Pedalando para o Futuro.
Pedalando para o futuro (cotidiano.ufsc.br)
Bicicleta é uma das alternativas para solucionar problemas em Florianópolis
Pedalada e Caminhada pela Mobilidade Ativa e Sustentável.
Convite para pedalar no Dia Mundial sem Carros.
Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro.
(Clique sobre esta frase para mais detalhes)
Um dia para reflexão, onde cada um e todos nós, podemos contribuir com a Mobilidade Urbana.
Como?
Em nossa região mais de 80% dos carros transitam com apenas uma pessoa e na grande maioria com pequenas cargas, sejam uma pasta, uma bolsa ou um caderno. Sendo assim estas mesmas pessoas poderiam se utilizar do transporte coletivo ou a Bicicleta.
Como forma de estimular e mostrar que é possível ira até a padaria, farmácia e ao trabalho sem utilizar o carro é que fazemos este “desafio” um Dia sem Carro. Com menos carros nas ruas a Mobilidade ao utilizar outros modais, e o fluxo do trânsito são beneficiados.
Dia 22 de setembro, Quinta-feira:
>>> Caminhada/pedalada as 8h na Av. Pequeno Príncipe/Campeche, veja aqui;
>>> 20h concentrando em frente a catedral na praça XV, o Passeio Noturno da Comissão de Mobilidade por Bicicleta-Pró-Bici/ViaCiclo.
Trajeto:
Centro > José Mendes > Beira Mar Sul > Aeroporto Hercílio Luz e retorno. Neste trajeto passaremos pelo Trevo da Seta e outros pontos/locais verificando, as condições cicloviárias que estão sendo implantadas (ou não?).
Ps. pedal recomendado para iniciados, que já possuem noções de andar na cidade.
E dia 25 o Passeio Ciclístico fechando a Semana do Trânsito 2011, as 9h na Beira Mar de São José, ao lado da mini pista. ver aqui
Vamos todos “construir” um trânsito onde o respeito e o bom senso sejam as regras seguidas, todos saem ganhando!
DanielBiólogo
Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis http://www.viaciclo.org.br
Floripa e a infravontade.
Sérgio da Costa Ramos
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Floripa e a infravontade
A cidade de Florianópolis figura numa espécie de Guinness Book da falta de mobilidade urbana. Um estudo acadêmico de fontes não reveladas e, por isso, suspeitas acaba de concluir que Floripa é a capital brasileira campeã de paralisia urbana, vencendo proporcionalmente, é claro até mesmo as sempre engarrafadas Rio e São Paulo.Pior: a capital catarinense seria a vice-campeã mundial, derrotando apenas a capital tailandesa, Bangcok. Exageros à parte, o labirinto da Ilha de Santa Catarina não se formou ao longo de milênios, como o da Ilha de Creta.
Bastaram duas décadas. O carrascal urbano foi planejado com o requinte de caracterizar uma cidade ainda pequena, com todos os inconvenientes de uma grande metrópole.
Temos vários Minotauros e nenhum Teseu. Nosso labirinto cresce de 15 em 15 minutos, formando uma sucessão de corredores entrecruzados, ruelas sem saída e uma malha viária mais antiga do que a Sé de Braga. Com um champignon: aqui, viadutos de 150 metros levam cinco anos para sair do papel…
Cidade insular e portuária – sem portos ou transporte marítimo –, sobre a Ilha se abateram todas as pragas do progresso predatório. E um progresso deformado, associado ao carrapato de uma ecoteologia caolha, que acaba provocando exatamente o que deveria evitar: a degradação ambiental.
Some-se a todos esses males, o da monocultura automotiva, velha arteriosclerose do Brasil. Único país do mundo com 8 mil quilômetros de costa oceânica sem uma frota mercante e uma única tonelada transportada em navegação de cabotagem.
Aqui, o navio graneleiro que zarpe do Rio Grande do Sul para o do Norte, retirando de circulação 20 carretas de 12 toneladas – é apenas uma utopia. O percurso é penosamente cumprido ao lombo de cavalos mecânicos, sobre trilhas destruídas – e a um custo ainda não medido em vidas humanas e despesas hospitalares. Com essa economia, daria para o país cultivar “autoestradas” alemãs.
