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Floripa: Pior mobilidade do Brasil.

FLORIANÓPOLIS: PIOR TAXA DE MOBILIDADE URBANA DO BRASIL
O Censo 2010 revelou grande assimetria entre os estados do Sul em relação ao crescimento populacional. Comparando com o ano 2000, Santa Catarina cresceu quase 17%, enquanto a taxa do Rio Grande do Sul foi de apenas 5%. O Paraná ficou no meio do caminho, e o resultado geral foi um crescimento no Sul inferior à média nacional – a região foi a que menos cresceu no país no período. A população da região, de 27,4 milhões de habitantes, corresponde a 14,4% do total nacional.


Fonte: IBGE

O crescimento populacional de Santa Catarina foi puxado por Florianópolis, e em menor grau por cidades do leste do estado, como Joinville, Blumenau e Itajaí. Associada a qualidade de vida, Florianópolis recebeu quase 10 mil novos moradores por ano ao longo de 10 anos, crescendo 23,1% no período. Apesar de ter um dos maiores crescimentos entre as capitais brasileiras, Florianópolis segue sendo uma das menores capitais brasileiras. Ainda assim o crescimento da cidade está cobrando seu preço. Segundo estudo desenvolvido na Universidade de Brasília, Florianópolis possui a pior mobilidade urbana do Brasil e uma das piores do mundo. A frota de veículos é muito grande na capital catarinense: 64,2 por cada 100 habitantes, contra uma média nacional de 27 veículos.

Foto: Divulgação
Florianópolis cresceu 23% mas ainda é uma das menores capitais do país

A variação populacional das capitais do Sul andou em sintonia com a lógica dos estados. Porto Alegre obteve a menor taxa de crescimento dentre as três capitais do Sul, e uma das menores do Brasil, enquanto a de Curitiba ficou próxima à variação média nacional. Graças ao crescimento de Florianópolis e de municípios como São José e Palhoça (17,2% e 39,4% em 10 anos, respectivamente), a região metropolitana de Florianópolis ultrapassou 1 milhão de habitantes. Ainda assim é bastante menor que as outras regiões metropolitanas das capitais do Sul.

Fonte: IBGE

Na região Sul, o Censo registrou a criação de novos municípios apenas no Rio Grande do Sul. Foram 29, no total, o que deixou o estado com 496 municípios. Vale ressaltar que desde 2000 o Brasil registrou a criação de apenas 58 municípios, ou seja, metade deles gaúchos. No Rio Grande do Sul e no Paraná é nítida a existência de uma grande metrópole e algumas cidades médias. Em Santa Catarina todas as maiores cidades são de médio porte – a maior, Joinville, tem 515 mil habitantes. Ainda assim a concentração populacional nas 10 maiores cidades é parecida nos três estados – por volta de 40% –, sendo um pouco mais evidente no Paraná.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região Sul somou R$ 504 bilhões, de acordo com os últimos dados disponíveis. Isso representa uma participação no total da riqueza gerada no país de 16,6%, superior, portanto, à sua fatia populacional. Por isso o PIBper capita regional é maior que a média brasileira. O Sul, entretanto, fica atrás das regiões Sudeste e Centro-Oeste no quesito PIB per capita. O Norte e o Nordeste puxam a média nacional para baixo.


Fonte: IBGE

O estereótipo de “sul maravilha” ainda parece valer para a região Sul, a despeito da evolução econômica mais acelerada de outras regiões brasileiras, como Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em indicadores como mortalidade infantil e analfabetismo as taxas do Sul são inferiores às médias nacionais, o que se traduz em maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o indicador da Organização das Nações Unidas para qualidade de vida. A taxa de mortalidade infantil do Rio Grande do Sul, por exemplo, é a mais baixa do Brasil. O IDH do Sul é o maior dentre todas as regiões brasileiras – sendo que na região o maior é o de Santa Catarina.

A região Sul é a que apresenta menor índice de desigualdade social no Brasil, segundo a Fundação Getulio Vargas. A melhor distribuição de renda explica por que o PIB per capita do Sul é mais baixo que o do Centro-Oeste, por exemplo, mas o IDH é maior. Estudo da FGV apontou que Florianópolis é a capital brasileira com maior porcentagem de população classe A no Brasil: 27,7% das famílias têm renda mensal superior a R$ 6.745. Dentre todas as cidades brasileiras, perde somente para Niterói (RJ). O estado de Santa Catarina é o que possui menor número de miseráveis no país, de acordo com o IBGE.

Um outro indicador que demonstra a melhor condição social do Sul é a densidade domiciliar, ou número médio de moradores por domicílio, que está relacionada à redução da fecundidade. A do Rio Grande do Sul é a menor dentre os estados, e a da região Sul é a menor dentre as regiões. Com menor fecundidade, a tendência é de que a população fique, na média, mais velha. O Sul é também a região com maior expectativa de vida do país: 75,2 anos. Santa Catarina é o estado campeão, com 75,8 anos.


Fonte: IBGE, 2009

Fonte: Anuário Expressão, leia aqui.

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