Danielbiologo's Blog

Fraquejei … Parei … Fiquei … ei?

Posted in Cicloturismo Urbano, Pedala Floripa e Bicicletas por aí..., Pedaladas..., Uncategorized by danielbiologo on 28 de março de 2011

 

Muito antes já pensava no AUDAX Floripa 2011, fiz minha inscrição com bastante antecedência e perdendo o desconto por ter feito na pressa e ainda por cima pagando mais pelo boleto, se tivesse feito direto no Della Bikes teria mais de 10% de desconto.

Divulguei o evento entre amigos e em algumas entrevistas em emissoras de rádio ou seja estava sabendo muito bem o que me esperava no dia 27 de março de 2011.

Dias antes pedi ao Gellea Manutenção de Bicicletas (que fica perto da minha casa) que fizesse uma rápida regulagem e verificação do meu veículo. Tudo pronto era só esperar o dia para pedalar….

Sábado 14h saí de casa, sábados os horários dos ônibus são reduzidos e consegui pegar um logo que saí de casa, depois de  5 km tenho que trocar (?) de ônibus e ter sorte de coincidir com a saída de outro até o centro. Estava pensando em atravessar a ponte Pedro Ivo a pé mas, conversando com outro usuário do transporte coletivo e pela coincidência de que ele pegaria o ônibus que passava e parava logo ao lado da sede da Guarda Municipal de Florianópolis, acabei por ir com ele e “tendo” que pagar mais uma vez, ou seja para andar 17km tenho que pegar três ônibus e gastar R$ 5,90 e fora o tempo perdido, de carro teria apenas o conforto de não ter horário, pois os congestionamentos são decorrentes dele mesmo (priorização do transporte individual motorizado) e ainda tens que buscar onde estacionar e falta espaço para tanto carro ! Devia ter ido de Bicicleta, gastaria pouco tempo, iria na hora que eu quizesse e não teria problemas de estacionamento, opa! não é bem verdade, Floripa não tem Bicicletários, mesmo assim a Bici entra com a gente nos lugares onde vamos e pronto, é mais fácil e seguro que deixar um carro na rua.

Cheguei 1h antes do combinado, dei um rápida arrumada no auditório da Guarda Municipal e esperei a galera chegar. O primeiro foi o Peixoto com os Brevets que começamos a preencher antes da chegada dos ciclistas. Depois peguei meu kit e meu numero 076. Após a entrega, algumas explicações do Milton Della Giustina e pronto, todos em seguida foram até o local onde seria servido o Jantar de Massas” com sorteio de brindes da RoyalPro.

Chegou o diado AUDAX Floripa 2011, 3:00 horas estava de pé, calibrei os pneus da Bici coloquei o número e acertei os detalhes finais. A previsão era de ir pedalando até a largada, mas na noite anterior o Dudu me ofereceu carona, então aceitei e agradeci, estaria economizando 13km antes dos 200km!!! 5:00 h estava na rua, mais uma SC que corta a cidade e por onde motorizados e seus MALtoristas transitam absurdamente acima do já elevado limite autorizado para esta via, (60km/h em área urbana com pedestres e ciclistas = ABSURDO DESRESPEITO A VIDA), levando o RISCO de MORTE a todos que estão nas ruas. Olhava para o poste logo abaixo onde um individuo destruiu o mesmo e se matou (pelo excesso de velocidade). O muro ao meu lado destruído algumas vezes ao ser atingido por carros fora de controle (pelo excesso de velocidade). Logo acima outro muro também arrebentado por outro carro  desgovernado (excesso de velocidade). Diversos atropelamentos de pedestres (excesso de velocidade) que caminhavam pelo acostamento. (eu mesmo já fui atingindo duas vezes, por sorte sem gravidade, mas foram “belos” sustos”) … Esta via como outras de Floripa estão constantemente sendo extremamente mal e mau utilizadas por uma boa parcela de nossa Sociedade, certamente é um reflexo de poucas multas e de baixo valor, aliadas a impunidade da grande maioria. “Não temos indústria de multas, temos sim uma fábrica de infratores”. Tenho certeza que se as multas principalmente pelo excesso de velocidade fossem realmente sentidas no bolso dos MALtoristas, estes seriam “educados”, aplica-se uma vez só e o MAltorista aprenderá por toda sua vida! “94% dos ditos acidentes em SC poderiam ser evitados somente de respeitar o CTB” !

Por quanto tempo ainda será que teremos que conviver com um dos maires desastres ambientais do Brasil ? NOSSO TRÂNSITO !

Chegamos na largada do AUDAX Floripa 2011, verificado mais uma vez meu veículo fui para a inspeção de largada, luzes e Bici ok. Fui para a concentração. Entre mais de 300 Bicicletas, cumprimentando amigos e desejando boa prova e sorte a todos, fomos aguardando a largada. De repente centenas de Bicicletas ocupavam a faixa da direita da Av. Beira Mar Norte e como uma “serpente gigante” íamos nos deslocando pelo asfalto. A passagem pela Ponte Colombo Sales nos brindava com a imagem da LINDA Ponte Hercílio Luz e faziam pensar, porque apenas os carros tem o direito da travessia garantida e segura da Ilha<->Continente?