Predomina a antilógica do baronato rodoviário: em 10 anos, a frota brasileira pulou de 28,5 milhões para 63 milhões de veículos, com algumas cidades – inclusive a que a Ilha hospeda – matriculando um carro para cada vivente. Com a infraestrutura patinando na infravontade de autoridades inertes, nossa Floripa Creta ficou entregue à sanha dos Minotauros.
O Minotauro do atraso vive feliz e bem nutrido. Os que deveriam desenredar o novelo, são os primeiros a construir novas paredes para o labirinto, sob o aplauso de um obscurantismo que pretende congelar a infraestrutura da Ilha.
Tudo sem deixar de receber exércitos de adventícios, sem deixar de comprar um carro novo por minuto e sem abandonar o hábito de transitar pelo centro da Vila, estacionando na frente de uma farmácia ou padaria.
Original publicado no Diário catarinense, aqui.
Dia sem carro

>>>>>>>>>> Passeio dia 25 de setembro de 2011 <<<<<<<<<
Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro e, ao redor do planeta diversas cidades realizam atividades para a melhoria da Qualidade de Vida, da Mobilidade Urbana e do Meio Ambiente.
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.
Várias cidades brasileiras passaram a “comemorar” a data, no mínimo com uma Bicicletada no dia 22. Em 2010, houve atividades na semana toda em vários estados. Já em 2011, algumas cidades programaram eventos para o mês inteiro, que começa a ser chamado informalmente de Mês da Mobilidade.
Mas qual o problema em andar de carro?
Andar de carro por si só não parece um grande problema. Para entender melhor o real cenário, é preciso afastar-se da visão individual e analisar todo o conjunto.
Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa. À medida que as cidades e o país cresciam, deu-se ênfase em possibilitar a venda massificada de automóveis (com incentivos contínuos às montadoras) e à criação de infraestrutura para que esses carros rodassem (enriquecendo individualmente empreiteras e outras empresas). Nessa política, cada cidadão deveria resolver por sua conta o “seu” problema de mobilidade. O carro se tornava cada vez mais sinônimo de liberdade de poder ir e voltar a qualquer hora, quando na realidade não é sinônimo de liberdade de deslocamento mas a alternativa que restou. Para mover “massas” de pessoas, deveria haver mais opções de transporte “de massa”.
As ferrovias foram desmanteladas ao longo do século e as hidrovias não saíram do papel. As rodovias se espalharam por todo país, até no coração da floresta amazônica, levando o desmatamento e a poluição no porta-malas. Mesmo os investimentos em transporte coletivo sobre rodas foram sempre muito menores que os investimentos diretos ou indiretos no modelo de mobilidade individual e particular. As ruas, avenidas, pontes e túneis, supostamente criados para atender à demanda, foram atuando como estímulo dessa demanda, criando um círculo vicioso difícil de reverter: cada vez mais carros ocupando a estrutura criada e pedindo sempre mais espaço, exponencialmente.
As cidades deixaram de ter caminhos por onde as pessoas e os rios passavam para ter caminhos para “chegar rápido de carro”. Atravessar as ruas sem uma armadura de uma tonelada se tornou, cada vez mais, uma aventura perigosa. As cidades deixaram de ser agradáveis para as pessoas e passaram a ser dos carros(?)
O problema é intensificado quando você percebe que a quase totalidade dos motoristas nas cidades são pessoas sem nenhuma restrição de mobilidade, que estão carregando apenas uma blusa ou um caderno, não estão sendo levadas a hospital algum e estão fazendo um trajeto que muitas vezes não chega nem a 10 km. Em Floripa 82% dos carros transitam com apenas, o motorista!
Todos saindo com seus carros no mesmo horário causam o efeito mais visível da mobilidade baseada no automóvel: o congestionamento. Outros efeitos são mais difíceis de perceber e alguns até impossíveis de mensurar com exatidão: mortes e sequelas de vítimas de acidentes, stress, isolamento e frustração, agressividade e violência, doenças cardiovasculares e respiratórias, menor tempo para convívio com a família, poluição do ar e das águas, consumo exagerado de recursos naturais, impermeabilização do solo e aumento da temperatura das cidades, diminuição do espaço para convívio entre as pessoas, mudanças na sociedade e degradação nas relações entre as pessoas, prestígio e autoestima atreladas ao automóvel e outras mais.
