBiólogo