Danielbiologo's Blog

Insegurança Ambiental

Posted in Gestão de Riscos de Desastres., Meio Ambiente by danielbiologo on 5 de janeiro de 2010

Editorial do DC de 5 de janeiro

A repetição, neste início de ano, em diferentes cidades do Sudeste, de uma tragédia semelhante à registrada no final de 2008 e início de 2009 em municípios de Santa Catarina, volta a chamar a atenção para a falta de preocupação do poder público em proporcionar segurança ambiental e para a importância de a sociedade se mostrar mais responsável com a preservação da natureza. O aspecto inaceitável é que, quando ocorre e mesmo se repete, apenas mudando de lugar, esse tipo de ocorrência costuma ser atribuído, comodamente, ao excesso de chuvas, quando há outras razões igualmente fortes que, na maioria das vezes, poderiam ser evitadas.

O melhor que o poder público, nas suas três esferas, poderia fazer em respeito às dezenas de vítimas deste início de ano seria reforçar as ações de caráter preventivo e equipar-se melhor para enfrentar situações que, embora se repitam com regularidade, costumam sempre ser recebidas com surpresa.

No caso específico do Rio de Janeiro, particularmente o de Angra dos Reis, as razões estão no que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva define como “mortífero tripé”: além das chuvas, que embora intensas são previsíveis, há causas, igualmente ou ainda mais fortes, como a instabilidade das encostas e a falta de providências por parte dos governantes para impedir e remover construções em áreas inadequadas. Assim como ocorreu em Santa Catarina, também no Rio de Janeiro, onde as chuvas provocaram um número ainda desconhecido de vítimas, os deslizamentos reavivaram os debates sobre a necessidade de uma revisão nas políticas de ocupação do solo. A questão é que, passado o impacto inicial, provocado pelo choque das mortes e feridos, o assunto costuma cair no esquecimento. O resultado dessa atitude de leniência é que a ocupação de risco se mantém e até se amplia, reforçando a possibilidade de novas ocorrências.

O registro continuado de catástrofes provocadas por fenômenos naturais atesta que o Brasil não está devidamente preparado para enfrentá-las, tanto de forma preventiva como no momento de prestar socorro às vítimas. O Brasil é o país com maior número de pessoas afetadas por chuvas e enchentes no Hemisfério Sul e, mesmo assim, um reduzido número de cidades dispõe de uma Defesa Civil municipal. Além disso, por razões que vão do excesso de exigências ou de burocracia a um jogo de interesses pouco claros, nem sempre a população pode confiar incondicionalmente nas instituições encarregadas da prevenção ambiental.

O Brasil que pretende se firmar como potência econômica não pode continuar convivendo com situações de precariedade em áreas como a social e a ecológica. É importante que governantes, com o apoio de toda a sociedade, se unam para enfrentar essas questões, evitando contribuir de qualquer forma para dar margem a tragédias perfeitamente previsíveis, como é o caso das ocupações em áreas de risco.

Editorial do DC, aqui.

De: Daniel o Biólogo de A. Costa
Enviada: terça-feira, 5 de janeiro de 2010 8:23:22
Para: diariodoleitor

De acordo com o Editorial;”…ocupações em áreas de risco”, Lembro que só serão áreas de risco se forem ocupadas e ainda que grande parte delas estão inseridas em  APP-Área de Preservação Permanente, “protegidas” por Lei. Entre estas áreas protegidas, estão as encostas (declividade), a mata ciliar composta pela faixa verde coberta por mata nativa  ao longo dos rios e corpos d’agua (tem esse nome por proteger as margens dos rios, assim como os cílios protegem os olhos). Se quisermos evitar mais tragédias deste tipo, temos que ter a União do Poder Público e da Sociedade e realmente começar a cumprir a nossa Legislação Ambiental. O editorial  deixou claro que o problema existe e que devemos trabalhar pela implantação de ações concretas (pautadas em dados técnicos) para evitar e/ou minimizar este tipo de tragédia ambiental.

A prevenção é sempre a melhor saída na preservação da Vida.

Saiu no DC;

  • Sobre o DC

    Ao editorial do DC de ontem (05/01), intitulado Insegurança ambiental, acrescento que grande parte das chamadas áreas de risco estão inseridas em Área de Preservação Permanente (APP), “protegidas” por lei. O editorial deixou claro o problema, e que devemos trabalhar pela implantação de ações concretas para evitar ou minimizar este tipo de tragédia ambiental.

    Daniel de A. Costa

    Biólogo – Florianópolis

    Link aqui.

    Preservação dos remanescentes

    e recuperação de áreas

    da Mata Atlântica,

    é urgente que se concretize isto!!!

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3 Respostas

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  1. OS DESASTRES DO VERÃO « Danielbiologo's Blog said, on 12 de janeiro de 2010 at 11:08

    […] daqui. Editorial do dia 05/12 aqui. Etiquetado como:areas de preservacao permanente, desastres ambientais, homem, Lei, matas […]

  2. ÁREAS DE RISCO « Danielbiologo's Blog said, on 25 de janeiro de 2010 at 10:45

    […] mais aqui e aqui. Etiquetado como:app, áreas de risco, coletividade, cultura da esperteza, desmatamento, […]

  3. […]  Insegurança Ambiental Etiquetado como:coletividade, desrespeito, educação, egoísmo, individualismo, Lei, mata […]


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