Danielbiologo's Blog

Atropelado ….

 

Lagarto-teiú (Tupinambis spp) atropelado e placa indicativa de animais na pista, danificada/vandalizada e jogada longe da visão dos motoristas. Haviam duas placas assim, comprovando a ação de vandalismo e se a velocidade dos carros fosse limitada a uma velocidade segura, diversas mortes poderiam ser evitadas. Mas não o "falso conforto" do usuário do carro justifica passar por cima de tudo, inclusive da vida !!!

Em mais um pedal dominical, mais uma prova do individualismo egoísta do ser humano, na SC 404, via da Ilha de Santa Catarina que passa junto a uma Unidade de Conservação, a ESEC Carijós.

Comprovando  a realidade de nossa Sociedade onde o mais importante na cidade são os carros, os problemas inclusive de morte de muitos animais, incluído o bicho homem são uma normose. Ok, temos que ter a estrada (temos?) então respeitemos as demais formas de vida, a Unidade de Conservação foi criada para conservar uma pequena parte relativamente preservada na Ilha e as “pressões” da “cidade”ao seu redor quase sempre, para não dizer sempre, pensando apenas no indivíduo (proprietário ou usuário).

Porque não fazer como outros locais (poucos) fora do Brasil onde uma via de motorizados, que poluem e destroem o ambiente, devem transitar a baixa velocidade de no máximo 40km/h e devem pagar um taxa/pedágio por estar poluíndo com seus motores, uma Compensação Ambiental pelo prejuízo ao Planeta pelo uso de motores a combustão, se assim fosse muitos animais (inclusive o homem) deixariam de ser atropelados/mortos pelo individualismo e egoísmo de uma única espécie. as taxas/pedágios seriam revertidos para a Unidade de Conservação contribuindo com a Qualidade de Vida  de todos.

Respeite as regras de Trânsito !

Respeite o Código de Trânsito Brasileiro !

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2 Respostas

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  1. Milton Corrêa da Costa said, on 10 de outubro de 2011 at 18:56

    O macabro noticiário da rotina de tragédias no trânsito brasileiro. Até quando?
    :
    Milton Corrêa da Costa

    O incômodo da rotina de tragédias envolvendo motoristas imprudentes e alcoolizados -alguns sequer possuem carteira de habilitação- tem sido evidente na violência sem fim do trânsito brasileiro. Tudo noticiado pelos meios de comunicação diariamente. Parece que nada mais a fazer a não ser noticiar a próxima tragédia onde o enredo é sempre o mesmo: a mistura explosiva de álcool, drogas, manobras arriscadas, excesso de velocidade, sono, cansaço, imprudência. A maior parte dos que se envolvem nos graves acidentes -o trânsito é a primeira causa de morte no país na faixa etária de 15 aos 34 anos- são jovens que veem no volante de um carro a sensação de demonstração de poder e a real possibilidade para extravasar o desafio ao perigo. As consequências dessa ilusória auto afirmação social têm sido muitas vezes trágicas. Acresce-se o fato que a fiscalização da Lei Seca não é rotina em muitas unidades da federação. O sentimento de burlar as leis e da consequente impunidade parece mesmo determinantes. Em média, a cada 15 minutos, uma pessoa perde a vida na violência de ruas e estradas do país.

    Uma pesquisa publicada no último final de semana -mais um de inúmeras tragédias no trânsito- numa revista de grande circulação, demonstra tal realidade. Depois de fazer o teste do bafômetro em 100 motoristas que se predispuseram à submissão ao teste, recém-saídos de bares das regiões boêmias da cidade de São Paulo, os repórteres chegaram a um resultado conclusivo. Apenas 21 não apresentavam traço de álcool no organismo. Os outros 79 estavam alcoolizados em graus variados. Destes, 43% encontravam-se no limite da tolerância e da margem de erro do bafômetro: acusaram até 0,13 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Por sua vez 57% do total de 79 dos alcoolizados seriam infracionados na lei de trânsito, com multa de R$ 957,70 e suspensão do direito de dirigir. Os demais teriam que ser encaminhados à delegacia policial para se verem autuados nas penas do Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, por crime, tendo alcançado ou ultrapassado o limite de 0,33 mg/l. Registre-se aí, como frisado, a margem de erro do etilômetro, normalmente estimada em 0,03 miligramas.