Logo em seguida estávamos na Cidade de São José e os pelotões estavam se formando, percebi que estava pedalando bem pois estava no pelotão de frente, inclusive fiquei orgulhoso de ter pedalado por alguns Km ao lado do Márcio May e outros ciclistas, mas ao perceber isto também fiquei preocupado pois significava que estava andando “forte”, continuei me sentia bem. Quando chegamos na subidinha logo depois do abraão escapou minha corrente e perdi ritmo, o pelotão se distanciou por algumas centenas de metros e assim continuei a pedalar. Na saída para o bairro José Mendes vi um ciclista parado na dúvida se era para ir pelo túnel ou seguir pela direita, passei por ele, reduzi a minha velocidade e disse, -é por aqui mesmo. Começamos a pedalar lado a lado nos apresentamos. Era o Isac, que ano passado fez a 1001 miglia, ele estava com uma Bici pinha fixa, número 001, bem estilosa até comentei com ele, teu veículo é bem Cycle-chic ! Pedalamos até a Base Aérea, onde nos separamos.

Os dois “incidentes” mais graves foram com ônibus da empresa Insular, que passaram muito rapido e tirando fina propositalmente, pois assim que começam a ultrapassar eles “fecham” tua passagem e se não freias ou desvias alateral do veículo te atinge, isso que são motoristas dito profissionais. Desrespeitam principalmente os Art. 201 e Art. 220 !!!

Fui pedalando sozinho até o PC1, alíás boa parte destes primeiros 50 km pedalava só e cheguei aqui em 2h10min. Comi duas bisnaguinhas e tomei um chá e parti logo em seguida. Estava indo bem, e neste trecho tive que pedalar bem devagar, pois aqui o calçamento é feito com blocos (muitos buracos) e não arrisquei furar um pneu, aproveitei para dar uma descansadinha. No asfalto pedalava a uma boa velocidade. PQP … passando a Armação começou uma cãimbra na perna esquerda, alongava pedalando e comecei a ficar preocupado. Chegando no Pântano do Sul um grupo me ultrapassa e me “sacaneiam”, por estar reduzindo a velocidade. Chegando no Açores os fiscais estavam do lado direito dei uma voltinha para que o lado esquerdo da Bici com o número ficasse visível para que verificassem o mesmo. Retornei pela rótula e retomei a pedalada, a cãimbra diminui, recomecei a pedalar num ritmo melhor.

No calçada encontrei um Senhor em cadeira de rodas com dificuldades naquele passeio/calçamento cheio de buracos, uma verdadeira trilha para cadeira de rodas (?), parei por uns instantes ajudei ela a sair do buraco conversei e me despedi.

Pouco antes do Morro das Pedras uma dor lancinante, como nunca havia sentido no meu pé esquerdo, começo a imaginar “besteiras” começo a achar que o banco está cortando a circulação do sangue na perna, paro tiro a sapatilha, alongo e volto a pedalar, a dor vem, vai, volta … Começo a repensar minha “estratégia” (tinha uma?) e resolvi parar em casa trocar a bermuda, sei lá? Abro a geladeira para pegar água gelada e encontro um barril de cerveja. Vejo carne descongelando na pia, lembro que hoje fazemos 13 anos de casados e começo a pensar (?) ….

FRAQUEJEI …. PAREI …. FIQUEI …. EI?

Foram quase 100km em 4h10min, fiz um meio AUDAX !!!

Acabei desistindo no meio, muitas foram as razões, comecei a criar problemas e observo agora alguns erros de “estratégia; Passar perto de casa e achar que vai ser só uma passadinha, não dá certo, o conforto do lar “corrompe” a mente. Errei ao levar somente um óculos e com a lente amarela, essa lente foi feita para dias nublados (confiei na previsão que disse que seria nublado com chuvas esparsas) e durante a noite, o erro foi ficar com ele no sol, pois devido a isso tive uma bela dor de cabeça pelo efeito do sol e da lente na minha visão.

MINHAS FOTOS AQUI.

Fotos do Audálio, aqui.

Fotos do Marcelo Viramesa, aqui.

Provavelmente o causador do meu “fracasso” neste AUDAX foi:


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3 Respostas

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  1. André Geraldo Soares said, on 28 de março de 2011 at 14:16

    Na semana passada eu também ajudei esse senhor cadeirante, acho que é “Dico”… Uma lástima a condição local.

  2. André said, on 30 de março de 2011 at 20:47

    Fala aí Daniel…também fiz a prova domingo, sou de Maringá e fomos com um grupo de 9, muito legal, já é meu segundo Audax, sempre sofrido, que pena que não terminou, somente quem está dentro para saber o que é um Audax, acho que desde 200 ou mesmo o 1200 são difíceis, talvez o 200 seja o mais duro por ser a prova de entrada e muitas vezes a preparação é aquém, terminei, mas as dores foram muitas também, ainda bem que não moro aí e não teria o risco de passar em frente de casa…hehehe…Força, ano que vem tem mais..
    Abraços
    André
    Maringá-Pr


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