O dia 22 de setembro é uma oportunidade para que as pessoas experimentem vivenciar a cidade de outra forma. Transporte público, Bicicleta e mesmo a caminhada são alternativas saudáveis e cidadãs, que contribuem com o meio ambiente, com a sua saúde e até com a locomoção daqueles que realmente necessitam utilizar o carro, sobretudo em situações especiais de mobilidade (melhor idade, gestantes, transporte de crianças pequenas, portadores de necessidades especiais, etc). Lembrando que somos motoristas muito pouco tempo comparando com o tempo que somos pedestres! Até a carona solidária, combinada com um colega de escritório/trabalho/universidade que more perto da sua casa, já ajuda.
Se você utiliza o carro no dia a dia, faça um desafio a si mesmo no próximo 22 de setembro e descubra se você é capaz de passar um único dia no ano sem seu carro. A cidade, o planeta e nossas crianças agradecem!
vadebike, danielbiologo, ViaCiclo.
Desafio Intermodal 2011
Quinta feira dia 15 de setembro, dia marcado para o DI 2011. Neste ano minha participação seria como “recepcionista”, ficaria na chegada (Largo da Alfândega) marcando o tempo de cada modal participante.
(Desafio Intermodal 2011)
Dia de trabalho realizando algumas vistorias na Ilha de SC, carregando papéis/documentos e mapas estava de carro. Terminando os compromissos do dia, no retorno encontro, a Av. Beira Mar Norte toda congestionada, parada. Olho para o relógio e percebo que a hora avança e eu parado, depois de 45min para percorrer 3 km chego ao estacionamento, saio correndo (a pé) deixo os documentos no trabalho pego os materiais e vou para o ponto de chegada. Antes disto fiquei por longos minutos pensando que não conseguiria chegar, olhava ao meu redor e só enxergava carros parados com apenas um passageiro, muitos resmungando, muitos buzinando para outros, muitos xingando …. o estresse e gases tóxicos inundavam as gotas de chuva que caiam em Floripa. Pensei, que ironia, eu como “coordenador e cronometrista” da chegada, não chegaria. Imaginava meu relato; não cheguei a tempo pois fiquei preso no congestionamento. Lembrando que o congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa e efeito ou seja, é como que dizer, você não está em um congestionamento, você é um congestionamento = reflexos da priorização do transporte individual motorizado.
UFA ! Cheguei 20 minutos antes do horário previsto para a largada, com chuva fina persistente coloco minha capa de chuva, ligo para o Fabiano e acertamos os ultimos detalhes.
Pelo celular aviso ao Fabiano -LARGA, e começa o Desafio Intermodal 2011.
Relato do DI 2011 no Bicicleta na Rua, leia aqui e os tempos, aqui.
Teaser do DI 2011 por Vinicius, veja aqui.
Minhas poucas fotos, aqui.
“Quando fui convidado pra fazer o percurso, de carro, fiquei bastante chateado, pois no ano passado, por estar de braço quebrado, não tive como escapar da incômoda tarefa de levar a jornalista e a minha bicicleta, dentro da latinha com rodas. Cheguei na UFSC, um pouco antes do horário, depois de levar uma hora, pra ir do Campeche até ali, em virtude das obras de implicação da SC 406, que faz duplicar o tempo que eu levo de bicicleta. O Fabiano me avisou que eu iria, a pé, pelo Suli. Fiquei feliz, pois passaria, de novo, por um trecho que muitas vezes passei com passeatas e protestos, podendo observar as mudanças da urbanização do Saco dos Limões, nos últimos tempos. A chuvinha miúda, recém chegada, foi a companheira dos primeiros passos, seguindo junto com os carros, que passavam, lentamente, permitindo que eu interagisse com os passageiros e motoristas, sem que ninguém tivesse me oferecido carona, ou mesmo um questionamento, pelo fato de eu ir caminhando. O trânsito só transitou depois do morro da Carvoeira, quando perdia os carros de vista. O que pude ver é que a maioria deles levava apenas um ser humano, tornando a relação custo/benefício bastante desfavorável a eles. Diferença esta, manifesta nas protuberâncias glúteas e abdominais, que, flácidas, circulam preguiçosas, acumulando cólicas, asmas e colesterol. Por isso, preferi seguir pensando em coisas mais agradáveis. Lembrava do tempo que havia um pequeno córrego, trazendo água cristalina do alto do Morro