Pedaladas no oeste …
Na última semana de outubro em viagem de trabalho, dobrei minha Bike e coloquei na sacola! Nos dias 26, 27 e 28 durante as madrugadas e as noites saía por São Domingos para pedalar, a pequena cidade tem ruas largas com curtas subidas e descidas que fazem um pedal bem “intervalado” ou seja com bastante variação de “força motriz” (leia-se força nas pernas). O problema que a maior parte da cidade ou pelo menos muitas ruas são cobertas (“pavimentadas”) com pedras e alguns trechos chão batido mesmo, para uma MTB não teria problema nenhum, já com minha dobrável….bem não pedalei nestas ruas.

Acabei por pedalar na SC 480, rodovia estreita sem nada de acostamento ou mesmo área transitável, aqui só tem um lugar para pedalar e, é no meio da faixa junto com o tráfego local. Tinha que ficar atento aos sons dos motorizados, como a estrada sobe e desce acompanhando a ondulação do terreno (pequenos vales) quando o som do motor se faz presente o “motor” está logo atrás de você e não há o muito que fazer, quem tem que desviar é o caminhão ou o carro que vem “voando”. Pedalando antes do sol nascer, conseguia visualizar ao longe os faróis e ter uma certa segurança, margem de tempo para alguma ação e poder pedalar com certa tranquilidade. O problema maior é o desrespeito dos MALtoristas que dirigem seus bólidos de ferro muito acima da velocidade regulamentada, e durante a madrugada se sentem mais “protegidos” pela impunidade de não serem multados. Se ao menos quando visualizassem o ciclista reduzissem a velocidade para ultrapassar com um mínimo de segurança, mas………..
…. pedalava pelo asfalto em meio as plantações,
colinas, remanescentes (pouco, muito pouco) da Mata Atlântica, horizontes a quase perder de vista e ninguém em kilometros ao redor, mesmo estando próximo da cidade, estava em um verdadeiro pedal “solo”. Por diversos momentos dá para realmente sentir a solidão e que te faz pensar, eu diria realmente conversar consigo mesmo! Pouco a pouco o dia começa a clarear e pedalando com o Sol nascendo por vezes diretamente em meus olhos, o que me fez lembrar da música que “escolhi” para o nascimento da minha filhota; “Sunshine on My Shoulders” de John Denver.
Apesar de estar vivendo o “sunrise”… chorei de verdade …um momento de felicidade !
Sunshine on my shoulders makes me happy
sunshine in my eyes can make me cry
sunshine on the water looks so lovely
sunshine almost always makes me high
if i had a day that i could give you
i’d give to you a day just like today
if i had a song that i could sing for you
i’d sing a song to make you feel this way
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Um fato curioso e engraçado ocorreu. Conversando com moradores locais
e outros, comentei dos meus pedais e acabei por mostrar umas fotos diretamente na máquina de fotos e surgiu o comentário; -Você então é o “ciclista fantasma” ? que está “assombrando” as madrugadas e noites da cidade ??? kkkkkk Os refletivos e luzes da Bike atiçaram a imaginação dos poucos que viram minha “superhipermegaultrafoldingbike” aro 20 “rasgando” o asfalto da região. E claro durante o dia eu estava trabalhando e não pedalei e a brincadeira foi essa, afinal o “ciclista fantasma” só aparecia quando não havia luz !!!
Pedalei……..heheheheeeee


Oi Daniel,
muito legal o relato, curti as fotos tbém, ficaram bem bacanas.
estrada sem acostamento é praticamente um crime. já fiz alguns pedais em estradas e sei bem o que tu estás falando/sentindo. é muito complicado mesmo. os motivos devem ser os de sempre: obras superfaturadas, uso de material (bem) inferior ao contratado e desvio de verbas.
mais tarde todos se reúnem e torcem fervorosamente para a seleção brasileira.
bom fim de semana!
abraços,
sérgio
Opa, depois de um bom tempo vi que não respondi teu comentário…..sorry….
Obrigado e vamos pedalando….
Cicloabraços…..