    O resultado dessa imprudência constata-se no noticiário de carros retorcidos, vítimas ensanguentadas, dor e sofrimento. Em São Paulo, na semana passada, Felipe Arenzon guiava um Chevrolet Camaro – que custa quase R$200.000 depois do aumento do IPI – provocou dois acidentes em menos de uma hora. Ele foi pego pela polícia e se recusou a fazer teste do bafômetro. Levado para a delegacia, o jovem de 19 anos pagou fiança de R$245.000 – mais que o Camaro – e saiu em liberdade. Filho de um vereador de Embu das Artes, Felipe agora deve responder o processo em liberdade. Familiares das vítimas pedem justiça. Felipe e seu Camaro provocaram um incêndio em um dos veículos atingidos, onde o motorista teve 90% do corpo queimado e não há garantia de sobrevivência. Na noite deste domingo, 09/10, um motorista atropelou 21 pessoas que participavam de uma festa de congado no povoado de Bom Jardim das Pedras, em Carmópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, o motorista apresentava sinais de embriaguez. De acordo com testemunhas, o carro estava em alta velocidade e capotou. Algumas pessoas que estavam no local tentaram agredir o motorista, que foi preso. Uma das vítimas, um homem de 42 anos anos, morreu na manhã desta segunda-feira.

    Em São Paulo, o exame clínico feito pelo Instituto Médico Legal no estudante Leonardo dos Santos, de 25 anos, que atropelou pelo menos seis pessoas na noite da última sexta-feira, mostrou que ele tinha consumido bebida alcoólica. O jovem foi indiciado por três crimes: embriaguez ao volante, tentativa de homicídio doloso (com intenção de matar) e dirigir sem habilitação. Ele não tinha carteira de habilitação, segundo a polícia. Conforme a irmã do estudante, ele comprou o carro há pouco tempo, em 60 parcelas, e amigos e familiares dirigiam o veículo para Leonardo. Mas, nesta sexta-feira, ele pegou o carro e acabou causando o acidente. Segundo testemunhas, Leonardo apresentava sinais de embriaguez.

    Os relatos de mais tragédias neste último final de semana prosseguem. Duas pessoas morreram e sete ficaram feridas em um acidente envolvendo uma van na MG-424, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Militar Rodoviária informou que o motorista, de 17 anos, perdeu o controle do veículo, na madrugada deste domingo, e atingiu uma árvore no canteiro central. Com o impacto, o veículo capotou. Segundo a polícia ele estava com sinais de embriaguez. De acordo ainda com a polícia, a van seguia no sentido Belo Horizonte/São José da Lapa. A van levava nove pessoas que saíam de uma festa. Duas das vítimas morreram no local do acidente.. O menor, portanto inimputável- a questão da maioridade penal precisa ser discutida no país-, que dirigia a van teve ferimentos leves e está internado no Hospital Risoleta Neves. Os feridos apresentaram fraturas em braços e pernas. Os corpos das vítimas fatais foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. Segundo a polícia, o proprietário da van foi levado à delegacia. A pergunta que fica, neste caso, é: quem fez a entrega do veículo ao menor inabilitado?

    Para fechar o noticiário das tragédias e da imprudência no trânsito brasileiro- notem que estamos nos reportando tão somente ao que foi notícia na
    Região Sudeste do país- vem a informação proveniente do Rio de que uma jovem de 26 anos, cerca das 08:00 horas da manhã deste domingo, no bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, após regressar de uma festa, matou na calçada, conduzindo uma caminhonte em alta velocidade- perdeu o controle da direção capotando- um senhor de 80 anos que juntamente com a esposa faziam sua caminhada matinal. A jovem não possuía habilitação e o resultado definitivo do exame de ingestão alcoólica sai em 30 dias.

    Certamente, no próximo final de semana a carnificina no trânsito prosseguirá. Não há dúvida. O pior é que nenhum de nós, como o idoso que apenas caminhava em sua atividade física, está imune à sanha assassina dos “ases (irresponsáveis) do volante”. Chega-se à conclusão que o Código de Trânsito Brasileiro é uma autorização expressa para matar em rodovias e vias urbanas. A pergunta que fica é: até quando os alcoolizados do volante continuarão matando e mutilando no trânsito brasileiro? Certamente até quando as brechas da lei e a impunidade aos homicidas também deixar de ser incômoda e conivente rotina.

    Milton Corrêa da Costa é coronel da PM do Rio na reserva


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