da Cruz, rumo ao mangue do Itacorubi, que seguia à estrada até os domínios da Universidade. Isso lá pelos anos que se comprava leite em garrafa de vidro e o padeiro passava de galiota, puxado por um pangaré ensinado. A chegada da moradia vertical, na descida da Carvoeira, diminuiu a área de visibilidade do Saco dos Limões, e o aterro levou o berbigão para mais longe um pouquinho. Não sei se ainda se pode catar berbigão, porque muito cagalhão ainda desce pelos valões, contribuindo para a propagação de microorganismos aquáticos, que alteram sensivelmente a rotina dos diversos comensais que se apropriam daquele ambiente. Chegando no José Mendes, vi que não há mais fábrica de refrigerantes, e a loja de automóveis virou templo ecumênico. Na curva do Penhasco, pude agradecer a Nossa Senhora da Liberdade, pela oportunidade de estar curtindo uma paisagem de cartão postal. Faltava muito pouco pra terminar minha jornada, num final de tarde feito sob medida, pra saber com quantos passos se faz uma jornada. Depois de atravessar a cracolândia, que estava esvaziada, ganhei a passarela e a parte mais sombria do trecho. Logo quando estava na entrada da Cidade, percebi o quanto aquele local é abandonado. Alguns mendigos, um butequinho e uma escuridão de cemitério compõem a paisagem mórbida do meu momento de chegada. Só aí eu pude perceber porque a maioria das pessoas não faz este trajeto, da forma lúdica e saudável que eu estava fazendo, mais uma vez. Apesar de todo meu prazer de ter feito aquele passeio, as condições das calçadas, o desconforto das perseguições dos carros, que na ânsia de levar seus motoristas para casa, atropelam o pedestre, este ser tão estranho que insiste em ser humano. Quando cheguei, fui informado que o secretário ainda não havia chegado, pelo seu sistema de transporte desintegrado. Eu levei menos de uma hora, e apenas quinze minutos a mais que o auto(i)móvel. Com certeza, o estresse que o motora teve, durante seus momentos de estacionalidade, foi muito maior que o meu prazer, de ter curtido uma caminhada animada. O problema é que o dele vai para a coluna do custo, enquanto o meu consta como benefício. Portanto, muito mais saudável e sustentável. Valeu, galera, pelo encontro festivo com todos nós. O Fabiano, o Daniel Biólogo Presidente da Viaciclo, a gurizada animada, o Audálio, que quando chegou saía fumaça por todos os poros, a chuva, os buracos da calçada, a fumaça de olhodiesel dos ônibus lotados, e todos os que eu encontrei, que tornaram possível este instante de prazer e curtição.”
Huli Huli
Pereira
Huli Huli,
Seus relatos são sempre a melhor parte,
“eu si divirtu” lendo, ao mesmo tempo que fico chateado pela forma como nossa sociedade caminha, aliás não caminha!!!
Fico muito contente de poder participar destes eventos onde pessoas do bem, querem apenas fazer o bem, bem feito !!!
Muito Obrigado a todos vocês,
são vocês que não me deixam perder a esperança nesse tal do Bicho Homem.
DanielBiólogo de A. Costa
Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis http://www.viaciclo.org.br
Cara,Pena que não sei escrever tão bem como vocês, mas realmente o prazer de ir correndo e interagir com a natureza(poluição) é muito gratificante, ver que não é preciso estar preso as máquinas do progresso, que você pode ser mais rapido e ainda tirar todo o stress de uma semana de trabalho, é muito bom…Todos os dias eu e meu colega e as vezes quando acordamos cedo e conseguimos pegar uma carona com o Audalio, viemos os três dos ingleses até o itacorubi, ainda não tivemos coragem de fazer a volta, mas já é um começo, e com certeza uma valvula de escape para toda a pressão e correria do dia a dia, que infelizmente a nossa sociedade continua a aumentar e chamar isso de progresso.Não sei que progresso é esse que nos tira a segurança, o convivio com a familia e a saude, como vc’s disseram, por causa do progresso a sociedade tem a tendencia de ficar sedentária e sem saude, aonde vamos parar ?
Passeio Ciclístico Semana do Trânsito
Compartilhar as ruas com respeito é possível e só temos a ganhar com isso.
Em nome da PAZ e segurança no trânsito peço a vocês todos a alegria da presença,
para pedalar em grupo em mais um Passeio Ciclístico.
