Danielbiologo's Blog

A Sociedade Brasileira está (realmente) doente !!!

Posted in Falta de Educação, Respeito e Bom Senso. by danielbiologo on 8 de janeiro de 2011

Em uma página apenas, do periódico, três artigos, três assuntos diferentes e apenas um grande problema:

A Sociedade Brasileira!

O problema esta em nós.

Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Enquanto agirmos  assim dificilmente as coisas mudarão.

“O maior inimigo da Humanidade é o Homem” Oscar Wilde


8 de janeiro de 2011 | N° 9045

EDITORIAIS

Transporte coletivo

O ano apenas começou e, embora ainda sem data marcada para entrar em vigor, já se acena com novo reajuste das tarifas dos ônibus urbanos em Florianópolis, que poderiam aumentar em até 6%, percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Cabe lembrar que os reajustes anteriores motivaram manifestações de protesto nas ruas, lideradas por estudantes. Apesar de não escaparem de todo a algumas conotações políticas e ideológicas, esses protestos tinham bons motivos e, por isso, foram apoiados por ponderável parcela da população da Capital, que paga uma das mais pesadas tarifas de transporte coletivo do país e, como contrapartida, recebe serviços de qualidade insatisfatória, para dizer o mínimo. E sem alternativas.

A situação do transporte urbano na cidade, se já é precária e atormenta os usuários durante o ano inteiro, atinge o limite do caos na temporada de verão, com a afluência dos turistas, que multiplicam a demanda. As reclamações são unânimes: escassez de horários para o acesso às praias, ônibus superlotados, que não oferecem qualquer conforto aos passageiros, privados de ar-condicionado, apesar do calor sufocante, e muitos veículos sem manutenção adequada, o que, inclusive, ameaça a segurança dos usuários. Ademais, causa espécie – e até mesmo indignação – o fato de Florianópolis não oferecer qualquer alternativa para o transporte de massas que não seja a frota de ônibus decrépita e defasada, e de não haver sequer um projeto em curso para tanto.

Tão importante quanto a fixação de tarifas justas e adequadas ao bolso da cidadania é estimular um debate público amplo, envolvendo todos os setores da sociedade, sobre a necessidade e a urgência de outras alternativas para o transporte de massas na região da Capital.

FROUXIDÃO ÉTICA

Pode ser legal que suplentes de deputados e senadores assumam cargos no mês de recesso e desfrutem de todas as benesses previstas, sem oferecer qualquer retribuição à nação. Mas é gritantemente imoral. Pode ser legal que os filhos do presidente Lula aproveitem-se de uma brecha na regra dos passaportes diplomáticos para obter a vantagem, mas é obviamente imoral. Pode ser compreensível que a presidente Dilma Rousseff mantenha relações de amizade com sua ex-auxiliar Erenice Guerra, demitida da Casa Civil durante a campanha eleitoral por chancelar um esquema de propina comandado por seu filho, mas é, no mínimo, chocante para os brasileiros que ela tenha sido convidada para a fila de abraços na posse da nova presidente da República.

Este conjunto de fatos forma apenas um dos murais de exemplos da frouxidão ética que atinge todos os poderes da República e provoca indignação nos cidadãos. No caso dos chamados “senadores de verão”, que receberão mais de R$ 100 mil para trabalhar por um mês, nenhum argumento é capaz de sustentar que tal cifra seja razoável. São parlamentares que assumirão um mandato-tampão, pela ausência dos titulares, e desfrutarão de todos os benefícios e mordomias do Congresso, como auxílio-moradia, verbas para gastar em seus estados de origem e mais R$ 23 mil em passagens aéreas, além dos salários. Por que esses congressistas e outros deputados que poderão desfrutar das mesmas concessões recebem tantas vantagens para permanecer por apenas um mês em Brasília? Porque, responderão eles mesmos, isso é legal.

É uma situação exemplar em que legalidade e moralidade se distanciam. Também pode ser sustentada juridicamente, com base em interpretações nebulosas de normas e leis, a concessão de passaportes diplomáticos a filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas não há como sustentar, do ponto de vista da correção de condutas, que familiares do ex-governante reúnam condições para merecer tratamento privilegiado. Configura-se aqui a usurpação de um benefício para que parentes de um ex-presidente possam circular pelo mundo com a mesma desenvoltura de diplomatas e ministros das altas cortes de Justiça. Há nessas situações uma clara manifestação de indiferença dos protagonistas com a justa reação a tantas afrontas.

A presença da senhora Erenice Guerra na cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff não se insere em nenhum caso em que a discussão se dá em torno de controvérsias legais. O que se viu, com a aparição da ex-ministra, foi constrangedor. A presença da ex-ministra da Casa Civil foi, no mínimo, embaraçosa numa cerimônia que deveria ser marcada, prioritariamente, pelo fato histórico da ascensão de uma mulher à chefia da nação.

Também é, no mínimo, desconfortável saber que outro denunciado por irregularidades, o ex-ministro José Dirceu, continua exercendo influência no governo, com aconselhamentos, indicação de nomes e lobismo. E que o principal partido da base governista, o PMDB, pratique o mais condenável exercício da política, a barganha que envolve apoio em troca de cargos, sempre com a ameaça de represálias. Testemunha-se, num início de governo, fatos comprovadores de que mesmo as melhores expectativas não são suficientes para mudar comportamentos condenáveis no núcleo do poder.

ARTIGOS

Turismo predatório, por C. A. Silveira Lenzi *

Abre-se o jornal paulista de maior circulação no país, e depara-se com matéria de quase página inteira, mostrando um jovem casal chegando de helicóptero à Praia de Jurerê Internacional. Informa o texto que os novos ricos despacham os seus carrões importados em caminhões, com destino ao famoso balneário. Os novos milionários não suportam o trânsito das estradas e os engarrafamentos da imobilidade urbana de Floripa; eles chegam em avião de rosca, como dizem os manés da Ilha. A visionária produção na mídia pelo trade turístico expõe somente os brilhos e paetês dos pontos de badalação de Jurerê, a presença (?) de um mundo artístico e famosas e celebridades (?), que alugam casas a R$ 8 mil por dia, ou são convidadas pelos donos da badalação noturna.

Mas o brilho vira cinzas quando o turista comum chega pelas vias normais, deparando-se, então, com o caótico trânsito da Capital, a falta de infraestrutura turística, os preços exorbitantes das locações, da alimentação e das bebidas, e a falta de policiamento e de segurança diante do “turismo da bandidagem”. A turba que invade as ruas estaciona carros em locais proibidos e até na frente das garagens. A ganância imobiliária aluga casas para turistas marginais, farreando e perturbando dia e noite, desrespeitando os moradores de Jurerê. O engodo dos que divulgam o culto de que a nossa Ilha é o melhor destino nacional atola-se no turismo predatório praticado.
* DESEMBARGADOR

Para ver as publicações originais do periódico on-line, clique nos títulos.

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Uma resposta

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  1. […] O editorial Transporte Coletivo pode ser visto aqui. […]


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