Cicloabraços…..
Daniel Biólogo de A. Costa
Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis http://www.viaciclo.org.br
Movimento Ciclovia na Lagoa Já http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com
Desafio Intermodal 2011 – Floripa/SC
R E L E A S E P A R A A I M P R E N S A |
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Remetente: VIACICLO – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis |
Data: 15/09/11 |
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Desafio Intermodal em Florianópolis
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Contatos para o assunto: Ana Carolina Vivian, anacvivian@gmail.com, (49) 49127-7604; FabianoFaga Pacheco, fabiano_faga@superig.com.br, 3223 2383, 9648-9368 |
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Demais contatos: Presidente – Daniel de Araujo Costa; biodac@hotmail.com, (48) 9933-7044 |
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VIACICLO – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópoliswww.viaciclo.org.br – viaciclo@viaciclo.org.br |
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Até quando ?
Todo dia no jornal mortes e mais mortes no trânsito, até quando? Se realmente a inteligência prevalecer, se realmente a tal da racionalidade prevalecer, só há um caminho a seguir; uma drástica redução das velocidades permitidas aos automotores. Até quando vamos ter que continuar com o maior desastre sócio-ambiental que atinge nosso Estado? O mal e mau uso dos motorizados com um “extremo” desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro, são os responsáveis por quase todos, se não todos, os sinistros de trânsito que matam e mutilam milhares de pessoas.
Original on-line aqui
sete de setembro de 2011
Só no dia de hoje, 7 de setembro, em apenas um jornal três matérias sobre a desonestidade, corrupção, etc …
“Precisa-se de Matéria Prima para construir um País”
7 de setembro de 2011
MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO
Inicialmente restrita a uma convocação informal pelas redes sociais, a mobilização com o objetivo de aproveitar a data da comemoração da independência para uma marcha contra a corrupção em diferentes cidades do país ganhou o reforço de algumas das instituições mais relevantes da sociedade civil. No Brasil, esse tipo de ação ainda é incipiente e tem sido pouco usado, mesmo quando o tema envolvido provoca rechaço generalizado, como é o caso da falta de ética na política e na gestão pública. Ainda que nem sempre quem se manifesta pela internet costume partir para ações concretas na prática, a iniciativa é importante, principalmente pelo fato de aliar civismo com a luta pela moralização. É óbvio que os atos não podem querer se sobrepor aos relativos à data máxima dos brasileiros, muito menos tentar burlar a ordem ou a lei.
Em situações anteriores, bem distintas da atual, a sociedade já conseguiu demonstrar que a pressão das ruas pode ser decisiva para uma mudança de rumos do país. O episódio mais marcante foi o dos caras-pintadas, no início dos anos 1990, quando a indignação dos brasileiros contra o descalabro na gestão pública acabou contribuindo até mesmo para levar um presidente da República a se afastar do cargo. O atual inspirou-se na “faxina” ética promovida pela presidente Dilma Rousseff, com o apoio incondicional da população, que agora gostaria de ver o trabalho ser levado até o fim. Mas o que reforçou o movimento foi a decisão da Câmara de livrar a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filmada ao embolsar dinheiro suspeito, de processo de cassação. O episódio deixou evidente que, sem pressão popular, quem ganha são os malfeitores do Estado.
A sociedade age com civismo ao cobrar mais rigor do Executivo no caso dos corruptos, maior disposição do Congresso em punir políticos denunciados por excessos e menos lentidão do Judiciário no exame de denúncias. Mas é importante que, diante das limitações dos órgãos de fiscalização, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, possa contar com o respaldo de entidades com tradição na luta pelas liberdades e pela ética. É o caso das que manifestaram apoio aos atos previstos para hoje, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), além de integrantes da Frente Parlamentar Anticorrupção. Entre os objetivos, estão justamente alguns mais defendidos pelo conjunto dos brasileiros, como mais pressa no julgamento de processos envolvendo casos de desvios, mais transparência nos gastos públicos e corte no número de cargos comissionados.
Estimativa recente demonstrou que, no mínimo, R$ 50,8 bilhões são desviados a cada ano no país, o equivalente às ações concluídas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) num prazo de três anos. Os brasileiros precisam fazer sua parte para que esse montante possa retornar de fato a áreas mais carentes atendidas pelo setor público.
Original no DC aqui.
7 de setembro de 2011
Corrupção e mobilização, por Affonso Ghizzo Neto *
O fenômeno da corrupção no Brasil e suas consequências nefastas para toda a população devem ser compreendidos a partir da própria sociedade. No Brasil, os mecanismos legais de fiscalização e de controle não se prestam efetivamente aos objetivos oficiais a que se destinam, servindo como mera formalidade para justificar práticas corruptas institucionalizadas. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, de 2002 até 2008, o Brasil perdeu cerca de R$ 40 bilhões por causa da corrupção, dinheiro que deixou de ser aplicado nas políticas públicas, como segurança, saúde, educação, etc.
A corrupção nacional é decorrência da moral predatória característica dominante no Estado patrimonial, que, conscientemente ou não, formatou um conjunto de padrões sociopolíticos de comportamento ético adverso às formas racionais mais modernas de trato da coisa pública.
Movimentos sociais, revoluções deflagradas, reformas administrativas e processos eleitorais são levados a efeito, todos sem resultados efetivos no combate ao fenômeno da corrupção nacional, restando sólida a mentalidade e os métodos de condução da coisa pública. Parece que, cada vez mais, se apresenta modernamente um grande volume de valores morais negativos, seja no trato da coisa pública ou no da propriedade privada, adquirindo a corrupção formas mais sofisticadas e planejadas, conforme as necessidades apresentadas a cada tempo.
Estaria tudo, então, perdido? Evidente que não! Como confirma Paulo Freire, nenhuma realidade é assim mesmo e pronto. Toda afirmação fatalista neste sentido é mentirosa e ideológica. Toda realidade está sujeita à tentativa da nossa interferência nela. Assim, quando, espontaneamente, milhares de brasileiros se mobilizam em “um 7 de setembro” contra a corrupção, longe de uma solução mágica, verifica-se uma nova possibilidade pautada pela consciência coletiva e pela mobilização social. Afinal, o que todos nós temos a ver com a corrupção?
* PROMOTOR DE JUSTIÇA E IDEALIZADOR DO PROJETO O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?Original no DC aqui.
Legalizar a corrupção?, por Volnei Carlin *
Mesmo num pequeno livro como o Peso da Borboleta, de Erri de Lucca, pode-se ver um texto denso, reflexivo e realista. É um desses autores que insinuam o colapso de valores e a negativa do direito de sonhar, deduzindo-se que se vive na obscura era das incertezas e dos males da corrupção. Assim, quando nos deparamos, diária e crescentemente, com um desfile de sucessivos e escabrosos escândalos expostos com regularidade e desnudados cruamente aos olhos do país, chega-se ao cerne da malha de relacionamentos das forças políticas e econômicas que se apropriam criminosamente do dinheiro dos contribuintes. O quadro é alarmante, e o nível das revelações ilícitas impressiona. No mais, “qualquer cidadão se apercebe do quão leniente a lei fica ao se aproximar dos poderosos” (Sérgio Telles, O Estado de S. Paulo, 23/07/2011), embora a tímida Justiça já tenha até condenado Cacciola.
Em nossos tempos, os que lesam o patrimônio público se escondem por trás das instituições de que fazem parte, consequência de administrações onde tudo é possível aos agentes públicos. Hoje, regras e princípios formam escudos corporativos cheios de imunidades. Vemos matilhas sempre afiando as unhas e os dentes à espera de se refestelarem nas engrenagens institucionais, com desprezo à opinião pública, que almeja retidão de caráter e decência, apesar de, entre nós, já conceba a ideia de que estão apenas no terreno da ficção, pois a sociedade está condenada.
Nesses casos, tornam-se inglórios os embates contra os malfeitos, havendo lógica e mórbida lucidez dos quadrilheiros que agem mediante propinas, motivo suficiente para que todos os tipos de corrupção passem a ser legalizados, dando-lhes legitimidade, cobrando-se impostos e concessão aos benefícios previdenciários. Seria uma nova forma de melhor realizar o Direito, inaugurando-se uma pseudoética política (Max Weber). Enfim, é inadmissível essa dormência coletiva, criada pela apatia, pela insensibilidade e a acracia, conivente com ooportunismo daqueles que fazem da política a realização da deontologia dos resultados ilícitos.
* DOUTOR EM DIREITO
Original no DC, aqui.



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